Textos do mês Março 2007 ↓
Quanto rende ao clube, em que condições, …?
E no site oficial, não em qualquer meio de comunicação social.
E já agora, o site continua muito fraco a todos os níveis. É dos piores que já vi num clube de futebol. Acho que foi reformulado para nada.
o que quer dizer que o Leixões nos alcançou em pontos, mas que pode ficar a 3 de distância caso vençamos no domingo.
Dependendo do nosso resultado:
- o Guimarães pode ficar a 3, 4 ou 6 pontos;
- vencendo, o Santa Clara pode ficar a 1, 2 ou 4 pontos de distância. Empatando, 3, 4 ou 6. Perdendo a 4, 5 ou 7.
O Feirense, nosso adversário, pode ficar a 2, 5 ou 8 pontos.
Cenário óptimo: derrota do Santa Clara e vitória nossa sobre o Feirense!
Classificação:
1º Rio Ave 44 p
2º Leixões 41 p
3º Guimarães 38 p
4º Sta Clara 37 p
5º Feirense 36 p
1X2 - APOSTA QUE SABES!
Durante uma semana, a anterior, tomámos nota dos cinco temas, por ordem de apresentação no noticiário das 8 da manhã, da TSF, RCP, RR e A1, com o objectivo de avaliar comparativamente as agendas/prioridades.
Relativamente ao tema de abertura:
19/3: TSF (CDS); RCP (70 mil crianças passam dia pai com a maãe); RR (CDS); A1 (CDS)
20/3: TSF (Costa Caparica); RCP (mulheres já procuram hospitais para abortar); RR (Caparica); A1 (metro Porto)
21/3: TSF (Caparica); RCP (Ex-ministros finanças contra baixa impostos); RR (Caparica); A1 (MJNPinto vai demitir-se)
22/3: TSF (CDS); RCP (CDS); RR (Cartas condução S. Tomé); A1 (médicos família)
23/3: TSF (50 anos europa); RCP (rendimento políticos); RR (CDS); A1 (explosão Moçambique)
Conclusão: em cinco apenas um dia o RCP (22/3) coincidiu com a TSF, o que mostra a preocupação do RCP em ter uma «estória» própria; em apenas um dia houve quatro aberturas diferentes (23/3), o que demonstra alguma sintonia de agendas; em cinco, a RR fez duas aberturas com a Caparica, duas com o CDS e uma com uma estória isolada; a TSF duas de política, duas de Caparica e uma de Europa; a A1 com três de política, uma de sociedade e uma internacional; finalmente o RCP: três de política e duas de sociedade; nenhuma abriu com futebol;
Se analisarmos o alinhamento seguinte (e de que poupo pormenores) percebem-se algumas coisas:
- TSF e A1 têm as agendas mais próximas e são as mais institucionais (em que a fonte é uma instituição oficial)
- a TSF e o RCP são as as rádios que dão menos destaque a notícias de jornais;
- o RCP apresenta sempre uma segunda história que mais ninguém tem/quer;
Ou seja, penso que fica claro que o RCP faz um esforço para ter uma agenda própria. Não tenho a certeza se o consegue e, menos, se os ouvintes percebem isso (as sondagens o dirão, já em Abril e depois em Julho). A consequência acaba por ser a menorização (óbvia?) de temas que estão nas outras agendas (não só nas rádios).
A TSF acaba de avançar (18h45) que Coentrão é jogador do Benfica.
Confirmou-se, infelizmente, o rumor que ouvira.
Agora a sério: espero que tenhamos feito um excelente negócio.
PS - Fábio Faria é o próximo?
Ninguém duvida que as estratégias de comunicação são sofisticadas, mas as coisas, ditas desta forma por um director de jornal, ganham outra dimensão.
A propósito do desmentido que Scolari fez de uma notícia de ontem do 24 Horas («Scolari quer deixar Deco de fora da Selecção» porque o «Seleccionador acredita que o jogador podia ter adiado a operação à mão e defrontado a Bélgica»), Pedro Tadeu escreve hoje que «Scolari é que é um grande artista! Tão grande que arranja moços de recados para plantar notícias como esta nos jornais portugueses (…) e depois, feito santinho, vir no dia seguinte desmentir. (…)Ah!, e já agora, para o caso de ainda haver dúvidas: a notícia do 24horas era, como entra pelos olhos dentro, verdadeira».
