Textos do mês Setembro 2006 ↓

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30 de Setembro de 2006

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O jogo mais mediático do ano

Com o actualmente mais mediático adversário desta liga. Em condições normais, o Vitória de Guimarães reuniria sobre si quase todos os holofotes, mas com o caso Mateus, são os gilistas o principal foco de interesse desta época na liga de Honra. Os vitorianos estão em crise, ainda enchem páginas de jornais, mas de Barcelos chegou um novo “Auto da Barca do Inferno” que os torna o alvo mais apetecido da imprensa.

E por isso o jogo de amanhã vai ter quase de certeza honras de cobertura de liga Bwin pelo menos por parte da comunicação social.

Quanto ao jogo de futebol, enquanto adversário do Rio Ave, não sei o que esperar do Gil. É um pau de dois bicos. Podem estar mal por falta de ritmo, mas também podem estar com vontade de mostrar serviço, com alguma raiva pelo facto de terem de jogar na nossa divisão.

Do Rio Ave é que já nem sei muito bem o que esperar. A obrigação é vencer, mas com prestações a roçar o medíocre como as que temos visto, não estou confiante. Espero que os jogadores estejam melhor que eu e que confiem no treinador.

Um aparte: Keita cumpre neste momento o Ramadão. Alguém lhe lembre que golos não são alimento senão para o seu próprio ego e a satisfação dos adeptos. E que estes galos não são verdadeiros, ele pode comê-los…

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30 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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O Público errou… e continua a errar

A questão não é nova nem foi suscitada originalmente por mim, mas numa altura em que diariamente saem notícias sobre o presente e, sobretudo, o futuro do Público, é incompreensível que os SEUS leitores (desculpem-me o sublinhado) sejam mantidos à margem do que se passa, não tanto numa perspectiva noticiosa (os leitores do Público são os mais mal informados sobre o que se passa, mas isso é um mal geral) mas participativa. Os leitores só servem para comprar o jornal? Realmente, há uma crise na imprensa!

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29 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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O novo estatuto editorial do Correio da Manhã…

… publicado na quarta-feira passada (e a que cheguei via Público de hoje) não está on line. «O Correio da Manhã acredita nas virtualidades de uma opinião pública esclarecida, participativa e organizada (…)», lê-se.

PS 1 - também partilho da «perplexidade» do Público quanto a um dos pontos em concreto: «o Correio da Manhã apoiará de forma livre a instituição Família, o direito à Vida e assume o seu apreço pelas raízes cristãs da sociedade portuguesa» (sublinhado meu).

PS 2 - A crítica é extensiva a todos os órgãos que «escondem» o seu estatuto e apenas lhe dão publicidade uma vez por ano, como manda a lei…

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29 de Setembro de 2006

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Alguém, nos Arcos, não gostou de ter lido isto…

«(…) as substituições feitas no Rio Ave foram infelizes, especialmente a saída de Fábio Coentrão que era o atacante mais perigoso. Por outro lado justificava-se há muito o reforço do meio campo, para onde Niquinha deveria ter transitado ou mesmo entrado, já que é por demais evidente que o meio-campo do Rio Ave é outro com a sua presença» (análisae ao jogo de Chaves no JVC de 28/9/06)

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28 de Setembro de 2006

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São boas notícias

O Gil Vicente vai comparecer e isso é positivo para nós.
Primeiro porque há futebol e sem futebol não somos os mesmos; depois porque se não comparecessem tambem não ficávamos com os três pontos (os de Barcelos eram excluídos e os pontos dos adversários anulados); finalmente e mais importante, vamos jogar com uma equipa que não se apresentará na melhor forma. Da maneira que o Rio Ave está a jogar só dá para ganhar ao Olivais e Moscavide e ao Gil Vicente… (não é um discurso com muito fair play, eu sei, beneficiar das fraquezas alheias para conquistar pontos, mas fala-vos um rioavista desesperado…).

