Textos do mês Agosto 2006 ↓

publicado em
22 de Agosto de 2006

por admin


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Protesto

Junto a minha voz aos que protestam contra o estado de abandono da página na internet.

O plantel ainda é o da época passada?
Recordo-me de ter escrito mais do que uma vez que para figuras tristes mais valia não ter página on line - sendo eu um defensor dessa iniciativa, como é óbvio.

publicado em
22 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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30 minutos do melhor

jornalismo televisivo.

(se alguém se interessar pelo tema, atrevo-me a sugerir este texto)

publicado em
21 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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30 opiniões

ACTx2 Perplexo e triste

Eduardo Cintra Torres (ECT) faz, no Público de ontem, uma grave acusação sobre o jornalismo na RTP e o governo de Sócrates: a propósito da cobertura dos incêndios pela RTP, escreve «(…) as informações de que disponho indicam que o gabinete do primeiro-ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates».

Li ontem e esperei hoje para ver no que dava: repito, é uma acusação muito grave. Mas, hoje, só o 24 Horas pega no assunto, anunciando a vontade de Luís Marinho em processar ECT.

Das duas, uma: ou ninguém leva a sério o que diz ECT (e isso é grave para a credibilidade do próprio e para o Público, jornal onde escreve e que, assim, é o primeiro a ignorar o potencial noticioso de uma acusação como esta) ou o jornalismo português está pior do que eu imaginava. Lamento, em qualquer dos casos.

PS - Espero que ECT dê mais informações sobre este caso.

ACT a 22/8/06: Ainda bem que o assunto faz o pleno nos jornais de hoje, ainda que em vários (JN, DE ou JdN) a notícia se limite a repetir o que disse ontem o 24 Horas (claramente o mais dinâmico no tratamento deste caso): a intenção da direcção de informação da RTP de processar ECT. Ao DN (o mais completo), CM e ao Público, o crítico diz que as informações lhe foram dadas por fontes que lhe merecem «o máximo crédito» e de que não revela a identidade. Nada mais, portanto (David Damião, do gabinete do primeiro-ministro, nega, como é óbvio). Mas concordo com o que se pode ler no Público: o tribunal poderá ser um bom local para apurar a verdade. Uma nota final: ECT argumenta que como jornalista não revela a identidade das suas fontes, mas parece-me que ECT não poderá invocar esse direito…

ACT a 23/8/06: Ontem, na Sic-Notícias, ECT terá confirmado que tem carteira profissional de jornalista, quando interpelado directamente por Luís Marinho. A questão, do meu ponto de vista, não tem nada de corporativo: é que o problema essencial nesta polémica não é o do tratamento dos incêndios por parte da RTP e daquele noticiário em concreto (em que me parece que ECT tem alguma razão), mas a grave acusação que ele fez. E que ECT diz ser baseada em fontes confidenciais. E essa, promete a RTP, será derimida em tribunal.

publicado em
20 de Agosto de 2006

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De ontem

não gostei do jogo pelas razões que todos os que estiveram presentes viram: pouco futebol, muita quezília.
Sobre os jogadores escolhidos por Eusébio para começar a partida, não sei quais as suas intenções. Seria um ensaio do onze para o Varzim? Apenas mais uma experiência? Acredito que os cinco da defesa sejam já aqueles, daí para a frente, discordo das opções do treinador, se for o onze inicial a equipa escolhida. Evandro vai jogar nas alas? Fábio Coentrão não cabe no onze? Três médios defensivos? Mas pode ter só mesmo sido uma experiência.

Quanto às circunstâncias escolhidas para a apresentação da equipa, pareceram-me de todo infelizes. Há que repensar esta coisa da apresentação. Não teve brilho, não teve público, apenas um jogo desinteressante de futebol. Na época passada, escolheu-se um espaço externo ao clube em si para a apresentação. Grande pompa digna de um clube de Primeira Liga. Com a descida perdeu-se tudo. Nem uma apresentação condigna se conseguiu. Quando cheguei (atrasado, em cima da hora) ao estádio nem queria acreditar, imensos lugares para estacionar, bancadas desertas, entusiasmo nulo. Até alguns dos que nunca falham uma estavam ausentes.

