Textos do mês Agosto 2005 ↓
O Público até é dos jornais que apresenta melhores suplementos (os dos relógios, por exemplo), mas a revista que acompanha a edição de hoje precisa de ser denunciada: podia ser informação comercial mas não, é política autárquica pura. A pouco mais de um mês das eleições (”Poder local 2005″).
O que é que lá temos?
Textos assinados pelos presidentes de câmara (”muitos projectos transformaram e estão a transformar o rosto e o pulsar do Concelho [de Aveiro]”), press releases publicados acritica e laudatoriamente (Famalicão, “um concelho em desenvolvimento”, “tudo isto foi possível neste mandato”), fotografias dos presidentes e vereadores no poder.
Nada disto é inocente: a empresa (exterior ao Público) sabe que este é o momento certo para fazer a revista - os recandidatos querem promover-se.
Mas também é evidente que uma revista panfletária como esta desequilibra o jogo democrático, porque só tem acesso ao espaço quem está no poder.
Isto, no Público, não pode acontecer! O jornal precisa de receitas-extra, mas estas são de curto-prazo, o jornal - como património de credibilidade - só tem a perder!
(como se não bastasse, acho estrnho que em 120 páginas haja apenas sete de publicidade paga…)
PS - já que falo no Público de hoje, como é possível aceitar textos de opinião do actual portavoz do CDS a elogiar, de alto a baixo, Ribeiro e Castro (pág. 6, “Os desafios de Ribeiro e Castro”)? Está tudo louco? Ou são os disparates do Verão?
O que dizer da capa desta semana da revista Sábado?
A propósito de um trabalho desenvolvido sobre “os brinquedos dos adultos” e, em concreto, do lançamento da nova consola portátil da Sony, a PSP (Play Station Portátil), a revista contratou dois modelos (que aparecem também na foto de abertura do trabalho, no interior) e fotografou-os pretensamente a jogar a PSP. Nas duas fotos, de página inteira, é claramente visível o aparelho da Sony (no caso, dois).
Primeiro: acredito que tenha sido uma opção meramente editorial (caso contrário, seria muito grave), mas igualmente discutível. É certo que se o gancho de actualidade que suporta o trabalho é a nova PSP, esta justificaria o destaque.
Mas há várias questões a ter em conta:
- o trabalho não é sobre a “play station portátil” mas sobre “a febre dos brinquedos digitais” (os “gadgets”);
- há, no resultado final das fotos, uma colagem - na minha opinião excessiva - ao produto;
- haveria sempre outra forma de fazer, menos ostensiva, mais sugestiva (e, podendo parecer um pormenor, é aqui que a fronteira aparece);
- embora o trabalho me pareça muito equilibrado e com qualidade, as fotos dão claramente um sinal publicitário. Injusto?
PS - não sou leitor semanal da Sábado, mas penso que não é prática corrente esta colagem publicitária. Ou estou enganado?
Act a 1/9: que diferença na BBC
(No Diário de Notícias de ontem, 25/8, pág.
“soaristas
Outro nome à direita?
A possibilidade de surgir outra candidatura presidencial à direita foi esta semana referida ao DN por diversos colaboradores de Mário Soares, especulando sobre as intenções de Paulo Portas ou Bagão Félix. Essa é uma hipótese que entusiasma as tropas soaristas - pois poderia garantir uma segunda volta, roubando votos a Cavaco -, embora as mesmas fontes admitam que é um cenário remoto.”
(zero? um? dois? três? mais? Vamos tentar uma interactividade, justificando, obvimente, as respostas)
Não estava de férias na altura mas passou-me (até porque costumo ler pelo menos a primeira página). E só esta semana, via “Inimigo Público” de Verão (!), é que me apercebi: o 24 Horas fez mais uma das suas primeiras páginas históricas no dia 12 de Agosto.
