Textos do mês Fevereiro 2007 ↓
Se os jogadores derem o seu melhor;
Se o treinador estiver à altura dos acontecimentos;
Se a direcção souber apoiar e não faltar com nada;
Se os adversários não forem melhor do que nós;
Se os sócios apoiarem…
Vamos subir de divisão!
É por isso que é importante ir a Barcelos. Pessoalmente nem tenho um bom palpite para domingo, mas sobretudo é importante que os jogadores percebam que estão a ser apoiados, que os adeptos acreditam neles, que há confiança, que uam derrota pode (deve) ser sempre corrigida na jornada seguinte. É por isso que é importante ir domingo a Barcelos. Eu, se puder, lá estarei.
«Situado na Rua Serpa Pinto (antiga Rua do Areal), o portal ocupa um edifício datado de 1811. O Real Celeiro Público de Alenquer guardou as sementes que possibilitaram o auxílio aos agricultores do concelho depois das Invasões Francesas. Recuperado pela Câmara de Alenquer, em parceria com a Região de Turismo do Oeste e a Associação da Rota da Vinha e do Vinho, está próximo de vários sítios de interesse histórico. A Torre da Couraça, sob a qual brotava uma das mais importantes nascentes da vila, ou a Real Fábrica do Papel (hoje Moagem) são dois deles. Este bairro foi, de resto, calcorreado por Damião de Goes, que ali nasceu.» (no DN de 21/02/07, «Um Celeiro onde se conhecem vinhos»)
«Situado no bairro do Areal, o Portal ocupa um edifício datado de 1811. O Real Celleiro Público guardou as sementes que possibilitaram o auxílio aos agricultores do concelho depois das invasões francesas. Recuperado pela Câmara Municipal de Alenquer, em parceria com a Região de Turismo do Oeste e da Associação da Rota da Vinha e do Vinho, está próximo de vários sítios de interesse histórico. A Torre da Couraça, sob a qual brotava uma das mais importantes nascentes da vila, ou a Real Fábrica do Papel (hoje Moagem) são dois deles. Este bairro foi, de resto, calcorreado por Damião de Goes, que ali nasceu» (informação disponível na página da Câmara de Alenquer, «Portal da Rota da Vinha e do Vinho do Oeste», sem data)
PS - a informação, como noutros casos, chegou-me anonimamente.
Ninguém admitiria não vencer o Chaves. Mas de jogo fácil com direito a uma quase previsível goleada, o jogo de ontem transformou-se num dos mais emocionantes porque ninguém arredou pé do estádio até o árbitro o dar por terminado. Falhámos demasiado, a defender, a passar, a atacar e foi com as nossas ajudas que o Chaves alimentou até perto do fim o sonho de pontuar.
Ontem foi das tardes em que Eusébio mais gastou o seu cantinho de relvado junto ao banco. Voltará a relva a crescer? Com as asneiras como as do jogo de ontem o treinador vai ter um considerável buraco cavado muito brevemente.
O jogo de ontem (não bastassem já tantos outros…) pode, no entanto, servir de lição e fazer com que a equipa não volte a facilitar contra adversários de menor calibre e qualidade. Se é certo que antes de chegarmos onde estamos situações como a de ontem eram recorrentes, agora a cobrança vai ser bem maior. E mais penosas. Motivar contra os próximos 4 adversários não é difícil, contra os que estão muito abaixo na tabela e são a priori mais fáceis é que vai ser mais complicado. Eusébio que os trabalhe bem!
Fábio é incontornável, mesmo com alguma intermitência e com clara falta de forças perto do fim. O melhor.
Também destaco Milhazes e Evandro pela positiva. Milhazes esteve nalgumas das nossas melhores jogadas, explorando o flanco e tem sempre, tal como diz o João Paulo, uma entrega exemplar. Tem azar nos autogolos. Fácil: passa a jogar como extremo-direito com Samson a defesa do mesmo lado.
Evandro já não tem a frescura e capacidade de explosão de outros tempos, mas acho que começa a moldar o seu jogo de acordo com as suas actuais caracteristicas. Joga mais atrás e não sendo um “número dez” puro, gosto de o ver a fazer correro nosso jogo.
Eusébio leva 2. Sim, quis vencer o jogo, recheou a equipa de avançados, mas colocou alguns elementos em locais a que não estão habituados e gerou alguma confusão. Era muito avançado-centro a jogar… E depois Gama de cadeira de rodas é mais útil que Ricardo Jorge.