Uma pobreza franciscana…

Não seria boa ideia organizar um torneio de Verão, convidar Varzim, Guimarães e uma outra equipa de maior nomeada e fazer uma apresentação condigna? Ganhar até algum dinheiro com isso? E ter a oportunidade de, em dois jogos e em dias consecutivos, se ter uma melhor ideia do que poderá vir a valer a equipa?

É só uma opinião. Irrelevante…

publicado em
20 de Agosto de 2006

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… e Fábio Coentrão!

Não foi titular - o que, só por si, não abona em favor de J Eusébio - mas quando entrou mostrou que pode vir a ser o melhor jogador da equipa e, quem sabe, da segunda divisão.

Técnica muito acima da média, velocidade q.b., muita garra. Tem futebol para a Superliga, é jogador para um dos grandes do nosso futebol.

Só me intriga uma coisa: como é que António Sousa e depois João Eusébio (sim, porque mesmo com Eusébio não foi um titular indiscutível) não souberam aproveitar o enorme potencial de Fábio Coentrão?

Comigo a treinador, era certinho!

publicado em
20 de Agosto de 2006

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Do jogo de ontem

Algumas notas:
- faz sentido o jogo de apresentação acontecer a uma semana do início do campeonato? Em vez de ter de meter 30 jogadores, não faria mais sentido apostar na equipa que vai derrotar o Varzim?
- o Rio Ave começou com dez jogadores da época passada, mais o extremo Pires. Sintomático de alguma coisa. Mas se na defesa não há muito a dizer, parece-me que há ali alguns erros: três médios (Delson, Vilas Boas e Niquinha) muito iguais, sendo que Niquinha parece arrancar para uma grande época (mas não a defesa direito); continua a faltar quem leve a bola da defesa para o ataque (não há ninguem nos reforços que faça isso? Evandro não pode ser o homem?); Keita a ponta de lança? E Chidi a médio…
- parece confirmar-se a ideia de excesso de avançados - Sansom a lateral-esquerdo?
- Gama, Agostinho, Ricardo Jorge ou Marquinhos foram as últimas opções de Eusébio. Isso quer dizer alguma coisa?
- Dos reforços: Pires esforçado, Ronaldo rápido, Costé determinado.

Mas, globalmente, viu-se pouco, ontem. Seja porque todos sabiam que iam entrar em jogo, seja porque o Gil Vicente veio quezilento, seja porque a equipa ainda não dá mais, a verdade é que não se viu grande coisa. Niquinha, claro, Danielson e…

publicado em
19 de Agosto de 2006

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E por falar em apresentação e mudanças…

… é lamentável o estado do site oficial do Rio Ave. Introduziram algumas melhorias recentemente (publicação de um boletim clínico), mas o espaço em si, como rosto do clube na internet, é muito mau.

É pouco atraente, não promove o clube, falta-lhe dinâmica e está desactualizado (será que amanhã vai ter cara nova? Já era altura de mudar a equipa de futebol profissional que lá consta, por exemplo…).

Para ter um site assim, mais vale a pena não ter!

publicado em
19 de Agosto de 2006

por admin


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Olá!

A nossa (re)apresentação está feita.

Falta a da equipa profissional de futebol, hoje pelas 19 horas…

publicado em
18 de Agosto de 2006

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apresentação

reis do ave é o herdeiro do blogue Rei ao Ave, criado originalmente pelo Gil Ribeiro Silva e que passou a ser escrito a dois (a quatro mãos) desde a época passada.

Por motivos técnicos, a empresa onde estava alojado (o Sapo) «inviabilizou» a sua continuidade, pelo que decidimos migrar para o blogger e, aqui, dar continuidade a um projecto já com anos: ele com o seu Rei ao Ave, eu com sócio2259.

Ou seja, estamos de volta, para uma época que promete ser díficil. Também por isso cá estamos.

publicado em
17 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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60 opiniões

Essa coisa da ética…

Se é verdade, como dizia um dos últimos Expressos, que MIguel Sousa Tavares recusou ser o substituto de José Mourinho como cara do American Express/Millennium, mesmo com uma oferta de 250 mil euros, então ainda há quem leve a sério a questão do jornalismo e da publicidade.