Na véspera o jornal tinha noticiado que o advogado de Carlos Silvino, no processo Casa Pia, tinha sido apanhado com álcool a mais. Durante esse dia aperceberam-se no jornal que se tinham enganado (afinal era o próprio advogado das alegadas vítimas da Casa Pia e não José Maria Martins). No dia 12 de Agosto a manchete era: “O advogado da Casa Pia é que foi apanhado pela GNR”. E ante-título (mas com letras bem grandes): “O advogado de Bibi não ia com álcool a mais. O 24 Horas errou, pede desculpas a José Maria Martins e aos leitores”.
Não é a primeira vez que o 24 Horas faz uma manchete destas. Lembro-me quando escreveu que Jardel recebia da Segurança Social portuguesa. No dia seguinte corrigiu, com igual destaque, na primeira página, incluindo um pedido de desculpas. Há, penso, mais dois casos parecidos.
O que dizer desta contrição pública?
Primeiro que é muito saudável; segundo, que mais nenhum jornal a faz de uma forma tão exposta; terceiro, que é inteligente, evita processos em tribunal (ainda que neste caso se fale num pedido de 200 mil euros de indemnização), e que mostra que o marketing da sinceridade funciona; quarto, contraria a má imagem de jornal tabloide, com laivos sensacionalistas; quinto, que é mau jornalismo dar uma manchete daquelas, envolvendo directamente uma pessoa, sem a confirmar;
Nota final: eu gosto (simpatizo?) do 24 Horas. Acho que faz falta no nosso jornalismo um jornal que exercite o tabloidismo de uma forma ingénua (é um elogio…) ou inocente. Às vezes é divertido, outras nem tanto (e muitas irritante). Mas o facto de haver um jornal, que até é um sucesso de vendas, como o 24 Horas, é tmbém uma forma de evitar o aparecimento de jornais bem mais perigosos para a comunidade.
Hoje li, no Público, uma peça sobre as férias de Tony Blair em Barbados e a polémica que vai pelas ilhas britânicas (afinal, «silly season» é onde e quando um homem quiser…). A isso associei a história das fotografias de Cristiano Ronaldo que ficaram suspensas por uma providência cautelar.
Em que é que as coisas se relacionam?
Se calhar em nada, mas ligo-as à responsabilidade social que deve existir na comunicação social. Da mesma forma que o argumento da segurança de Blair durante as férias é válido para que o local não seja noticiado (e as férias se mantenham privadas e incógnitas), também as fotos dos saltos altos aos 16 anos é puro voyeurismo (e, portanto, matéria apetecível para o jornalismo tabloide). Como o local de férias de Blair*.
Sendo uma figura pública, Cristiano Ronaldo tem de saber que os seus comportamentos são relevantes para a opinião pública. Mas há comportamentos privados, que assim se devem manter - contra o «voyeurismo» e o jornalismo tabloide. Muito mais se aconteceram quando tinha 16 anos!
* Mas isso implica que Downing Street não venda o exclusivo das férias a uma qualquer revista…
Não foi há muito tempo que o presidente da Liga ameaçou os jornalistas (e os seus órgãos de comunicação social?) se estes não dissessem “Superliga Galp Energia”. O patrocínio foi-se (e a Galp só conseguiu que isso acontecesse com contratos paralelos de publicidade, nomeadamente nos jornais) e chegou a “betandwin.com”.
É certo que esta polémica sobre a legalidade do patrocínio é a melhor publicidade que a empresa (austríaca?) podia conseguir. Imaginando que o patrocínio é suspenso e que acabam por não pagar nada à Liga, já conseguiram um forte impacto publicitário na opinião pública portuguesa (televisões, rádios e jornais falar da “betandwin.com”. Vale bem o milhão de euros por um ano inteiro.
Mas, polémica à parte, conseguirá a empresa de apostas que os jornalistas digam/escrevam “Liga betandwin.com”? Acho duvidoso. E acho que eles também sabem disso.
Por um lado, há uma rejeição inata dos jornalistas a questões publicitárias, por outro - e é o meu ponto de vista - custa-me ser marioneta. Agora chama-se isto, amanhã aquilo? Tenho de chamar aquilo que alguém quer se chame?