Fernanda Câncio escreveu (em Janeiro) que «O tom jocoso da afirmação indicia que o juiz Santos Bernardino nunca conheceu encostos libidinosos nem apalpões à má fila do ponto de vista de quem os sofre»; vai daí o vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura enviou para o DN um direito de resposta, dizendo nomeadamente que «fácil é demonstrar o desconchavo e a falta de seriedade intelectual do arrazoado da jornalista». Mas António José Teixeira recusou a publicação. Não só pelo tamanho mas porque o texto de Santos Bernardino «contém expressões que são objectivamente desproporcionadamente desprimorosas para a jornalista, sendo que a peça jornalística em causa, muito embora escrita em tom irónico, vivo e incisivo, não visa V . Exa. (mas a posição defendida a propósito da questão de política criminal em causa), e não justifica a adjectivação feita, sendo que em lado algum a jornalista caracteriza as tomadas de posição públicas de V . Exa como desonestas, desconchavadas, com falta de seriedade intelectual, venenosas e insidiosas, ou de má fé».
Gostaria de deixar uma nota pessoal: a decisão de não publicar um direito de resposta, por si própria, abre precedentes graves; acentua o corporativismo e radicaliza posições. Fernanda Câncio escreveu o que entendeu, Santos Bernardino também; Câncio publicou, Santos Bernardino teria o mesmo direito. As acusações mútuas situam-se no plano intelectual e a jornalista teria sempre a hipótese de rebater (além dos tribunais). Só acusações contra a honra deveriam ser limite para a não publicação - acho.
(obrigado P.)
PS - os textos estão na íntegra na página do CSM
ACT a 27/02/07: acrescento duas coisas 1) a recusa de publicação do texto do juiz levou à sua publicação na página do CSM, mas também noutras páginas da internet (como a Verbo Jurídico, via Contrafactos); o seu impacto não pode ser ignorado; 2) basta ler a esmagadora maioria dos comentários para perceber que o jornal e o jornalismo saem mal vistos do caso; um exemplo: «Antigamente, quando os jornais tinham o exclusivo da publicitação de textos, os jornalistas podiam “driblar” os cidadãos com papas e bolos, pondo ponto final a quaisquer situações a seu bel-prazer ou remetendo para as calendas qualquer resposta, inviabilizando na prática o exercício desse direito. Actualmente, tal já não é possível: se o jornal omitir o direito de resposta, este pode ser exercido noutras sedes, designadamente em publicação na Internet, acessível universalmente. Foi o que aconteceu neste caso; é o que irá acontecer cada vez mais no futuro»
ACT a 28/02/07: Neste contexto parece ser importante esta iniciativa da ERC - «A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou ontem ter dado início a “um conjunto de reuniões com responsáveis editoriais da imprensa de circulação nacional sobre Direito de Resposta”.» (Meios e Publicidade; registo)
Seria um escândalo se empatássemos com o Chaves: claramente uma das equipa mais fracas que passaram por Vila do Conde, com 10 jogadores e sem qualquer ambição (nomeadamente na segunda parte). O Chaves vai descer.
E, contudo, estivemos quase a perder dois pontos.
Foi um jogo muito anormal, é certo, com um auto-golo de Milhazes e uma oferta do mesmo jogador no segundo. Mas o Rio Ave reagiu muito nervoso, muito atabalhoado (quase só despejando bolas para a área). Fez muito para ganhar, mas nem sempre bem.
Ganhámos, enfim. E domingo lá estarei - espero… - em Barcelos.
PS - o treinador do Chaves acusou o árbitro de influência no resultado; o nosso treinador podia, no final do jogo, ter-se queixado de influência de… Milhazes no resultado!!!
Fábio, mais uma vez, o melhor em campo. Muito bem na primeira parte, confundido (cansado?) na segunda. Desequilibrou, puxou, lutou. Parece ser dos mais empenhados em levar a equipa para a primeira divisão.
Gostei de Danielson e Vítor Gomes, também.
Não gostei de Ricardo Jorge (é raro o cruzamento que tem sentido), de Milhazes (mas não há mais ninguém a lutar como ele), de Delson (falta Niquinha?), de Chidi (esteve em campo?), Evandro (mais um confundido) e de Keita (continua em sub-rendimento).
Do treinador: gostei da atitude ambiciosa, da determinação em vencer (bem na opção pelos três defesas) e de ter reagido na segunda parte em tempo útil (estava a ver-se que era preciso fazer alguma coisa); não gostei das apostas do costume no ataque, não gostei de alguma confusão táctica no ataque (demasiada gente, por vezes a empurrar-se; Chidi a extremo?!) e não gostei da segunda substituição (Costé em vez de Ronaldo?!). 2 pontos.
Custa-me dizer isto, não só mas também por razões pessoais, mas lamento sinceramente que o nosso Presidente continue a falar do novo estádio, como hoje acontece no Diário de Notícias, em claro desrespeito pela posição dos sócios e pelo seu papel no clube.