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27 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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ACTx2 Escrutinar o jornalismo

Um grupo de economistas, juristas , gestores e engenheiros (19 no total) assina uma carta-aberta no Público de hoje, dirigida à ERC, e na qual pedem a intervenção do regulador para a cobertura dos jornais económicos relativamente ao último Compromisso Portugal.
Dizem que os jornais fizeram uma cobertura com uma «envergadura, intensidade, duração e ênfase» exagerada. E queixam-se do «baixo nível de análise crítica».

Para os subscritores, o facto dos empresários participantes no Compromisso Portugal «controlarem dois recursos-chave para o próprio negócio do jornalismo económico (fontes de notícias e fontes de publicidade)» pode levar a uma distorção nas prioridades jornalísticas por critérios não jornalísticos.

Em nome da necessidade de escrutínio no jornalismo, pedem a intervenção da ERC.

A mim, que não acompanhei a cobertura em causa nem tenho opinião sobre a matéria em concreto, interessa-me aplaudir a iniciativa destes cidadãos. O jornalismo, para escrutinar o poder, não deve ter problemas em também ser escrutinado.

PS - nem por acaso: ao lado desta carta no Público de hoje, Joaquim Fidalgo critica a ausência de compromissos por parte dos participantes do Compromisso Portugal…

ACT a 29/9/06: li no Público de hoje que o Jornal de Negócios tenciona processar os autores deste artigo de opinião. Embora não acredite que Sérgio Figueiredo o venha a (conseguir) fazer, lamento essa decisão. Não penso que o texto em causa seja difamatório nem que contenha «torpes acusações». Mais, penso que uma reacção como a anunciada é um bom exemplo para quem acusa a comunicação social de ser corporativista e fechada sobre si própria, imune às críticas exteriores. Porque não discutir o assunto?

ACT a 7/10/06: só hoje vi o texto de Francisco Teixeira da Mota (via Clube de Jornalistas) no Público de 1/10: «o que releva aqui, é o facto de o Jornal de Negócios considerar que foi “difamado”e que os tribunais são a sede própria para se discutir as questões levantadas pela “Carta Aberta”. Isto é, considerando que os signatários da Carta Aberta, ao expressarem publicamente as preocupações que os assaltaram na sua qualidade de leitores de jornais económicos, ultrapassaram os limites da liberdade de expressão numa sociedade democrática! (…) mas, neste caso, considerar que o que foi escrito na Carta Aberta é “proibido”, representa, uma verdadeira enormidade e, seguramente, uma negação dos valores que o próprio Jornal de Negócios defende pelo que, por respeito aos 117 mil leitores do mesmo, a ameaça de recurso aos tribunais não irá, seguramente, ser concretizada …». Como se percebe, não podia estar mais de acordo.

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27 de Setembro de 2006

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… e os jogadores, confiam nele?

Através desta página ficámos a saber em que é que o nosso treinador confia.

Já tenho mais dúvidas se os jogadores confiam nele…

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26 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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CORR e ACTx2 A «nova» Renascença e a música

Mais do que uma nova grelha, a Renascença apresentou um novo slogan* e principalmente uma nova filosofia musical, assente - segundo os seus responsáveis - nas décadas de 60 e 70 e nos sucessos da actualidade (além de um programa mensal, em que participam Sampaio, D. José Policarpo e Balsemão).

Penso que a Renascença se encontra numa encruzilhada: as audiências estão em queda, apesar de continuarem globalmente altas; o público está envelhecido (dados de 2004: 54% têm mais de 55 anos), a informação diária dificilmente pode ser reforçada face ao que acontece já hoje em dia (até porque isso poderia pôr em causa os princípios religiosos da Renascença CORR: estas duas últimas frases precisam de ser esclarecidas, porque, na voragem da escrita, ficou uma ideia errada em relação ao que eu pretendia dizer, que a dependência religiosa não deixaria fazer mais jornalismo - o que quero dizer é que a RR já tem muita informação e dificilmente poderá ter mais sem pôr em causa o seu modelo de rádio de inspiração católica, com um produto dirigido a uma faixa da população portuguesa; com mais, penso, iria descaracterizar-se, iria ser outra Renascença completamente diferente e talvez já não fosse a Renascença…; acho que já o disse mais do que uma vez, eu trabalharia na Renascença) e portanto resta a música.