Sei que as equipas de ciclismo mudam de nome todos os anos e as de basquetebol também. E que os nomes devem ser respeitados. Mas há aqui qualquer coisa que…
PS - como será com o novo nome do estádio do Benfica?
Rapidamente: Carlos Pinto Coelho escreveu ao Ciberdúvidas a perguntar sobre a correcção de algo que se ouve frequentemente (por exemplo) na rádio - “conferir a actualidade”, “conferir as notícias”.
A especialista do Ciberdúvidas, depois de consultar quatro dicionários, sentenciou: “(…)seria bom que os profissionais da rádio o substituíssem verbo“.
Eu, excepcionalmente (sou crente no Ciberdúvidas e tento seguir a sua cartilha, sem muitos pecados), não concordo*. Conferir - dito sobretudo pelos animadores - significa “ficar a saber quais são”. Não tanto no sentido de “saber se está tudo bem”, mas no de “passar em revista” a actualidade.
Como explica o Ciberdúvidas, um dos dicionários confere (!) sete sentidos diferentes ao verbo. E um deles até é “Consultar uma fonte, uma referência; confrontar, ver”.
A língua é dinâmica e a semântica está bem viva. O próximo dicionário poderá acrescentar mais um significado à palavra.
* Não gosto é da repetição da palavra, do seu uso mais ou menos sistemático, que se transforma em jornalês.
Ontem, o jornal das 9 da noite na Sic Notícias foi ocupado, durante a primeira meia hora, com incêndios. Só!
Não aguentei mais. São imagens de fogo em catadupa, imagens e mais imagens, depoimentos de pessoas desesperadas. Só emoção sem edição (não no sentido de montagem mas de intervenção editorial qualitativa).
Às nove e meia estava a ver um episódio (repetido) do CSI no AXN!
(A propósito: “O único resultado prático de interrupção das férias do primeiro-ministro teria sido a sua participação no circo mediático do “País em chamas”, a qual seria seguramente criticada pelas mesmas pessoas que agora censuram a sua ausência do País.”)
Pode um comentador de futebol ser um treinador?
A pergunta é clássica e suscita as mais diversas opiniões - o Correio da Manhã recupera hoje, novamente, a questão, neste artigo.
Na minha opinião, não.
É claramente um problema de incompatibilidade: um treinador, mesmo no desemprego, não tem a mesma capacidade para criticar o clube, o jogador ou o dirigente com os quais pode estar a trabalhar na semana seguinte. E há imensos exemplos, sobretudo na televisão.
Quanto mais polémico for (isto é, quanto mais feridas estiver disposto a abrir) menos hipótese tem o treinador de o voltar a ser. Por isso protegem-se, jogam à defesa - querem continuar a ser treinadores e o comentário é apenas uma experiência passageira.
Já não tenho as mesmas dúvidas se estivermos perante um ex-treinador.
Act a 17/8: Leio no suplemento Actual do Expresso de 13/8: “Uma recensão - por sinal demolidora - da escritora Marianne Wiggins ao mais recente livro de John Irving, «Until I Find You«, publicada no «Washington Post» há mais de um mês, foi «desautorizada» pelo jornal, após queixa do autor. É que aos críticos daquele diário estão vedadas recensões de obras escritas por amigos ou conhecidos. E Irving é amigo de Salman Rushdie, com quem Wiggings foi casada até 1993. Em consequência, Irving e Wiggins conheciam-se. Pelo facto, o periódico norte-americano pediu desculpas“.
… que aconselho.
Está na página do Clube de Jornalistas e é da autoria de João Alferes Gonçalves.
Subscrevo-o quase na íntegra (ideia essencial: reunidas determinadas condições, um blogue pode fazer jornalismo. Este, por exemplo, não faz).
O director da RTPN deu na quarta-feira uma entrevista ao Correio da Manhã em que fala de várias coisas, entre elas a ideia da TVI de lançar um canal de economia. Diz José Alberto Lemos: “Temo que não haja mercado para um terceiro canal de informação generalista. Depois, o perfil de informação da TVI deixa-me muito apreensivo, por ser tablóide/sensacionalista“.