Quando estiver tudo decidido, convoca-se uma assembleia geral, apresenta-se o facto consumado e espera-se o sim dos sócios (quem tiver dúvidas será olhado de lado…). Protesto.
Algumas ideias soltas:
- Já o disse várias vezes, por mim o eng. Belmiro estava a ganhar dinheiro com o Público. Mas independentemente dos meus gostos, o jornal perdeu muitos leitores e dá muito prejuízo;
- O novo Público foi anunciado como um Público novo. Para isso, além da cor e de uma nova arrumação, muito contribuíria o novo caderno P2.
- Ou seja, mesmo não sendo rigoroso, o P1 é o velho Público, o P2 o novo. O P1 é o passado, o P2 o futuro.
- Mas o que é que vemos? As manchetes do jornal são as do P1 (as mesmas do passado: política, tribunais e economia); o P2 é apenas um suplemento, não é uma filosofia de um jornal novo. Além do mais, o P2 não tem uma agenda fracturante com o passado: os temas são basicamente «fait divers» ou cultura, com textos demasiado grandes para um jornal diário (duas páginas, muitas vezes).
- O P1 é o jornal de sempre (alindado). Gosto como gostava. Quem não gostava continuará a não gostar. O P2 é uma espécie de mistura de Pública com Notícias de Sábado. É pouco. Para quem prometeu tanto.
PS - Gustavo Cardoso, no Semanário Económico de hoje: «até ao final do ano, e s etudo se mantiver como está, é muito possível que cheguemos à conclusão que, no mercado português, não há espaço para o Publico e para o Diário de Notícias»
De manhã o ministro anunciou (na TSF, com pormenores e tudo) que estava doente e que como tal não podia receber o presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde; à tarde a Câmara divulgava que o ministro não podia receber o autarca por causa de um comissário europeu; ACT: ao fim da tarde dava uma conferência de imprensa e à noite o ministro da Saúde estava na Sic Notícias (ou seja, a qualquer um de nós os medicamentos demoram três dias a fazer efeito; ao ministro… da saúde é como que instantâneo!!!).
«O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, enviou sexta-feira à tarde uma carta ao director do jornal ‘Público’, José Manuel Fernandes, a proibir a publicação de declarações suas, prestadas durante uma entrevista ao jornalista Paulo Moura, que entretanto foi publicada na revista “Pública” do último domingo.
De acordo com o que disse ao JN José Manuel Fernandes, Rui Rio não negou ter feito as declarações. Mas assim que as viu redigidas, porque o jornalista lhas enviou, conforme o combinado, disse preferir que essas aparecessem em discurso indirecto. A justificação era o tom informal empregue.
Mas, sexta-feira à tarde, parte da revista já estava impressa e a entrevista acabaria por sair como fora escrita inicialmente.
José Manuel Fernandes adiantou que, depois da publicação da entrevista, nem Rui Rio nem o seu gabinete reagiram, esperando então que o assunto esteja resolvido. “Acredito que tudo esteja solucionado. Agora é uma questão de bom senso”, afirmou.
Entretanto, o JN tentou junto do gabinete de Comunicação e Imagem ouvir o presidente da autarquia sobre a questão, mas tal foi impossível. AS»
[Nas últimas semanas, sobretudo, por razões que imagino estejam ligadas à transição do Blogger para o universo da Google, alguns comentários perderam-se - foram para a lista de spam, foram automaticamente rejeitados ou nem os vi; isso suscitou, em alguns casos, reacções adversas por parte de leitores directamente envolvidos. E a quem peço desculpa. E alguma compreensão. Mais uma vez - e como está descrito no guia ético e técnico - só são rejeitados os comentários ofensivos/mal intencionados ou completamente fora do assunto; mais: se o comentador não for anónimo explico sempre a recusa]
Já nos colamos ao segundo lugar e atendendo ao facto de que Feirense e Leixões jogam entre si na próxima jornada, ter vencido hoje o Olivais foi um marco importante para reforçar ainda mais os níveis de confiança da equipa para essa dificil recepção ao Chaves.
Não ouvi o relato, mas as ausências na equipa não se terão feito notar tanto assim atendendo ao desnível no marcador. Ter toda a gente apta e em forma vai ajudar a colocar pressão interna sobre os mais influentes e obrigá-los a estar melhor quando regressarem, sinónimo de mais dores de cabeça para os nossos adversários.
Se a equipa acredita, devemos todos acreditar que o regresso ao escalão máximo do nosso futebol está mais próximo. Força Rio Ave!
Não sei se vamos subir, mas estamos na luta. Sim, acredito que estamos na luta. Acredito que começam a estar reunidas as condições para um ataque à primeira divisão. A vitória nos Olivais é disso mais um exemplo.