Textos do mês Setembro 2005 ↓

publicado em
30 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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32 opiniões

Palmas para a RR

Já ando há algum tempo para escrever este texto, mas por uma ou por outra razão foi sendo adiado.
Hoje, com a sondagem, voltou o pretexto.

E quero destacar a primazia que a RR conseguiu na parceria com a SIC e o Expresso. A rádio não só não é menorizada como dá os resultados das sondagens no seu horário nobre (a manhã). Depois, a SIC recupera às 20 (também dá de manhã na SIC Notícias, mas não é a mesma coisa) e o Expresso desenvolve no dia seguinte (não sei se com algum ângulo mais fresco, mas no essencial é a mesma coisa).

(como há sempre um copo meio cheio e outro meio vazio, poderia ver este mesmo facto pelo lado do Expresso, que me parece sair a perder da parceria. Mas vale a pena elogiar a Renascença, independentemente de saber quem paga mais ou menos)

publicado em
28 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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64 opiniões

Os blogues e a ética

Uma notícia do Le Monde suscita mais uma vez uma discussão recorrente: “são os blogues uma ameaça para o jornalismo”?
O interesse desta notícia é que ela dá conta que a discussão decorreu no Parlamento Europeu, por iniciativa deste.
Eu continuo a achar que não, que o jornalismo até tem a ganhar com os blogues (sendo que a questão, assim posta, é um pouco estúpida; estamos a comparar conteúdos - o jornalismo - com um formato - os blogues).
Quais são os argumentos dos contestários dos blogues? Que misturam publicidade e informação, que não indicam a origem das suas fontes e, principalmente, que não têm um quadro ético, sobretudo quando comparados com as “rígidas regras deontológicas dos jornalistas”, cito do Le Monde.

Como sabem, este é um assunto que me é especialmente próximo. E acho que não tem sido devidamente trabalhado. Aqui por exemplo?

publicado em
27 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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64 opiniões

No tempo da rádio

Reencaminho os interessados para um belo texto sobre a rádio musical, quando ela não tinha playlists e apostava muito mais em programas de autor - que surpreendiam, que revelavam, que apaixonavam (há algum equivalente hoje às Noites longas do FM ou ao Último Metro, por exemplo? Se há digam-me, que estou esfomeado).

Para quem não quer ouvir mais nada

Duas notas finais:
- também tenho saudades do Luís Mateus. Era especial.
- sim, a Inês de que fala o JPF é minha irmã.

publicado em
25 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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32 opiniões

Eu e os debates

Três notas prévias.
- o debate, com mais de duas pessoas, na rádio é um formato pouco “amigável”. Pouco radiofónico, pelos perigos que encerra.
- por causa disso, tem sido um dos assuntos que mais me tem interessado ao longo dos 20 anos que levo a trabalhar na rádio;
- o texto que se segue pode ser interpretado como um exemplo de falta de modéstia. Não é esse o objectivo. Apenas partilhar com eventuais interessados ou suscitar alguma discussão, até porque a campanha começa agora:

Tenho estado a fazer, na TSF, vários debates autárquicos. Já fiz com dois, três, quatro e cinco candidatos - quantos mais, tendencialmente pior. Em directo ou gravado para transmissão na íntegra (é, basicamente, a mesma coisa).
Eis algumas regras de que não abdico:
- sensibilizo os candidatos para evitarem interrupções (embora possam fazer observações curtas) sobretudo quando se sobrepõem vozes - a lógica do debate resulta do confronto de opiniões/soluções, sobretudo se elas são diferentes ou alternativas, e não da “peixeirada”;
- depois de cada pergunta permito o direito a replicar (as tais interrupções são organizadas e entram por alguma ordem) numa proporção de tempo que me pareça justa (não podemos ficar o dia todo naquilo, mas se o tema for relevante também não faz sentido avançar sem o esclarecer);
- só faço perguntas que possam ser respondidas por todos (a mesma pergunta);
- faço um controlo remoto dos tempos, com ajuda externa, para auxílio próprio e para esclarecer algum candidato mais ansioso;
- faço uma gestão equilibrada dos tempos entre candidatos, excepto se algum deles se recandidatar e for o alvo das críticas dos outros (terá mais tempo, embora não proporcional, como é evidente);
- se as coisas aquecem de mais, aviso que cortarei o microfone. E se elas se descontrolarem (já não basta dois ou três candidatos a berrarem, ainda há o jornalista a tentar pôr ordem ou a implorar…), corto mesmo; sim, admito que isso é uma atitude radical e que pode ser áspera mas se os candidatos não respeitam os seus próprios eleitores, ao menos que se pense na generalidade dos ouvintes;
- tento identificar cada intervenção (ou mesmo interrupção, se for possível), para que os ouvintes saibam quem está a falar (da mesma forma que, se há uma polémica que não conheço ou uma rua que é trazida à discussão, peço para contextualizarem o caso);
- não deixo as intervenções prosseguirem se há uma repetição de argumentos, “ajustes de contas” antigos recuperados sem contexto, ou intervenções demasiado longas;
- não gosto de sorteios de perguntas nem muito menos aceito dar tempo de antena para dizerem o que quiserem (no princípio, meio ou fim) - tirando debates de grande dramatismo, sobretudo frente-a-frentes, ser o último ou o primeiro a falar é irrelevante, penso;

publicado em
23 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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O Expresso errou?