Como sabem os leitores desta página, esta coisa das diferenças entre tabloidismo e o sensacionalismo é um dos temas recorrentes. Esforço-me por tentar demonstrar que são coisas diferentes e, muitas vezes, incompatíveis. Mas quando se juntam dão uma coisa terrível. Alguns pressupostos:
- tabloidismo tem a ver com os assuntos escolhidos (social, figuras públicas, televisão, sucesso, casos pessoais, desgraças, etc); sensacionalismo, com a forma como os assuntos são tratados (basicamente, quando há uma desadequação entre o enunciado - os títulos - e os factos/a realidade);
- o “24 Horas” é um jornal tabloidista, mas não sensacionalista; o “Crime” é um jornal sensacionalista (e por vezes tabloidista).
- vários tabloides britânicos (os mais populares) são também sensacionalistas (não é por acaso que se sucedem as condenações em tribunal);
A TVI tem um perfil “tablóide/sensacionalista”, como diz José Alberto Lemos?
Se ele acha que as duas palavras querem dizer a mesma coisa, sim; se são conceitos diferentes, não. A TVI é muitas vezes tablóide, mas considero que, globalmente, faz um jornalismo rigoroso e correcto (ou seja, as suas notícias são verdadeiras, sem especulação ou exageros).
Ainda quase ninguém tinha lido os jornais e já nas rádios, esta manhã, se fazia ouvir o comunicado de Manuel Maria Carrilho, desmentindo a manchete do DN*.
Estamos perante um caso clássico de um-contra-um - em quem acreditar?
Mas há algumas coisas que podem ser acrescentadas:
- as declarações de MMC ao DN aparecem entre aspas e, diz o artigo, foram ditas ontem;
- MMC diz no comunicado que, além de serem “falsas, infundadas e totalmente especulativas”, “não correspondem ao teor das declarações prestadas pelo candidato aos jornalistas”. Mas o jornalista do DN pode ter falado a sós com Carrilho (caso contrário, o assunto seria notícia noutros jornais);
- o jornalista do DN gravou as declarações de Carrilho? Se sim, e estas são rigorosas, Carrilho assinou a suas despedida da corrida eleitoral; se não, vamos ficar “cada um na sua”. Amanhã o DN trará o comunicado de MMC e noutro texto dirá que reafirma tudo quanto foi escrito.
- finalmente, nem no “site” de MMC nem na página do DN há qualquer referência ao caso ou aos seus desenvolvimentos. Não basta elogiar ou reconhecer as virtualidades da internet. É preciso integrá-la! (ver exemplo do Portugal Diário)
* Deve, neste caso, uma rádio, dar um desmentido de uma notícia que não é sua? Se a noticiou, citando a origem, também deve noticiar o desmentido.
Act a 12/8: Ontem o DN fez aquilo que era previsível (e normal) que fizesse - reafirmou a sua história e a confiança no jornalista. Mas de várias leituras ficam alguns dados mais:
- o jornalista do DN diz no seu texto “De Alegre a Soares, o «on» e o «off»” que MMC fez aquelas declarações na presença de mais uma testemunha, por sinal jornalista. Assim sendo, e caso esta confirme a versão do DN, cai por terra a teoria do candidato Carrilho (alguém sabe se essa jornalista escreveu alguma coisa?);
- o jornalista do DN, nesse mesmo texto, deixa entender que tudo não passou de mais um caso de equívoco entre «on» e «off»: Carrilho disse, mas pelos vistos pensaria que era uma conversa informal. “Nem eu o citaria em on, como fiz na edição de ontem, se tivesse pressuposto o contrário“, diz Francisco Almeida Leite. Portanto não é uma questão de Carrilho pensar aquilo ou o contrário, mas de não ser conveniente dizê-lo. Talvez por isso tenha telefonado a Alegre e a Soares…
- o Público de ontem diz que Carrilho desmentiu a notícia às três e meia da manhã, mal a edição do DN ficou na rede;
Com estes dados acho que já é possível emitir uma opinião sem estar baseada (apenas) na óbvia solidariedade jornalística: MMC mais uma vez mostrou o que é a gelatina política. E se alguém tem dúvidas pode ler este texto. Está lá tudo!
