Textos do mês Maio 2005 ↓

publicado em
31 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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4 opiniões

Eu é que sou o "garganta funda"?

Acabei de ouvir/ler que um ex-director da CIA reclama ser o “garganta funda” do Watergate?
Mas sempre ouvi dizer que era a Linda Lovelace!

publicado em
30 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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33 opiniões

Um exagero!

No novo suplemento Kulto do Público de domingo: “Receitas nojentas: cães esmagados por camiões“!!!!
Na verdade, é uma receita com farinha, cacau, açucar, ovos, e outras coisas banais, que - no final - ficam parecidos com cães espalmados (por causa de um molde). Mas “esmagados por camiões“??? Fazer um suplemento para a juventude deve obedecer a alguns cuidados. Eu, que não sou pai, ficaria um pouco incomodado se o meu filho me perguntasse algo sobre isto”!!!

publicado em
28 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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3 opiniões

"Aveiro Digital quer pagar entrevistas a jornais e rádios"

Lembram-se disto?
Pois, hoje o Público pega no assunto e desenvolve-o.
Dois excertos:
«Ainda que pareça não constituir uma ilegalidade, o objecto do concurso lançado pelo Programa Aveiro Digital pode ser entendido como um aliciamento e atentado à independência dos jornalistas. No Artigo 1º do Estatuto do Jornalista, estipula-se que “não constitui actividade jornalística o exercício de funções (…) quando desempenhadas ao serviço de publicações de natureza predominantemente promocional, ou cujo objecto específico consista em divulgar, publicitar ou por qualquer forma dar a conhecer instituições, empresas, produtos ou serviços, segundo critérios de oportunidade comercial ou industrial“.»

«Contactada pelo PUBLICO.PT, a presidente da comissão executiva, Lusitana Fonseca, afirma que o objectivo da proposta “não é interferir em termos das respostas às entrevistas” mas antes “criar um contexto que visa divulgar os projectos que estão no terreno”. “Nós não queremos influenciar nenhum jornalista, nós respeitamos totalmente a liberdade de imprensa”, garante.
Lusitana Fonseca considera que são os próprios jornais e rádios que devem reflectir sobre se a proposta está conforme a lei ou não: “É um pedido de proposta. Se não estiver de acordo com a lei (…), com certeza que não me vão propor coisas ilegais”, considera a responsável. “A não ser que agora queira que eu peça um parecer jurídico e andamos a gastar dinheiro do povo”, disse ainda

publicado em
27 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

O Público errou?

Duas notas prévias:
1) A criação, este ano, de uma denominada Supergala da Liga de Clubes, envolvendo vários OCS, fez uma vítima directa: o Público organizava, com a RTP, uma gala semelhante, que terá acabado (fui várias vezes e era interessante). Mas acredito sinceramente que a jornalista do Público que escreveu o texto que pretendo criticar não teve em conta esse facto. Se pensasse o contrário, também o diria.
2) Estive presente, como convidado, embora, pessoalmente, nada tenha a ver com a organização - se tivesse não escrevia.
Posto isto:
O Público, edição de ontem, na rubrica “Visto” (ou “Ouvido”) da página de TV, trouxe um comentário de Joana Amaral Cardoso a essa Supergala. Um comentário muito crítico, cheio de ironia e algum sarcasmo.
Até concordo com algumas coisas que lá se dizem, mas não é admissível escrever que “Os Corvos e os EZSpecial foram os únicos convidados [na música] o que é deveras cansativo” - e este é o primeiro argumento que apresenta para arrasar a Supergala. Ora, ou a Sporttv não transmitiu o mesmo espectáculo (e eu vi, além desses, um grupo brasileiro chamado Jota Quest e os Da Weasel) ou a jornalista não viu tudo. E se não viu tudo deveria ter mais cuidado a criticar (o que quer que seja).

publicado em
26 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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uma opinião

(act) Há um erro qualquer que não deixa ter acesso aos comentários

Os técnicos da empresa «JGS», quais Gil Grissoms do CSI caseiro, não olharam a meios para resolver o problema da “tag” que desapareceu de casa sem deixar rasto.
Obrigado e serão enviadas umas fatias de pata negra (por e-mail!).

Pela minha nabice informática peço desculpa!