O Expresso de sábado (mais vale tarde…) noticiava que “A TAP foi a companhia eleita a nível mundial para testar a introdução de telemóveis a bordo dos aviões. A experiência vai decorrer no final de 2006, nos voos da TAP para a Europa que são operados pelos seus três aviões Airbus 321, e irá durar três meses. Os passageiros que na ocasião viajarem nestes voos da TAP poderão efectuar chamadas, enviar SMS ou e-mails a partir dos seus telefones portáteis. Se o teste for bem sucedido, o uso de telemóveis poderá vir a ser uma realidade na aviação internacional já em 2007“.

Na quarta-feira, PedroF no Contrafactos alertava queTwo European airlines to test in-flight cellphone service next year: TAP Air Portugal and British carrier bmi both have agreed to introduce OnAir’s voice and text service for cellphones in separate three-month trial runs, OnAir CEO George Cooper said“.

Como é isto possível?
O Expresso sabia que a TAP não era a única a nível mundial a testar e ignorou esse facto? (Não acredito)
O Expresso não sabia que afinal havia outra? (É possível)
O Expresso foi enganado pela fonte? (Quantas vezes já aconteceu) Ou a fonte não sabia? (Menos provável, mas possível)
Se não sabia e errou irá rectificar esta semana? (É desejável)

Duas notas finais:
- A notícia do Expresso não cita fontes. Mas remete para um anúncio a ser feito na terça-feira seguinte. A informação do Contrafactos é de quarta. Poderá ter havido evolução.
- Sózinha ou na companhia da BMI, a informação seria sempre notícia. Com o mesmo destaque.

publicado em
21 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Essas difíceis incompatibilidades

De acordo com vários relatos, Rui Rio contestou fortemente a escolha de um dos dois comentadores que a SIC Notícias convidou para comentar o debate de ontem à noite.
De acordo com o despacho da Lusa, “Rui Rio contestava nomeadamente o facto de um dos jornalistas [subdirector do Jornal de Notícias] ser marido de uma candidata que integra as listas de Francisco Assis (…).”

O assunto é polémico mas não evito pronunciar-me:
A questão das incompatibilidades é dos mais difíceis de sistematizar no universo jornalístico. Porque remete, em primeiro lugar, para o domínio das opções pessoais, como tento demonstrar no texto do livro.
Objectivamente: porque alguém é casado com um candidato numa lista, não pode comentar um debate com imparcialidade? Claro que pode. O próprio é que deve avaliar se se sente em condições para o fazer.
Uma ligação conjugal não tolhe, entre pessoas suficientemente maduras, a capacidade de cada um julgar por si (no sítio onde vivo, o maior crítico público do actual presidente da Câmara é casado com a nº três da lista desse candidato; nem ele deixou de criticar nem ela deixou de integrar a lista).

PS - é quase impossível resumir uma questão tão complexa a 10 linhas. O lugar que a mulher do jornalista tem na lista é relevante? Ser elegível ou ser suplente importa? E até que ponto é importante a questão, já não do ser, do parecer?

publicado em
19 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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(Act) Privacidade

A fotografia de Bush a perguntar a Condoleeza Rice se pode ir à casa de banho, durante a cimeira dos EUA (obrigado Luís) permite várias leituras.
Aqui preocupa-me a questão da (eventual) violação da privacidade.

Tenho vindo a defender que não são legítimas - a não ser em razões de manifesto interesse público - as informações obtidas de uma forma dissimulada. Claro que a foto em causa é neutra (ou até humanizadora da imagem de Bush), mas importa-me mais se este jornalismo não é uma forma de voyeurismo. Eu acho que é.

O repórter fotográfico da Reuters, citado no Público, diz que recolheu mais de 200 imagens da Cimeira e que esta foi obtida “de forma puramente acidental“. Mas será legítimo que operadores de imagem, repórteres fotográficos ou mesmo repórteres de rádio ponham as suas câmaras (com grandes angulares) e os seus microfones em locais mais ou menos dissimulados, para caçar as imagens ou sons (lembram-se de um caso, ocorrido em 93, com dois jogadores do Benfica, 9/7/03)? Eu acho que não.