De acordo com uma investigação própria - e que proximamente estará na internet - 61% da música transmitida (em Dezembro de 2005) era posterior a 1990 (recente, portanto). E 58% era das décadas de 80 e 90. Agora o seu director de programas fala em reforçar a música das décadas de 60 e 70. Ora estas duas décadas, no estudo que fiz, representavam apenas 12%. Estamos, portanto, perante uma transformação radical da música da Renascença? Muito mais surpreendente, parece-me, se se acrescentar que o objectivo desta grelha é reforçar o auditório entre os 35 e os 54 anos. Com a música das décadas de 60 e 70?

* O slogan é «A Boa Onda da Rádio»; parece-me demasiado vago.

ACT a 28/9/06: disseram-me que houve um erro de interpretação de quem esteve na conferência de imprensa de apresentação das mudanças na RR, que a rádio iria procurar pessoas nascidas nas décadas de 60 e 70 e não apostar na música dessas décadas; se é assim, lamento não ter lido o esclarecimento/correcção. Por falar em correcção, esclareci uma parte do texto inicial

ACT a 30/9/06: cada vez me convenço mais de que houve um erro de interpretação sobre a tal questão das músicas. Eis o parágrafo da Lusa em causa: «(…) a emissora católica vai reajustar e investir mais na selecção musical, apostando nos grandes êxitos das décadas de 60 e 70 e nos novos sucessos» («Rádio: Renascença adopta atitude positiva para captar novos públicos», 26/9/06, 14h07).

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25 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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Expresso e Sol – empate no 2º combate (2-1)

O Expresso e Sol empataram. Globalmente o Expresso é um jornal mais equlibrado e mais completo, mas o Sol tinha algumas coisa interessantes, esta semana:
- No primeiro caderno do Expresso, a manchete da EPUL tem muito peso (muito mais do que as razões de Proença de Carvalho para sair do CasaPia, sem picante, no Sol);
- Em contrapartida a notícia da saída de António Vitorino é requentada da semana passada (por falar em notícias que já se sabiam: na primeira do Sol, Helton na selecção brasileira e Aznar abdica do cachet).
- No Sol gostei da reportagem sobre os brasileiros que deixaram Vila de Rei;
- No Sol não gostei do artigo de José António Saraiva, chamado Política a sério, sobre as magras e as gordas. A sério… Também não gostei da fanfarronice da primeira página («êxito fulminante desde o primeiro dia») e da sua própria publicidade («o país esperava um jornal assim»); Não gosto também da última página, que é repositório de notícias que vieram no interior (mais curtas…);
- No economia nada de especial (a reportagem das flores de Vasco Gonçalves no Expresso e a declaração de um accionista da PT acusando a Concorrência de estar concertada com a Sonae, no Sol), mas o Sol ganhou na revista: grande entrevista de Manuela Moura Guedes na Tabu, melhor do que entrevista a Caetano Veloso, na Única.

Um empate para esta semana, depois da vitória do Expresso na semana passada.

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25 de Setembro de 2006

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(em Chaves) Mais do mesmo, infelizmente!

OS relatos vindos de Chaves não indiciam nada de bom, aliás na linha do que temos vindo a ver: aposta em jogadores que já deram provas de não ter capacidades para os desafios propostos (teve de ser uma exibição muito desastrosa, a de Keita, para ouvir o habitualmente discreto Paulo Vidal irritar-se com tantos disparates…); substituições inexplicáveis (Coentrão estaria a ser um dos melhores; o que faz Evandro a cinco minutos do fim?) e, principalmente, mais pontos perdidos. Em 12 temos cinco conquistados.

ALguém está preocupado com isto?

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23 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT 50 saem do Público, a maior parte jornalistas!

Não é que não se esperasse qualquer coisa deste género, mas dói muito.