PS - Um presunto para quem ajudar a resolver?

publicado em
25 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Isto sim

Numa altura em que a generalidade dos meios, sobretudo impressos, se queixa de falta de publicidade, vale a pena passar os olhos pela edição de hoje do Diário Económico: cinco páginas inteiras e seis meias paginas! E num suplemento dedicado à gestão de frota, com 24 páginas, metade delas são de publicidade!!!!

publicado em
24 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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Uma interpretação

Relativamente a isto, e uma vez que não houve nenhuma informação mais ou menos oficial (ó Arsénio, podias ter dito alguma coisa!), avanço com aquela que me parece ser uma explicação - como ouvinte diário da RR: a Renascença é a rádio que mais informação desportiva tem (sobretudo futebol), através das várias edições da «Bola Branca». A desvalorização deste tipo de noticiário nos informativos da hora será uma forma de não gastar o pouco tempo (no máximo 9 minutos) com temas que terão tratamento - ainda que sintético - noutros espaços (evitar redundância ou mesmo repetição).
Outra explicação (que pode ser consequência da anterior): é uma forma de “obrigar” os ouvintes a manter-se em antena para ouvir a «Bola Branca» (a RR é uma rádio com um share - um tempo médio de audiência - muito mais elevado do que, por exemplo, a TSF, o que pressupõe que não muitos ouvintes não procuram outra estação após o final dos noticiários).

publicado em
22 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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Jornalismo e publicidade

Um leitor deste blogue fez-me chegar uma curiosa proposta da empresa “Aveiro Digital”, dirigida a órgãos de comunicação social do distrito, para execução de 20 entrevistas (texto e áudio) às “entidades beneficiárias” do projecto, que darão origem à “emissão de uma série de 10 programas rádio” e a 20 entrevistas na “imprensa regional ou nacional”.
Estamos claramente no domínio da publicidade, paga, ao que parece travestida de jornalismo - algo que, genericamente, o Sindicato dos Jornalistas tarda em denunciar.
Qual é o problema, aqui?
Nada é dito nas condições enviadas aos interessados sob a forma como esses conteúdos serão identificados quando estiverem prontos (e se nada for dito em contrário, é jornalismo!), sendo que essa sinalização é fundamental para o leitor/ouvinte saber com o que é que conta - para não ser defraudado.
No fundo, situações como esta, ainda por cima financiadas por dinheiros públicos, só legitimam aquilo que é cada vez mais uma realidade nos jornais locais e regionais: a utilização do jornalismo como fachada para suportar publicidade e/ou propaganda, paga!

Se estes conteúdos aparecessem claramente como publicidade haveria lugar a crítica? Provavelmente não, mas sempre pergunto por que é que a Aveiro Digital, em vez de gastar dinheiro nestes conteúdos, não se preocupa em criar mensagens com valor mediático, que interessem verdadeiramente aos jornalistas - e que delas farão notícia?

publicado em
20 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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Um caso que envergonha ou está tudo bem?

Os leitores mais antigos deste espaço lembram-se certamente como critiquei a cobertura da generalidade dos media portuguesa no Euro 2004, a quem acusei de falta de isenção e neutralidade e de adesão à causa.
Um ano depois muitas dessas críticas repetem-se relativamente à cobertura da morte do Papa João Paulo II.
Talvez por receio de reacções emotivas (e se foi isso há uma falha da minha parte) ou apenas por distracção, não fui tão acutilante como com o futebol (limitei-me a este texto).
Mas as declarações, ontem, do próprio cardeal patriarca de Lisboa substituem tudo o que pudesse dizer: ao chamar a comunicação social para um balanço da cobertura, que considerou positiva, D. José Policarpo disse estas duas coisas notáveis:
- “Os profissionais dos media exageraram um bocado”.

- a cobertura portuguesa foi “feita na maior parte dos casos até com uma grande emoção”.

