Textos do mês Outubro 2006 ↓

publicado em
31 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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30 opiniões

ACT Mistérios na estrada de Castelo Branco

Das três uma:

1) Ou a Lídia Barata e o Jorge Costa são uma e a mesma pessoa;

2) Ou a Lídia Barata plagiou o trabalho do Jorge Costa;

3) Ou o Jorge Costa plagiou o trabalho da Lídia Barata;

A coisa resume-se assim: comparando a notícia «Jovens vencem prémio mundial» do Correio da Manhã e a notícia «(Des)concertante Trio vence Copa Mundial de Acordeão» da página oficial da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), concluímos que estamos perante o mesmo texto com duas versões quase iguais!

Os exemplos são inúmeros, mas o mais curioso é este parágrafo exactamente igual, com uma ou outra subtileza: «Com quatro galardões no currículo e uma carreira cada vez mais internacional, o (Des)concertante Trio prefere definir bem os seus objectivos. “Os prémios são a chave para a crescente reputação, mas obrigam-nos a trabalhar”, explica Sério Neves [”ao telefone desde Londres”, na versão do Correio da Manhã]. “Agora é preciso calma. Temos de crescer individualmente para ficarmos mais fortes”, refere o [jovem] clarinetista, que já terminou a sua licenciatura na ESART e que neste momento se encontra a fazer um mestrado [”em Londres” na versão da ESART]». No texto do CdM também se diz a dado passo que «Sérgio Neves (clarinete) – ausente no estrangeiro aquando do encontro com o CM». Comparem.

Uma nota final: dir-se-á que o Jorge Costa, da ESART, copiou o trabalho da Lídia Barata, do Correio da Manhã. Mas se foi isso, repare-se no pormenor final na página da ESART: «Última actualização ( Quinta, 26 Outubro 2006 )». A notícia do Correio da Manhã é de hoje, 31/10/06… E o mesmo texto está no blogue da ESART de 24/10/06

ACT a 8/11/06: chamo a atenção para a explicação de Lídia Barata nos comentários. Aqui fica um excerto: «O Gabinete de Comunicação do IPCB enviou às redacções uma nota de Imprensa dando conta deste prémio, onde tinha “UMA FRASE” do Sérgio Neves. Marquei a entrevista, mas só pude falar com dois elementos do Trio, a Carisa e a Ana Luísa, pois o terceiro elemento estava em Londres. Para não ficar a interrogação de que, sendo um trio, só tinha duas pessoas, citei “UMA FRASE” do Sérgio, a partir dessa nota de Imprensa, que chegou a todas as redacções e mais alguma. Não sei, por exemplo, porque é que o camarada estranhou, numa notícia que ocupa uma página, uma frase igual a uma outra que se encontra numa notícia que não cita os outros dois elementos»

publicado em
30 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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60 opiniões

Uma pergunta de um leitor

«No Jornal El Pais de hoje [ontem] uma das notícias de maior destaque é um manifestação que teve lugar ontem em Madrid protestando pelo elevado preço das casas.

Dentro acontece um facto curioso.
No lead da notícias diz-se que estiveram na manifestação cerca de 12 mil pessoas.
No corpo da notícia indica-se 3 versões para o número de manifestantes:
12mil - organização
4mil - Polícia
6500 - El Pais

Não devia ser o número do Jornal a constar do lead? Ou então dizer-se no lead que não havia acordo quanto aos números. (há pessoas que leêm o lead e não o resto da notícia)»
Zé Maria Brito,sj

publicado em
30 de Outubro de 2006

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abra o debate

Alguém tem o número do Mário Reis?


publicado em
30 de Outubro de 2006

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Sair

Todos os treinadores falham - e muitas vezes a culpa nem é sua.
A fronteira entre um bom e um mau treinador são os resultados - há uns que têm maus resultados mas podem sempre invocar um número maior de sucessos (Luís Campos não…).

Eusébio está a falhar claramente. É um mau treinador? Não importa, nesta altura. Poderá haver razões que justifiquem o falhanço (ordenados em atraso? indisciplina dos jorgadores? sub-rendimento de vários deles?). Talvez no futuro se saiba. Mas está a falhar. O clube está a começar a ser humilhado.

