Textos do mês Maio 2007 ↓

publicado em
30 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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Textos


54 opiniões

ACT A Caixa de Previdência dos Jornalistas está viva?

Contaram-me - e não tenho razões para duvidar - que a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas acaba de enviar uma carta a um jovem jornalista, acabado de entrar na profissão, solicitando o envio urgente de um deterninado papel, para regularizar a inscrição!

Passa-se alguma coisa que me/nos escapa?

ACT: afinal era fácil de perceber: a Caixa não faz reembolsos mas continua a receber as contribuições para a segurança social; é por isso que continua a aceitar novas inscrições. Faltam 24 anos para me reformar!

publicado em
29 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

Antena Aberta reduz a uma hora e passa às 11 da manhã

Com grande surpresa, porque sempre que posso ouço pelo menos o arranque, procurei ouvir hoje a Antena Aberta da Antena 1 e eis que apanho com Cristina Aguilera e depois com o Paco Bandeira. António Macedo explicou entretanto que o programa começa às 11 da manhã. E na grelha percebo que ficou reduzida a cerca de uma hora.

A Antena Aberta foi uma aposta da Antena 1 para consolidar/ganhar audiências, naquela que terá sido, nos últimos anos, a primeira estratégia de contra-programação radiofónica: em vez de começar às 10 da manhã, como o Fórum da TSF, começava depois das nove e meia. Esta alteração é, por isso, surpreendente. E inesperada.

PS -No lugar da Antena Aberta, entre as 9h45 e as 11horas há agora música e uma rubrica (sobre artes ou música) em cada meia hora

publicado em
28 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Uma queixa de um jornalista contra o ministro da Saúde

Só agora li sobre uma «queixa feita pelo director do Semanário Económico, Francisco Ferreira da Silva, [em que] alertava o organismo [Entidade Reguladora da Saúde] para as declarações do ministro da Saúde, Correia de Campos, que na SiC Notícias defendeu que os grupos económicos têm jornalistas que colocam notícias nos jornais».

Terá a ver com isto?

PS - na página da ERC não há nada sobre o assunto, o que significa que temos de aguardar uma deliberação.

publicado em
26 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

Pode a polícia mentir aos jornalistas?

Recentemente, num Contraditório da Antena 1, Carlos Magno afirmou com clareza que defende a possibilidade da polícia mentir aos jornalistas em casos como o de Madeleine. Estimulados por esta afirmação (ou por outra), os responsáveis pela Sonda de Informação (a agência Central de Informação e a Meios e Publicidade) perguntaram este mês se «Em situações como esta, é legítimo as autoridades fornecerem à comunicação social informações falsas que auxiliem o trabalho de investigação no terreno?»

Respondi e respondo que não.
Da mesma forma que admito, em situações muito excepcionais, a obtenção de informações jornalísticas por meios desleais, também admito que, em casos absolutamente excepcionais (estando em causa a vida de alguém, comprovodamente, por exemplo), isso possa acontecer. Mas como estamos ao nível dos princípios, a resposta é não. Até porque a maneira como a pergunta está feita, apesar das três hipóteses, pressupõe a possibilidade de generalização da situação, como, penso, se pode interpretar do que disse Carlos Magno.

PS - os resultados foram: a) Sim – 8%; b) Sim, desde que a comunicação social seja devidamente informada – 27%; c) Não – 65%

publicado em
25 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Desassombrado!

«Do autoritarismo socrático, praticamente já tudo foi dito. De solenes promessas quebradas por rotina ou pelo rolo compressor da realidade, estamos igualmente há muito conversados. Ontem, o dia foi mais uma vez exemplar dos motivos porque os portugueses confiam cada vez menos em quem os governa. É, simplesmente, porque nenhum deles o merece»
(o editorial de Pedro Marques Pereira no Diário Económico de hoje)

publicado em
24 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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ACT Um gratuito… de referência?

É a vingança de Paulo Fernandes!
A Cofina não tem um diário de referência? Vai daí quer lançar um. Mas gratuito.
«Segundo avança o Jornal de Negócios online, o objectivo da empresa liderada por Paulo Fernandes é combater o Público e o Diário de Notícias»
A dúvida é como é que 15 jornalistas conseguem fazer um jornal concorrente do Público e do Diário de Notícias? Com 30 teria dúvidas, com 15…
A não ser que seja um jornal para ler em meia hora.
Fico curioso, à espera.

