Textos do mês Fevereiro 2006 ↓

publicado em
27 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Quando as siglas não são o que parecem

Lê-se (no Público de hoje):

Título: “CNE recomenda ao Governo que altere proposta sobre manuais escolares

… E lá fui eu ler para perceber até que ponto a Comissão Nacional de Eleições tinha alguma coisa a ver com manuais escolares. Pensei que haveria algum livro com informações erradas sobre eleições, mas no lead lá está: “O Conselho Nacional de Educação (CNE) está contra a…”.

publicado em
25 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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64 opiniões

… sem pôr as coisas em causa?

No Diário Económico de ontem podia ler-se uma notícia com este título:
«A rádio por assinatura é uma das principais tendências para 2006»

Até para mim, esta notícia causou alguma perplexidade: é que das duas formas que existem de pagar para ouvir a rádio apenas uma é um negócio sério (ainda que deficitário), mas limitado aos EStados Unidos (e Canadá) - a rádio por subscrição via satélite. A outra forma, com conteúdos fechados na Internet, é ainda menos do que uma experiência.

Então como se explica uma notícia destas, se ela não tem qualquer adesão à realidade portuguesa ou mesmo europeia? O Diário Económico defende-se, dizendo que são as previsões mundiais da Deloitte, mas eu acho que é um daqueles casos em que a pressa (de publicar) é inimiga dos leitores - mais valia esperar um dia ou dois e perceber - contextualizar, interpretar - o que lá é dito. Caso contrário, a notícia estará sempre incompleta - em Portugal (e na Europa) não vai acontecer, em 2006, nada do que ali é dito, garante o deloitte meneses.

publicado em
22 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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64 opiniões

Desinvestir aos fins de semana na rádio?

O domingo é o dia de maior consumo de televisão entre nós, Segundo os dados da Marktest Audimetria e da MediaMonitor, disponíveis no Anuário de Media e Publicidade 2005“.

Fará mais sentido concentrar a oferta qualitativa da rádio no seu prime-time (7-20, de segunda a sexta), desconsiderando o fim de semana, ou continuar a oferecer programas ao fim de semana, para audiências residuais? A pergunta faz sentido, sobretudo, para a TSF, A1 e RR.

publicado em
21 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Uma boa notícia!

Já é possível ouvir a Radar FM fora de Lisboa!

(sim, é verdade, tenho interesses familiares na Radar…)

publicado em
20 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Uma perplexidade (ou duas)

A banda é (é?) larga, os telemóveis já vão receber televisão, a rede é de terceira geração e, contudo, a qualidade das ligações GSM é, hoje, igual à que era há cinco ou mais anos (caem menos vezes, quando muito).

(Só) Esta manhã, num noticiário da TSF, no arranque da Antena (Um) Aberta e no trânsito do RCP às dez foi possível perceber como os telemóveis chegam a todo o lado, têm inúmeros serviços, mas telefonar é que é problemático… “A qualidade da ligação não é a melhor, vamos tentar um contacto mais tarde…

Esta perplexidade remete para uma outra realidade: a rede fixa está em perda, mas não ao ponto de todos ou quase todos na rádio esquecerem que há telefones cuja qualidade de ligação não depende dos humores da rede… (conheci em tempos uma jornalista que me disse que se lhe tiressem o telemóvel deixava de ser jornalista)…

publicado em
16 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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(ACT) CD do Sindicato censura jornalistas da Lusa

Sobre este caso em concreto, estou em desacordo com o que diz o meu camarada Manuel Vilas Boas: “Não há nenhuma razão para se sonegar, a quem quer que seja, o direito a pronunciar-se sobre uma acusação que lhe é feita (no caso vertente, a de estar a enganar os portugueses). Independentemente da veracidade da acusação ou dos factos que a suportam, o visado tem sempre o direito de se pronunciar acerca do que sobre si é dito ou escrito. Sem o tentar ouvir – e sem lhe dar um tempo mínimo para que possa pronunciar-se – nenhuma notícia deve ser publicada” (e não concordo porque entendo que não havia nenhuma acusação directa).