Resta-lhe sair. Talvez não seja fácil tomar a decisão porque provavelmente não voltará a ter (pelo menos nos próximos tempos) uma oportunidade na alta competição (mantendo-se, tem sempre a esperança de que as coisas mudem). Mas é preciso não esquecer que o falhanço de Eusébio não é de agora; também vem da época passada.

Eu espero dignidade nesta altura.

publicado em
29 de Outubro de 2006

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No limite

Com a copiosa derrota de hoje com o Feirense, mais do que colocar o lugar do treinador ainda mais em risco, é a equipa que está em muito maus lençois.
A Jõao Eusébio já não cabe muito espaço de manobra e acredito que o seu futuro imediato ficará decidido contra o Estoril. Qualquer resultado que não seja uma vitória deve imperativamente ditar a saída do treinador. 9 ou 10 pontos em 27 possíveis, é completamente intolerável.
Terá ainda Eusébio capacidade para dar a volta à nossa classificação? Mesmo tendo concedido uma tolerância até à 10ª jornada, eu já não acredito.

publicado em
29 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT As várias face do jornalismo positivo

O jornalismo positivo mostra-se de diversas formas.

A decisão da revista Sábado de elaborar um ranking dos melhores hospitais publicos e só divulgar os cinco melhores é disso um exemplo.
ACT a 30/10/06: são, de acordo com a revista, 81 hospitais públicos. Qual a relevância de conhecer apenas cinco? Eu, como leitor, gostaria tanto de conhecer o bom como o mau. Miguel Pinheiro, director da Sábado, avisa no seu texto de abertura: «este trabalho pretende ser totalmente positivo».

publicado em
28 de Outubro de 2006

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7 em 9

Nos próximos 3 jogos precisamos de conquistar 7 pontos, no mínimo.

Aceito um empate amanhã, mas na recepção ao Estoril e na deslocação à Trofa é obrigatório vencer. Acho que só com estes 7 pontos que peço à equipa poderá João Eusébio continuar a ter condições para continuar a ser o nosso treinador.

Com menos um ponto ainda acredito que a situação se mantenha calma, mas com menos do que isso a pressão sobre os seus ombros aumentará bastante. Os adeptos deixarão de estar do seu lado (se é que ainda estão actualmente; pessoalmente defini estes 3 jogos como limite) e mais importante, pode não ter a confiança do plantel.

10 jogos é um terço do campeonato. É certo que a liga de honra é muito equilibrada e os 6 pontos que nos separam da subida podem ser perfeitamente recuperáveis. Mas mesmo que venhamos a somar os 7 pontos que peço, apenas teremos conquistado 16 no total, ou seja, apenas mais um acima da metade de pontos em disputa. Para o Rio Ave acho pouco.

publicado em
27 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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Um grande elogio

… para o texto «Uma semana na IURD» de Luís Pedro Cabral na Única desta semana (a de 21 de Outubro; infelizmente não está on line); há muito tempo que não lia um texto assim!

Um excerto do texto inicial, para se perceber o estilo (e é pelo estilo que me rendi):
«De onde, irmãos, povo pluralista, multi-étnico e sem tusto? De onde vem essa dor, esse incómodo, essa persistência, a dormência que te tira os dias, a insónia que te rouba as noites? Perdeste o que tinhas?Mergulhaste na volúpia? Foi o álcool, a droga, as mulheres, a conjugação dos factores? Perdeste o trilho às noções de família? Sucumbiste à tentação? A tua alma quer o que o teu corpo não deixa? Ou é o corpo que não já contém o que a tua alma quer? Exactamente de que forma se manifesta esse mal? Magia negra sobre auras, feitiçaria, mau-olhado, matéria transcendente a invadir o teu lar, invisibilidades insidiosas que deslizam por ti? Ente no ar? Força demoníaca, talvez? Ador era pequena e hoje estás incapaz de andar sem muletas? Parecia coisa de clínica geral antes de te atirarem para a cadeira de rodas?» (obrigado AP; aqui fica o link para os que conseguirem

publicado em
25 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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ACT Pensar (ainda) analógico na realidade (já) digital

O que é que falta a estes três textos (que referem a existência de uma petição na internet)?