Act a 21/9: via Pontomedia, cheguei a este texto da Reuters. Brincadeira?

publicado em
16 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Cavaco, o (director do) Público e uma certa notícia…

Faz hoje oito dias, o director do Público assinou uma notícia no seu jornal (”Prestações de reforma e subvenções de Cavaco Silva somam 9356 euros“), o que é sempre insólito.
A notícia - com chamada à primeira página - tinha outra particularidade: insistia em expressões como “como o próprio afirmou ao Público“, “esclareceu Cavaco Silva ao Público” ou “Cavaco Silva esclareceu ainda ao Público que“.

Hoje, no seu veredicto na Antena 1 (por volta das 8.25), José Manuel Fernandes acrescentou um dado relevante: foi Cavaco quem tomou a iniciativa de tornar públicas as duas pensões e a subvenção vitalícia, contactando o jornal (deduz-se). Porquê? Como explicou também JMF, foi uma forma de “esvaziar” um assunto que poderia (vir a) ser polémico.

Algumas notas:
- raras são as notícias que não interessam às duas partes; Cavaco - que mostrou com isto ser candidato à Presidência da República - tem a sua estratégia e a divulgação destes pormenores insere-se nessa estratégia;
- Cavaco contactou directamente o director do jornal e este assimiu a responsabilidade (ainda por conta daquele caso com Manuela Ferreira Leite, em Junho do ano passado, que levou à demissão de Ana Sá Lopes?);
- deveria a notícia do Público dizer que foi o protagonista que contactou o jornal para publicação? Sim. Mas isso levaria a que os jornalistas fossem mais transparentes em muitos outros casos;
- visto, a esta distância, JMF tentou dizer isso mesmo (”como o próprio afirmou ao Público”). Mas na altura não cheguei lá…

publicado em
15 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Mais de Pacheco Pereira

Pacheco Pereira acha que não é correcto, nas notícias sobre o Katrina, referir a condição de superpotência dos EUA. PP acha que isso é um sinal de falta de imparcialidade por parte dos jornalistas (neste caso) portugueses. Uma questão de enviezamento. Disse-o e escreveu-o diversas vezes, nomeadamente na última Sábado.

Eu, que não tive oportunidade de fazer nenhuma notícia sobre o Katrina, acho que faz todo sentido, directa ou indirectamente, invocar essa condição. Não é a mesma coisa aquilo acontecer no Bangladesh, na Nigéria ou na China.
Acontecer nos Estados Unidos, com aquelas consequências, dramatiza o impacto mediático - se os danos não são controláveis, ali ou em Timor, já a protecção e o auxílio às vítimas teriam de ser proporcionais às condições que o país oferece (afinal é padrão de qualidade de vida a nível mundial).

Ou seja, aquilo que se viu seria compreensível (proporcional) no México. Nos Estados Unidos não. Esquerdismo ou anti-americanismo? Não. Jornalismo.

publicado em
14 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Telecerimónias

Um leitor questionou-me, a propósito deste texto, sobre uma questão que para ele era fundamental: mais importante do que saber se Sócrates foi ou não o verdadeiro demolidor, seria abordar aquilo que ele considerava um exagero: 20 minutos sobre as demolições nas televisões.
A minha resposta a esse leitor foi a seguinte: obviamente não discuto a duração em concreto, mas a (tele)cerimónia tinha todos os ingredientes para se poder transformar em grande notícia: a novidade da implosão, a dimensão (qualidade?) do projecto e, principalmente, a multiplicidade de imagens.

Por que é que recuperei este assunto velho? Porque este domingo sucedeu o inverso: Tiago Monteiro conseguiu uma proeza, no GP da Bélgica, muito mais relevante do que aquela ida ao pódio, por desistência colectiva, em Junho (GP dos EUA). Na altura não houve média que não levasse aos píncaros um feito quase nulo (eram só seis pilotos, dois dos quais da Minardi…). Até o nosso Presidente se congratulou! Mas a proeza desta semana (8º lugar numa prova normal, entre mais de 20 pilotos, 13 dos quais cortaram a meta) não tinha a imagem do pódio. Não havia a telecerimónia. E a coisa passou ao lado.