ACT a 17/2:
- recomendo este texto de Manuel Pinto “Acho é que a assertividade do parecer do CD, neste ponto e na circunstância específica, pode comportar alguma debilidade.”.
- sobre outra questão, também relevante, António Granado: «Fiquei agora a saber, pelo parecer do Conselho Deontológico do Sindicato a propósito do caso da banda larga nas escolas, que “escrever ‘fonte do Ministério da Ciência’ não é citar uma fonte não identificada”.»

publicado em
15 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Ainda da Lusa: PS não quer CR na AR

Mantenho esta ideia: a audição, depois de amanhã, apenas da directora de informação da Lusa na Assembleia da República é uma maneira de não esclarecer completamente o que se passou. Não admira que o PS tenha recusado a audição do Conselho de Redacção, proposta pelo PSD e aprovada por toda a restante oposição.
Não seria possível encontrar uma alternativa, mesmo à margem do PS?…

publicado em
14 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Erros imperdoáveis

Há erros do jornalismo com os quais sou tolerante, até por saber que continuarei a cometê-los (!), mas há outros que são imperdoáveis!

Como é que um jornal, que quer ter qualidade, faz um título como este “Juiz ouve homicida” (JN, 11/2/06, última página)?

Se já é homicida, para quê julgar? Só para definir a pena?!

O que é mais curioso é que o texto começa assim: “O principal suspeito do homicídio do chefe Sérgio Martins da PSP de Lagos começou ontem a ser ouvido…”.

Não terá o título sido feito pela jornalista que esteve em Lagos? Como se explica um título destes?!

PS - Já agora: que péssimo hábito, este, dos jornais com provedor dos leitores não os substituírem quando estes acabam os mandatos. Os leitores do JN esperam…

publicado em
13 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Pudor?

Um insulto, por si só e sem contexto, não merece ser valorizado. Mas quando a notícia é o protesto de uma população contra determinado governante (mesmo Presidente da República), mandar retirar os insultos de uma reportagem é uma forma - do meu ponto de vista - de reescrever a história. Os jornalistas não podem fazer isso e, sobretudo, não têm esse direito!

publicado em
11 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Quando quatro jornalistas se juntam a escrever

… isso é “corta-fitas“, um novo blogue que junta Albano Matos, Duarte Calvão, Luis Naves e Pedro Correia (todos do DN).

Duas ilações:
- a blogosfera confirma-se como espaço privilegiado para as opiniões de quem - como jornalista - não pode ou deve emitir opiniões (excepto, neste caso Duarte Calvão).
- a emissão sistemática de opiniões na blogosfera por parte de jornalistas muda o paradigma de relacionamento face às fontes? Até agora, um político convivia com um jornalista suspeitando, no limite, que poderia não haver grande simpatia. Agora (este exercício é uma especulação) tem a certeza - sabe que aquele que lhe liga, que lhe pergunta, que escreve sobre ele, não gosta de si.

PS - por falar em blogues: Francisco Rui Cádima abriu o seu Irreal Tv aos comentários. Sem moderação prévia.

publicado em
10 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Publicidade na Antena 1 e na Antena 3

A Antena 1 e a Antena 3 (pelo menos) estão a passar diariamente spots com publicidade a programas da RTP e RTPN.
Se fossem relativos a programas da TVI ou da SIC era publicidade comercial. Assim não? São considerados auto-promoções?

Há ou não uma violação do contrato de serviço público?

publicado em
9 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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Especial "Apito Dourado"

O Diário de Notícias transformou as páginas 22 a 28 da sua edição de hoje numa espécie de suplemento sobre o caso “Apito Dourado”. Oito páginas de um trabalho muito completo (Carlos Rodrigues Lima é uma mais-valia no jornal) com a acusação do Ministério Público (a tal que alguns acusados ainda não receberam…).
Além de uma solução muito expedita (não é verdadeiro suplemento, até pela seriedade do tema), é sinal de que se planeia com inteligência no DN, que há capacidade de resposta em pouco tempo e que o jornal está na luta para recuperar o lugar que é actualmente do Público.
Ganham todos, a começar e a acabar nos leitores!

publicado em
8 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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OPA: Jornal de Negócios upa!