Petição luta contra fecho do Museu de Arte Popular

Arte Popular: despejo para o museu mal amado

Museu de Arte Popular vai ser despejado

O caso do Diário Digital é mais grave porque é um meio… digital; vamos fazer a revolução das mentalidades?

ACT a 26/10/06: já agora, http://www.petitiononline.com/MAP2006/petition.html

publicado em
24 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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Expresso e Sol – vitória do Expresso (Cultura) no 6º combate (5-2)

Continuo a análise sectorial dos dois jornais, desta vez sobre o noticiário cultural (e não tanto aquele que pode envolver figuras da cultura, ainda que sobre outros temas - excelente entrevista no Sol, feita por José Fialho Gouveia a Agustina, mas sobre outras coisas).

E, relativamente às cinco análises anteriores, esta é a mais fácil de fazer: o Expresso tem um excelente suplemento de cultura (Actual) que é muito difícil de bater. Aliás, por alguma razão o Sol - que marcou o Expresso suplemento a suplemento - não se atreveu a apresentar um de cultura.

Obviamente que é impossível gostar de tudo o que vem no Actual (há textos muito elitistas, por exemplo; quatro páginas de teatro?), mas quem o ler regularmente fica com um bom conhecimento da realidade cultural portuguesa (e não só), até pela abundância de publicidade. Tem óptimos colaboradores (Saló ou Lisboa na música, Leitão Ramos no cinema), uma paginação de grande qualidade, bons dossiês (esta semana, um de LMFaria, sobre o nobel da literatura).

O Sol tem quatro páginas no caderno principal, cumprindo serviços mínimos. Nada mais.

É clara a vantagem do Expresso quando se compara a informação cultural. E o Expresso distancia-se…

publicado em
24 de Outubro de 2006

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7ªj Leixões (Coisas que têm de ser ditas)

Foi o melhor jogo que vi esta época e a primeira derrota em casa.

Como explicar a contradição?

Por um lado, os jogos anteriores (em casa) foram bastante fracos, globalmente; este - sem ter sido um bom jogo - foi mais equilibrado; mas, por outro, e como se previa, havia um adversário mais valioso do que Varzim, Olivais ou Gil Vicente.

Ainda assim, o Rio Ave foi a única equipa que mereceu ganhar.

Como explicar a derrota? Terá ficado um penalti por marcar na primeira parte, mas não foi pelo árbitro. Perdemos, na minha opinião, porque há jogadores muito abaixo do que podem fazer (Milhazes, Bruno Mendes, Evandro) ou que não dão mais (Ricardo Jorge? Keita).

Ou seja, dos tres da frente, safa-se Coentrão; dos quatro de trás, safa-se Danielson. Assim é muito difícil (jogámos com seis jogadores e estou a incluir na lista o Mora).

Admito que isto não agrada, mas tem de ser dito. A equipa titular precisa de uma chicotada psicológica.

publicado em
24 de Outubro de 2006

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7ªj Leixões (Coentrão, Evandro e o treinador)

Coentrão foi o melhor em campo; é o melhor jogador do Rio Ave (desculpa Niquinha, mas…) e, se tiver sorte com o treinador, pode evoluir rapidamente; faz a diferença, pode desequilibrar, provavelmente em Janeiro já não é nosso jogador.

Abro uma excepção ao que tinha combinado com o Gil (ele também não a cumpriu…) para fazer um destaque negativo: Evandro. Uma miséria, a sua exibição. Ninguém, como eu, se sente mais penalizado por escrever isto, mas depois de tantas vezes ter defendido a sua titularidade, acho que é tempo de dizer: caro Carlos Escardalete, assim não dá!