Claro que o mais importante é ganharmos ao Feirense, mas as declarações do nosso treinador, ontem no Porto Canal, dizendo que gostaria que Leixões e Vitória perdessem pontos deixou-me a pensar.
Ganhando, fazemos 44 pontos.
Ganhando o Leixões, faz 43 e deixa o Vitória com 37;
Ganhando o Vitória, faz 40, deixa o Leixões com 40, ou seja ambos a quatro pontos do Rio Ave.
Empatando, o Leixões fica com 42 e o Vitória com 38 (a dois e seis pontos do rio Ave)
Qual é melhor?
Acreditando que o Vitória vai subir, juntamente com o Rio Ave, talvez seja importante deixar o Leixões para trás, obrigando-o a lutar com os de Guimarães para a segunda vaga.
Será?
N’ “A Bola” de hoje:
Novo prémio, Coentrão…
Fábio Coentrão foi eleito, no final do último jogo, o melhor jogador do Torneio Campos Verdes. O atleta do Rio Ave já recebera, no arranque da prova, o prémio referente a melhor futebolista do Torneio da Madeira e volta a casa mais carregado. É, no fundo, o culminar de um ano em grande. «Tenho trabalhado para isso e estou muito feliz com mais este prémio», afirmou Fábio Coentrão.
Com esta exposição e valorização, o Sporting se o quiser terá de o pagar muito bem pago. 1 milhão de euros? Ok, mais Pereirinha, Fábio Paim, Paulo Sérgio, Lourenço e Semedo por 2 épocas de empréstimo cada um…
Apesar dos cuidados e de alguma argumentação a desvalorizar o próprio programa, a RTP será lembrada daqui a 10 ou 20 anos como tendo contribuido branquear a herança do fascismo e de Salazar.
(teria sido mau em qualquer televisão, muito mais no serviço público; audiências?)
1) Perante o arcaico modelo de informação seguido pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragens, o diário de um quiosque posiciona-se como alternativa (muito simbólica, é certo) quanto às vendas na imprensa. José Manuel Fernandes até o cita para credibilizar a anunciada subida de vendas do Público…
2) Haverá, em Portugal, blogues a fazer jornalismo quando se reunirem essencialmente duas características: que tenham notícias (construídas de acordo com as regras clássicas do jornalismo) e não sejam anónimos (mais, até, do que serem feitos por jornalistas). Até lá, pelo menos no que me é dado perceber, temos ou jornalistas a escrever opinião ou anónimos a dar notícias. Eis um exemplo.
O texto do Público de hoje «Há falhas no dossier de licenciatura de Sócrates na Universidade Independente» é, como diz Sócrates, «dar expressão e publicidade a este tipo de insinuações [«campanha de insinuações, suspeitas e boatos que me pretende atingir na minha honra e consideração e que, à semelhança de outras de triste memória, assume uma dimensão difamatória e caluniosa»] ou, como se lê na nota da Direcção Editorial, «é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas»?
Claramente a segunda.
Um trabalho muito bem feito, com profundidade e bom senso. Ao nível de um jornal de qualidade. Um trabalho que prestigia o jornalismo que se quer escrutinador aos mais diversos níveis.
PS - Lamento que Sócrates compare esta questão com o rumor da campanha eleitoral. É uma comparação infeliz, porque este não só não deve ser investigado como noticiado, enquanto aquele nos remete para a dimensão pública do protagonista.
ACT a 23/3/07: O que parece incomodar muita gente não é tanto o conteúdo do texto do Público ou a (ir)relevância do caso, mas a origem da informação. Por outras palavras, e isso já se percebe no texto do primeiro-ministro, o problema são os blogues anónimos onde a informação começou a circular. Pois eu acho uma perspectiva errada: uma fonte é só uma fonte, anónima ou identificada; uma fonte não é uma notícia. Da mesma forma que alguém que liga para uma redacção e diz que o presidente do Benfica está a almoçar num restaurante com o melhor jogador do Sporting não dá origem a uma notícia sem a devida confirmação, também um blogue é apenas uma fonte de informação. O resto são preconceitos.