Parece-me claro que o Jornal de Negócios está a ganhar ao Diário Económico na cobertura da OPA - mas também é evidente que, pelo menos até agora, Belmiro de Azevedo escolheu o Jornal de Negócios para o exclusivo. Contudo, o jornal de Sérgio Figueiredo não se limitou à Sonae. A informação da contra-opa é sua.
E no online também parece destacar-se.
Será interessante observar a resposta do outro Figueiredo.

publicado em
6 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT O que se passou na Lusa no final da semana passada?

Leio no Público de sábado:
Jornalistas que investigaram as declarações de Sócrates sobre a instalação de banda larga em milhares de escolas terão sido acusadas de excesso de voluntarismo

(pelos vistos houve seis notícias da Lusa em 48 horas. Encontrei , , a , a e a ; a 3ª desapareceu?)

O que é preocupante (muito, mesmo) é isto:
- “A iniciativa de verificar se as escolas estavam de facto equipadas com banda larga foi, ao que o PÚBLICO apurou, severamente criticada pela directora de informação da Lusa. Nesse mesmo dia, Deolinda Almeida terá acusado as três jornalistas que investigaram as declarações de Sócrates de excesso de voluntarismo e terá expulsado as profissionais da redacção

Apenas o Público desenvolveu, no sábado, o assunto. E estão muitas perguntas no ar. Mas um jornalista que escrutina o poder nunca pode ser considerado voluntarista. Mas expulsar da redacção? Na Lusa? Alguém pode explicar?

ACT a 8/2: “Conselho de Redacção da Lusa denuncia “cedência” a pressões do Governo” («o CR da Lusa classifica o trabalho levado a cabo pelas três jornalistas como “um bom exercício de jornalismo e um exemplo de investigação jornalística“«)
Da própria LUSA: “A direcção de Informação da AGência Lusa vai pedir pareceres aos Conselho Deontológico e à Alta Autoridade sobre o tratamento noticioso da Agência (…)

publicado em
3 de Fevereiro de 2006

por João Paulo Meneses


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(actx2) Sobre o blogue do provedor do Público

Com os conteúdos do jornal Público fechados aos não assinantes, o novo provedor do jornal confrontou-se com um problema: se os seus escritos não pudessem ser lidos por todos… os leitores, qual o sentido da sua função?
O jornal poderia, eventualmente, ter criado uma excepção para os textos do provedor, mantendo-os abertos, mas Rui Araújo percebeu que um blogue resolveria o problema, com a vantagem dos comentários, neste caso moderados (com uma desvantagem: os textos muito longos têm uma visualização bastante mais díficil, mesmo penosa).
Mas, por aquilo que se percebeu, o blogue é apenas o depósito dos textos publicados no Público. É pena. Com esta medida, Rui Araújo poderia ter imposto um novo paradigma na interactividade entre provedor e leitores - mais dinâmica, mais ágil, mais interveniente.

PS - o blogue do provedor está alojado num sistema chamado http://blogs.publico.pt/. Quer dizer que vamos ter novidades em breve, com outros blogues? ACT a 6/2: não tinha reparado, e nos comentários está essa indicação, mas na página do Público aparece uma entrada para blogues e ligações, além do Provedor, para Faits-divers (este, pelo menos, parece-me uma coisa amadora), Gadgeto Dilo, Plano Tecnológico, Moblog e Kulto.

ACT a 6/2: Na crónica desta semana, Rui Araújo aborda cinco questões diferentes, da forma mais concisa possível. Num caso, pelo menos (”Deturpação“) justificava-se ouvir os argumentos do editor que alterou o título. Terá tido, provavelmente, uma boa razão…