Há valores noticiosos com mais valor do que outros…

publicado em
12 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Debater o debate…

Acabo de moderar um debate, em directo na TSF, com os principais candidatos à Câmara Municipal do Porto. Não é o primeiro nem o último, mas a angústia é sempre a mesma: um debate muito animado significa que os intervenientes se pegaram, falaram uns por cima dos outros. Terá sido divertido, mas perdeu-se uma parte significativa do que disseram, sendo que os ouvintes foram penalizados.
A outra opção - que nem depende tanto do moderador, mas sim dos próprios intervenientes - é cada um falar no seu tempo, (quase) sem interrupções. Um debate bem comportado, portanto, em que se percebe tudo e sem agressões aos ouvintes. Mas facilmente descrito como “uma seca”.
Eu prefiro a segunda versão, contrariando o paradigma em vigor que privilegia a frase-choque, o espectáculo, a animação. Mas reconheço que a fronteira não é estável: quanto tempo deve um interveniente poder falar sem que se torne maçador? Mas as sucessivas interrupções do moderador, tipo sinaleiro, não são perniciosas?
A instável arte do jornalismo…

publicado em
11 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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64 opiniões

A importância do *

Aqui vai, com os pormenores:
Ontem li no suplemento literário do Público (”Mil Folhas”) um texto sobre um livro que se chama “Bom dia ao Fórum”.
Por várias razões interessou-me: o livro, segundo o crítico literário Mário Santos, «é a transcrição abreviada (”editada”, pois) de algumas emissões de um “fórum de debate aberto” da rádio Cadena Sur, na Argentina. Devidamente “contextualizada” por dois especialistas universitários em Ciências da Comunicação (como não podia deixar de ser)».
Recortei a página e guardei para hoje, via google, saber mais.
Tratando-se de um livro de autoria colectiva (”vários”), e como o nome original não era referido, fui pela editora. Mas nada apareceu. Depois escrevi “Cadena Sur”+argentina+libro, mas o resultado foi o mesmo.
E agora?
Já me preparava para fazer uma desesperada busca nas páginas da FNAC ou da Leitura, quando encontrei esta referência mesmo no fim da página: «* “Biblioteca de Papel” é uma colecção de livros imaginários, uma biblioteca fictícia» (para atenuar a minha limitação, apenas posso dizer que o asterisco não existe no cabeçalho da rubrica, daí não o ter procurado).

publicado em
9 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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96 opiniões

(jc) O verdadeiro demolidor?

João Miranda, do Blasfémias, fez um exercício de jornalismo comparativo, para concluir que vários jornais ignoraram o facto de Sócrates não ter sido o verdadeiro demolidor.
Em concreto, João Miranda afirma que “Os jornalistas politicamente empenhados que não querem comprometer as suas fontes governamentais estão todos nos chamados jornais de referência“. No fundo, tratar-se-á de algum tipo de branqueamento e de, portanto, parcialidade.

Eu gostaria de acrescentar duas notas:
- o facto do primeiro-ministro ter sido (apenas) o demolidor simbólico deveria ter sido referido (é um “fait divers”, sem substância, mas que eu incluiria). É um pormenor que o DN ignora (às 8 da noite a SIC explorou a questão, não era portanto novidade para os jornais), mas que o Público refere na edição impressa. JN e Publico usam a palavra “simbolicamente”. Correio da Manhã e 24 Horas desenvolvem o assunto. Opções.

Para mim seria fundamental referir que o gesto do primeiro-ministro foi simbólico.

- O blasfemo também diz que “Ai se fosse com o Santana…“. É verdade. Santana vivia numa espiral de disparates que a comunicação social ajudou a amplificar.

publicado em
8 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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32 opiniões

Fica triste, a rádio

Não o ouvia todos os dias, mas ouvi-o muitas vezes ao longo dos anos.
Não o considerava o melhor, mas entusiasmava-me o facto de ser um jornalista de rádio a figura mais importante do arco mediático espanhol - em que país da Europa é que um jornalista de rádio é o mais ouvido/respeitado?

Por estas razões, fiquei triste quando li que Iñaki Gabilondo vai deixar as manhãs da Cadena Ser. Foram quase duas décadas a acordar a Espanha, a partir das seis da manhã, com aquela voz sóbria e tranquila que não vou esquecer tão cedo.
Agora (a partir de Novembro), Gabilondo vai aparecer na televisão, para dar a cara pelos principais noticiários do novo canal, Cuatro.

A rádio fica mais pobre, genericamente (a concorrência da SER exulta…); a televisão sorri…

publicado em
6 de Setembro de 2005

por João Paulo Meneses


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Ainda o racismo…

Lembram-se da história das duas fotos quase iguais, com abordadens muito diferentes?
Pois a coisa evoluiu.
De tal maneira, que a France Press pediu à Yahoo para retirar a foto da sua página.
E neste encontra-se a seguinte explicação abro uma excepção e transcrevo em inglês, porque é o que faz mais sentido, neste contexto):
In recent days, a number of readers of Yahoo! News have commented on differences in the language in two Hurricane Katrina-related photo captions (from two news services). Since the controversy began, the supplier of one of the photos – AFP – has asked all its clients to remove the photo from their databases. Yahoo! News has complied with the AFP request.”