ACT a 25/9/06: «Esse processo consiste na colagem de um rótulo de “dispensável” à pele de um conjunto de profissionais cujo único crédito é o nome, ofendendo a sua dignidade, produzindo o efeito de um ferrete na sua imagem e prestígio pessoais e profissionais»

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22 de Setembro de 2006

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Site falido

Não gostei de saber por um outro blogue rioavista que o site do clube se encontra no estado de quase abandono porque a empresa que o geria entrou em falência.

Não gostei, não por não ter sabido através desse blogue (isso seria uma parolice completa), mas porque essa informação deveria ter sido dada pelo próprio clube no site oficial.

As queixas sobre o site oficial têm sido tantas que assim se impunha que fosse. Só posso entender essa omissão quase como um desinteresse (para não dizer outra coisa) pelo interesse (e passe a redundância…) dos adeptos pelo clube.

Apenas por curiosidade deixo aqui as palavras do presidente da Direcção do Rio Ave Futebol Clube no espaço dedicado às mensagens da própria Direcção no site:

“CAROS SÓCIOS

“Saí tranquilamente de casa para trabalhar e, quando já tinha percorrido um boa dúzia de quilómetros verifiquei que me tinha esquecido de fechar o portão da garagem. De imediato procurei o café mais próximo, encostei o carro e telefonei para casa avisando para fecharem o portão”.

Esta é uma história que deverá ter cerca de 15 anos, quando a necessidade de comunicação rápida nos obrigava a percorrer alguns caminhos que nos faziam perder tempo. Hoje, os recursos que estão acessíveis não só permitem que sejamos mais eficazes nas resoluções dos nossos problemas, como também nos obrigam a ser muito mais rápidos em tudo o que fazemos.

A nova tecnologia permite e exige que a aproximação das pessoas através da comunicação seja uma realidade e é neste sentido que o Rio Ave F.C., um pouco “abrigado” pelas experiências existentes, desenvolveu este novo conceito de comunicação.

Estamos certos que este vai ser mais um desafio, porque se trata de uma ferramenta que necessita de acompanhamento diário permanente, por forma a garantir que a comunicação seja o mais possível actual, completa e fiável, dando àqueles que visitam este Site a possibilidade de saciarem a sua curiosidade no que respeita aos assuntos do Clube. Garantir que o desenvolvimento da informação seja eficaz e qualificada, será um objectivo a alcançar no mais curto espaço de tempo, colocando visível o pulsar desta instituição.

Por um futuro cada vez melhor,

Viva o Rio Ave

Eng.º Paulo de Carvalho”

publicado em
22 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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Cheira-me a manobra de marketing…

«O semanário Sol, cuja primeira edição chegou às bancas no passado sábado, vai aumentar a sua tiragem para 210 mil exemplares no número de amanhã.» (Meios e Publicidade, com registo)

publicado em
21 de Setembro de 2006

por João Paulo Meneses


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Reforçar a interactividade com os ouvintes

Desde Brecht que a rádio procura resolver o problema da falta de bidireccionalidade. A banalização do telefone foi um primeiro passo, mas só a internet se mostrou decisiva.

A maior parte das rádios continua (lamentavelmente) a hesitar na exploração das potencialidades que a internet oferece para reforçar a interactividade.

Por isso este é um exemplo excelente: é fácil, é barato e dá milhões…

publicado em
20 de Setembro de 2006

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Erro no Boletim Clínico presente no site oficial do clube

Falta lá referir que quem trata da actualização do site teve um ataque de amnésia e não se lembra como actualizar as informações relativas à equipa profissional de futebol, nomeadamente mudar o plantel lá presente, a classificação da Liga de Honra e alterar todas aquelas informações completamente desactualizadas.

É que com essa nota, eu até já quase que perdoo a falta imperativa pela Direcção ou de quem de direito de uma explicação para tanto atraso nas correcções.

Não gostei de ler no referido Boletim é que Ronaldo vai ser operado. Acho-o um jogador interessante. Mas como avançados não nos faltam…