Ao treinador dou nota 1 (ou seja, menos do que o Gil deu). Não compreendo que continue a apostar em Keita como titular (com ou sem ramadão), não compreendo que em 10 avançados não haja outras alternativas, não compreendo as suas declarações no final do jogo, responsabilizando o árbitro (vimos o mesmo jogo? Ou é falta de sorte ou o árbitro…).

publicado em
23 de Outubro de 2006

por João Paulo Meneses


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A responsabilidade nas cartas dos leitores

A revista Xis é imperdível ao nível das cartas dos leitores.
Desta vez é suscitada uma questão muito interessante: na semana passada foi publicada uma carta de um leitor que acusava de inércia (incompetência?) uma juiz(a) de um tribunal de Sintra (devidamente identificada), num processo de recusa de paternidade.

Nesta semana a citada juiz(a) exerce um direito de resposta em que acusa a revista «pelo esquecimento das mais elementares regras da ética jornalística, que permitiram a publicação de um artigo em que nomeia um determinado juiz, sem que o jornal em causa haja curado de o contactar previamente, ou de assegurar da veracidade do respectivo conteúdo».

Resumidamente, a juiz(a) explica que só tem o processo há um ano, nega as acusações feitas na carta original e explica que a demora se deve às possibilidades permitidas pelo «ordenamento jurídico português». Conclui, acusando a directora da Xis e o director do Público de negligência e falta de rigor profissional.

Devo dizer que, na semana passada, quando li a carta acusatória («assinada por um leitor devidamente identificado», diz Laurinda Alves) fiquei surpreendido. Depois da resposta da juíz(a) fiquei interessado em desenvolver a questão: deve um jornal publicar uma carta de um leitor sem averiguar a veracidade do que lá é dito (Laurinda Alves reconhece que a única coisa que fez foi confirmar que aquela juiza tinha o processo em causa), baseado no princípio de que «o conteúdo é da inteira responsabilidade de quem a assina» ou, como numa notícia, deve aplicar os mesmo cuidados/princípios? Inclino-me para a segunda, mas reconheço que é uma coisa nova (para mim).

publicado em
22 de Outubro de 2006

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7ª j - Leixões: Dívidas

Estou absolutamente desiludido e incrédulo com o que vi esta tarde no estádio.

Três jogadores devem-nos uma vitória:
- Bruno Mendes, que passou o tempo a marcar Roberto, mas deixando-o sempre livre nas suas costas sem ver que movimentação fazia, acabando por se deixar antecipar no lance do primeiro golo leixonense;
- Keita por ter falhado clamorosamente o 2-1
- Fábio Coentrão, que nem merecia o castigo de também ter falhado o 2-1…

Erros cruciais que nos custaram a primeira derrota em casa. Acho que a equipa nem jogou mal de todo, foi sempre superior ao Leixões e foi a única a procurar vencer o desafio. Mas errou em momentos-chave do jogo. E perdeu.

Seria fácil dizer nesta altura que o treinador também errou porque demorou muito a refrescar a a equipa, que só fez a segunda substituição já passava dos 90 minutos. Mas nessa altura ainda havia 1-1 e como o Leixões demonstrou, ainda era possível ganhar. Só que não foi Eusébio que falhou os golos e mesmo sem mexer, o Rio Ave foi sempre melhor e teve oportunidades para vencer sem dificuldades. Acho que foi apenas um mau dia em que o Leixões teve um aproveitamento de quase 100% e nós quase 0.

publicado em
22 de Outubro de 2006

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7ª j - Leixões - Notas

O melhor em campo foi claramente Fábio Coentrão, autor do nosso golo, mas que até esteve mal quando falhou o 2-1 isolado. Mas Fábio não foi só isso, foi sempre desequilibrador e irreverente e deu o exemplo aos colegas de como atormentar o adversário.

Outros destaques: pela positiva o óptimo relvado do estádio que não se ressentiu em nada da chuva de hoje e dos dias anteriores. Nota 5 para ele. Nota negativa para Keita que falhou um golo “feito”. Dei-lhe aqui há tempos um voto de confiança, mas hoje deixou-me ficar mal. Não jogou mal, mas falhar um golo daqueles…

O treinador: 2. Hoje ilibo-o pelo que já disse acima. Mas hoje não serve de exemplo.