… E, claro, subscrevo o que diz Pacheco Pereira: «acho completamente legítimo que o Público o tenha feito e só discordo que sinta necessidade de o justificar. É exactamente isto que os jornais devem fazer para exercer a sua função: uma investigação própria, com uma agenda própria. Não há qualquer intromissão em questões privadas e nenhum preconceito contra o facto de o Primeiro-Ministro ter ou não ter um “dr.” ou “eng.” antes do nome. Isto só se estranha por ser raro»
Um comentário no texto sobre o cenário hipotético do fim da Antena 3 faz-me voltar ao assunto.
Diz o leitor que «A Antena 3 é a unica rádio musical nacional com o minimo de decência estetica. Quem vive fora da grande Lisboa, Braga ou Coimbra não tem nenhuma estação (além da Antena 3) que divulge tendências musicais fora do mainstream».
O leitor tem (alguma) razão. E, de alguma forma, faço o meu mea culpa. Aquilo que tantas vezes condeno, o pensamento macrocéfalo em relação a Lisboa, foi reproduzido por mim, por no Porto ter acesso a outras rádios com o mesmo perfil e nem pensar no resto.
Mas a frase remete-nos para uma outra dimensão: a internet acaba com esse problema da dimensão geográfica das frequências. A Radar só emite em Lisboa e eu ouço-a no Porto (pelo Cabo e pela internet). E se a internet ainda não é móvel (só a ouvimos em casa ou no trabalho), vai sê-lo muito rapidamente. Ou seja, esse argumento deixa de ser válido.
Ficará o quê?
Não fui a Matosinhos e pouco ouvi do relato do jogo. Mas fiquei muito satisfeito com o resultado e pelo que li e afirma neste blogue o JPM, a exibição também terá sido meritória.
Quando vi o resultado do Guimarães com o Santa Clara e depois soube do resultado do nosso jogo, fiquei algo apreensivo com a aproximação pontual dos vitorianos. A nossa vantagem desceu de 6 para 4 pontos.
O nome “Vitória de Guimarães” suscita-me respeito. E algum receio. Mas deixando de parte qualquer fantasma que a força do nome do clube possa ter, terá o Vitória a devida força futebolística para fazer perigar a posição do Rio Ave?
Os próximos 2 jogos serão vitais para os de Guimarães: recebem o Leixões e vão ao Feirense. Seus concorrentes directos. O Rio Ave recebe o Feirense e vai ao Estoril. Teoricamente mais fácil para nós.
Por outro lado, mesmo tendo perdido dois pontos para o Vitória, a nossa vantagem para o 3º classificado aumentou de 3 para 4 pontos. O que é bastante confortável. E vencendo o Feirense, na pior das hipóteses teremos sempre 4 pontos de vantagem sobre o 3º, seja ele, Guimarães, Santa Clara ou Leixões. E até poderemos ter os 3 em igualdade pontual.
Apesar do mau desempenho em Vila do Conde, o Santa Clara é muito forte fora de casa (6 vitórias) e nos próximos 3 jogos joga fora 2 vezes com Gondomar e Vizela. Com o Leixões claramente em perda, pode ser dos açoreanos, mais que dos vimaranenses, que surja o segundo mais sério (depois de nós) candidato à subida.
Tudo isto são especulações. Poderemos ser nós a fraquejar, por muito que não o desejemos.
A beleza deste desporto (e desta liga) reside mesmo na incerteza e na competitividade.
Desejo um final de campeonato maçadoramente tranquilo e com acesso à subida de divisão. Quem sobe connosco, não me interessa. O campeonato dos segundos não passa (neste momento…) por nós.
Nas últimas 6 jornadas o Rio Ave ocupou 3 lugares diferentes: 3º, 2º e 1º. Sempre a subir e ocupando cada um desses lugares em cada duas jornadas consecutivas.
Irá a 23ª jornada quebrar esta curiosidade?
É o rumor mais forte, nos bastidores da bola.
Por falar em A Bola: o jornal diz hoje que já não «restam muitas dúvidas quanto à transferência iminente [de Fábio] para o Sporting».
Fábio, também hoje: «se for para o Sporting não será por simpatias. Toda a gente sabe que no futebol há outros valores.
Nessa página ainda: o jogador diz que não pode falar sobre o Chelsea; é top secret.
Indemnização ao Rio Ave: um milhão de euros (paga a próxima época…)
De qualquer forma, insisto: é do Benfica que se fala mais, embora eu - pessoalmente - gostasse mais de o ver no outro lado da segunda circular…