PS - coisas que fascinam: comparem, se tiverem paciência, os títulos das duas notícias que são, basicamente, iguais!

publicado em
19 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

(jc) Diferenças

A derrota no Sporting nos noticiários das oito da manhã de hoje:
TSF: 1ª notícia, durante seis minutos;
A1: 1ª notícia do desenvolvimento, durante três minutos;
RR: última notícia do alinhamento, durante 30 segundos;

publicado em
17 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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5 opiniões

A pergunta inútil

Ninguém liga a isto, mas como me custa tanto ouvir…
(hoje em directo, às dez da manhã numa rádio - transcrevo de memória)
“… cimeira que está a bloquear as principais ruas de Varsóvia, com diversas ruas cortadas, muita polícia e militares, tudo em nome da segurança. É isso que se passa aí em Varsóvia, repórter…?
O que é que a repórter podia dizer? Que não?

publicado em
16 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

Pormenores sem a mínima…

Não me espanta que a informação tenha chegado errada (noticiar em cima da hora implica sempre riscos); o que motiva esta crítica é o tempo que a informação demorou a ser corrigida.
De acordo com a Lusa, às 7h51, citando a SIC Notícias, no acidente com cinco futebolistas havia um Sandro Luís, do Santa Clara, dos Açores.
Sandro Luís joga nos Açores, mas na equipa das Flores, Os Minhocas (3ª divisão). Diferente não?
Que eu saiba, só cinco horas depois é que a informação foi corrigida. Mas a Lusa, às 13h05, ainda dava Sandro Luís no Santa Clara!
São pormenores, eu sei, mas faz sentido não perder a auto-crítica e ser sempre exigente.

PS - pode ter a ver com isto: ao que soube, hoje é feriado nos Açores e por isso o esclarecimento pode ter demorado mais.

publicado em
15 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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(jc) Análise dos três diários

Penso que o dia de hoje terá sido a última oportunidade para testar a experiência de A Bola.
Do dia de ontem houve duas situações claramente polémicas:
- as declarações do treinador do Rio Ave, contestando a arbitragem e, em concreto, o primeiro golo do FC Porto (1);
- as declarações violentas do treinador do Boavista que – com toda a razão, permitam-me – se atirou à arbitragem do jogo em Guimarães (2).
O que fizeram O Jogo e o Record? Publicaram-nas com normalidade; acrescentando no comentário ao jogo de Guimarães uma nota negativa para o árbitro;
O que fez A Bola? Fez a mesma coisa no Guimarães-Boavista (ou seja, reproduziu o “ataque” do treinador à arbitragem e a nota negativa para o árbitro) mas ignorou a parte das declarações do treinador do Rio Ave, em que este se referia aos eventuais erros da arbitragem. Porque não se enquadram? Por falta de espaço? E no caso do Boavista
Terá sido este o seu contributo para a Semana do Futebol?

(1) “O primeiro golo foi fora-de-jogo, tendo ainda McCarthy dominado a bola com o braço”.

(2) “Era impossível ganhar aqui”
Pedro Barny não poupou críticas à arbitragem, que acusou de ter errado em lances cruciais. «Como o golo do Vitória, precedido de fora-de-jogo e a expulsão de Carlos, que justificava, isso sim, um cartão amarelo ao Silva, por simular falta inexistente», protestou. O técnico boavisteiro afirmou ainda que, «por tudo o que se viu», era «mesmo impossível ganhar em Guimarães». Para Pedro Barny, o encontro ficou decidido exactamente após a expulsão de Carlos, «que marcou a equipa», numa altura, lembra, «em que o Boavista estava a dominar o jogo e o Vitória ainda não tinha ido à baliza adversária». «Tenho jogadores a chorar no balneário, mas eles lutaram contra todas as adversidades e mereciam melhor sorte», lembrou. Quanto à expulsão de João Pinto, um comentário: «Parece que no seu final de carreira os árbitros sentem prazer em expulsá-lo. Não acredito que cada vez que ele fale com um árbitro seja mal educado, de modo a justificar tamanho castigo.»

publicado em
12 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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Última do caso para fazer jurisprudência

Lembram-se?

Este parece ser o derradeiro desenvolvimento: “A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) considera que o jornal Público «incorreu na prática de crime de desobediência qualificada previsto e punido nos termos da alínea a) do artigo 32.º da Lei de Imprensa», por não ter publicado a rectificação a um artigo inserido na edição de 15 de Dezembro de 2004, com o título Parecer - Ordem diz que aborto raramente se justifica por razões psíquicas

publicado em
11 de Maio de 2005

por João Paulo Meneses


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É o ministro quem o diz

A terceira tendência [preocupante na evolução recente dos media em Portugal] é numa tendência de preguiça. Grande parte do jornalismo, designadamente do jornalismo político que se faz hoje em vários países da Europa, incluindo Portugal, é um jornalismo preguiçoso de um jornalista que está sentado à secretária à espera de um telefonema
Augusto Santos Silva in A Capital de 8/5/05