PS - Maria João Avillez já é outra vez jornalista?

publicado em
16 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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Dos critérios (mais?) subjectivos de notícia…

«A quase uma semana da estreia oficial do Benfica (…) Luís Filipe Vieira já tinha de garantir a continuidade do treinador no cargo. Aos jornalistas? Não, aos adeptos. Os jornalistas, esses, não chegaram a fazer a pergunta. Não tivesse o próprio Fernando Santos levantado a questão do 4-4-2 vs 4-3-3, nem isso lhe teriam perguntado. Porque é um extraordinário treinador? Não. Porque é português? Não. Porque é um homem do sistema? Não. Porque é bom homem, apenas. E, enquanto o for, há-de continuar a ter a mais desproporcionalmente boa imprensa da história recente do futebol português (…)» (Joel Neto, NS de 12/8/06)

publicado em
14 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT A diferença entre ter (e cumprir!)

um código deontológico.
Um jornalista não faria uma coisa destas…

(obrigado Nuno)

ACT a 15/8/06: João Alferes Gonçalves no Clube de Jornalistas on line: «Um jornalista não o faria, mas existe uma carteira profissional atribuída a alguém com o mesmo nome, o que permite concluir que há por aí mais um encartado injustamente acusado de ser jornalista, como costuma dizer o Baptista-Bastos. Depois das declarações reproduzidas em “O Jogo”, quem é que faz o primeiro movimento – o Conselho Deontológico ou a Comissão da Carteira?»

publicado em
11 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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60 opiniões

Pode estar correcto, mas causa perplexidade

O Correio da Manhã usa estado-unidense em vez de norte-americano sempre que se refere aos naturais dos EUA.

Pode estar correcto, mas causa-me perplexidade - e isso é “ruído”.

publicado em
8 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT Como que um pedido (colectivo e imaterial) de desculpas!

Tinha prometido que não escrevia mais postais sobre o caso da bebé de Viseu - e apesar disso actualizei o último texto duas vezes.

Mas não vou cumprir a promessa - e há boas razões para o fazer: a Notícias Magazine, na última edição, deixa de identificar a bebé e passa a chamar-lhe «bebé de Viseu» (ou só bebé).

O mal já está feito, mas mais vale tarde do que nunca - toda a gente concordava que estávamos perante um erro. Mas continuar a insistir?

A reviravolta da Notícias Magazine é ainda mais surpreendente porque a sua directora tinha anunciado que não o faria. Fez bem em mudar de opinião.

No fundo é como se fosse um pedido colectivo - e incorpóreo - de desculpas do jornalismo português. Ela irá perdoar-nos?

PS - agora que todos ou quase todos estão sensibilizados (alô Diário de Notícias…), uma palavra muito negativa para silêncio do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

ACT a 15/8/06: Algo me dizia que não devia ter mexido mais na coisa. Entusiasmei-me com o texto da NM em causa e, este domingo, tive a desilusão: Isabel Stilwell volta ao assunto, no editorial, identificando vezes sem conta a bebé em causa. Pior, Eduardo Sá faz o mesmo (explicando, na sua candura, que a chamou pelo nome para lhe dar uma existência real - um jornal sensacionalista não teria melhor argumento). Assim não!

publicado em
7 de Agosto de 2006

por João Paulo Meneses


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Essa maravilhosa invenção chamada saco de plástico

Ontem, à chegada à praia, tive de esperar numa fila de dez ou 12 pessoas para conseguir comprar os jornais - sim, os portugueses lêem jornais…

Enquanto esperava, pude ver algo que me surpreendeu: metade dos jornais vendidos eram Expressos e a outra metade desportivos, Correio da Manhã, JN (o factor férias) e revistas ditas de televisão.

O mais impressionante é que todos nós compramos o Expresso independentemente do que ele tem no seu interior - está dentro do saco plástico e o saco plástico é a sua capa. A dita capa do jornal é apenas a primeira de outras páginas.

O saco, com publicidade de um lado e do outro, é uma invenção maravilhosa - e estou a ser um pouco cínico. Prova que é possível vender o jornal às escuras… Nem o New York Times, que vinha num saco, mas transparente. Já o Expresso tem uma receita extra.

Não admira que o inventor do saco plástico o vá recuperar no Sol. Mas transparente de um lado…