Luis Costa Ribas, ex-correspondente da SIC e da TSF nos EUA, diz hoje isto ao JN: “Hoje em dia é muito mais difícil ser correspondente. Antigamente tínhamos que fazer o noticiário do país. Mas agora há muitas outras cadeias de televisão a dar notícias do país onde estamos como correspondente. Sem contar com as agências. O noticiário chega pela CNN, SkyNews, Reuters ou pela CBS. Só a televisão da Reuters distribui para mais de 500 televisões em todo o mundo. Em qualquer lado há estas agências, todas com serviço de imagem, que produzem diariamente toneladas de vídeos e “directos”, muito mais barato do aquilo que nós podemos fazer. Não consigo fazer uma reportagem para a SIC nos Estados Unidos sem gastar pelo menos 200 contos. E estamos a falar de uma coisa de nada. Quando cheguei aos Estados Unidos a realidade era outra. Não havia nada e era preciso fazer a notícia de raíz, a não ser que se quisesse ficar pelo “telex” básico“.
A frase merece um comentário: LCR tem razão em dois pontos: 1) antes, para obter as imagens institucionais, tinha de ir aos locais (hoje as agências internacionais fazem-no); 2) fazem-no muito mais barato.
Mas - digo eu que nunca trabalhei como correspondente - nunca foi, ao mesmo tempo, tão estimulante ser correspondente. Sobretudo nos EUA. Os correspondentes do Público naquele país(só para manter o paralelismo) provam-no - longe da agenda institucional, ficam soltos para produzir outras peças, investigar outras matérias, criar outras estórias. “Hoje em dia é muito mais difícil ser correspondente”? Acho que nunca foi tão aliciante ser correspondente. Por exemplo nos EUA.
O Expresso de sábado noticiou que a “Sede de Isaltino [é] ilegal”. Hoje Isaltino Morais faz publicar, em diversos jornais, um comunicado em meia página de publicidade, com o título “Sede do Expresso ilegal”.
Além de negar a informação do jornal, o candidato à Câmara de Oeiras avança com informações que deixam o Expresso numa situação difícil.
Olha para o que eu digo, não olhes para…
O Público trouxe, na semana passada, um longo trabalho de investigação de Adelino Gomes, sobre a decisão, de 1974, de queimar livros conotados com o anterior regime.
Ontem, a família do falecido autor desse decreto publicou uma página de direito de resposta (por sinal, bem violenta, por quase se limitar a juizos de intenção). Hoje, Adelino Gomes responde.
Por que é que não respondeu ontem? Porque a lei não o permite.
Insisto numa ideia que já aqui defendi: esta é uma situação que não interessa aos visados (os jornalistas) nem aos leitores.
Quem leu o Público de ontem e não o fez hoje ficou só com uma versão (até porque, ontem, não se avisava do texto de hoje); quem leu hoje não percebeu nada (e o jornal de ontem já foi recolhido…).
Defendo a separação gráfica dos diferentes textos (direito de resposta e esclarecimento do jornalista), mas a publicação simultânea e de preferência na mesma página. De outra forma, com a publicação apenas possível no dia seguinte, prevalece a ideia do jornalista ter a última palavra. Sem necessidade.
Act a 8/8: A família de Rui Grácio voltou às páginas do Público ontem, domingo. E uma das coisas em que insiste é Adelino Gomes “não ter ouvido a principal parte interessada”. Adelino responde ao lado: “«a principal parte interessada» num episódio como este, de tomada de decisão político-administrativa, ocorrido no âmbito da acção governativa, é constituído pela equipa em que Rui Grácio se integrava (…). Ouvi os dois ministros, vários secretários de Estado e um dos dois directores-gerais”. Tudo dito (penso…).