ACT a 28/05/07: Sérgio Coimbra, em entrevista ao Jornal de Negócios de hoje, esclarece algumas coisas:
- não é - nem podia ser - concorrente do DN ou do Público, mas apenas um «projecto complementar (…). O leitor que está habituado a ler o Público ou o DN pode, depois, seleccionar a informação a informação que lhe interessa nesses jornais e lê-la ao fim do dia em sua casa, quando tiver tempo para isso»;
- será um jornal de notícias concisas (e não de análise), tendo por base «notícias de agência» e fazendo «o possível para dar algo de nosso à informação».
- de referência porquê? «vai ter mais notícias de política, economia e internacional, os eixos essenciais de um jornal de referência. Os nosso conteúdos não se central em áreas como a sociedade ou o desporto, como acontece com o ‘Metro’ ou o ‘Destak’».
- Na opinião terão Maria Filomena Mónica, Manuel Falcão e Luciano Amaral.
Ou seja: o director do «Meia Hora» baixa as expectativas criadas com as primeiras notícias. E faz bem.

publicado em
23 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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ACTx2 Um sindicato com demasiada ideologia

Qualquer um é livre (espero…) de aderir, mas parece-me que a colagem do Sindicato dos Jornalistas à greve geral anunciada pela CGTP é um erro. Pelos precendentes que pode abrir e, sobretudo, pelo significado.

Teria feito mais sentido - e parece-me que sou insuspeito na matéria - que o Sindicato tivesse sido tão ou mais diligente na questão do fim da Caixa dos Jornalistas. Aí percebia-se e mesmo os que não concordassem aceitariam a coerência.

Neste contexto será caso para dizer que assim se vê a força do sêjê…

PS - eis, também, uma razão para haver sangue novo no Sindicato

ACT a 24/05/07: não sei se é relevante, mas aderi à greve GERAL de 2002
ACT a 25/05/07: este texto abriu uma caixa de pandora de comentários bastante contundentes, como já não se via, neste blogue, há muito (e um foi mesmo recusado). Anónimos, infelizmente. Será a questão ideológica?

publicado em
21 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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O todo, a parte e a gafe de Sócrates

No noticiário das 22 horas de ontem na Renascença (o único noticiário nacional a essa hora, na rádio portuguesa), a notícia da concessão de nacionalidade portuguesa a 324 novos cidadãos foi confundida com a gafe cometida pelo primeiro-ministro («a sociedade portuguesa será mais pobre… perdão, mais solidária»).

Este erro é infelizmente comum: o acessório, por muito divertido que seja, toma conta do todo.

Não defendo, em alternativa, que uma gafe como esta seja ignorada (como acontece nos textos do Correio da Manhã ou do Público), mas é fundamental resistir e perceber a dimensão das coisas (ignorar o episódio, possivelmente «ampliado» pelas imagens, pode ser entendido como branqueamento); esteve bem, por exemplo, o DN que, além do texto principal, remeteu o episódio para uma pequena caixa a uma coluna em meia página; o JN preferiu fazer uma referência ao caso em três linhas do texto principal.

publicado em
18 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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9% ou 21% anos? Não há opções inocentes…

Já depois de se saber que o desemprego tinha atingido os valores mais elevados dos últimos 21 anos, a Lusa veio mostrar que, na verdade, é mais correcto falar nos últimos nove.

Muitos continuaram a falar em 21, ignorando este texto da Lusa (por exemplo, as televisões ontem à noite).

Nove ou 21 são coisas muito diferentes…

publicado em
17 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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Há um ano MMCarrilho pegava forgo ao circo com o seu livro

Um ano depois ficou alguma coisa?

publicado em
16 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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O Publico, os engenheiros e Belmiro…

«O Público errou: Na página 18 de ontem do suplemento de Economia é referido erradamente que Belmiro de Azevedo é engenheiro electrotécnico de formação. O actual chairman da Sonae é, sim, engenheiro químico» (do Público de sábado passado)

publicado em
15 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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Toto-ministro

Sou eu que estou a ver mal, ou esta espécie de toto-ministroSegundo o «Diário de Notícias», o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, o ministro da Justiça, Alberto Costa, e o porta-voz do PS, Vitalino Canas, são hipóteses para a sucessão a António Costa no Ministério da Administração Interna. O «Jornal de Notícias» acrescenta a esta lista o nome do ex-director da PJ, Rui Pereira, ao passo que o «Público» avança com os nomes dos eurodeputados Edite Estrela e Capoulas Santos para o lugar de António Costa») não é uma coisa muito jornalística?

PS - assim como no jornalismo futebolístico há a aposta quanto ao onze inicial, assumia-se e faziam-se apostas para…

publicado em
14 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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Do direito de resposta e o respeito pelos leitores

O que terão pensado os leitores do Expresso quando leram, da edição de sábado, coisas como estas, retiradas de uma carta do ministro da Agricultura, enviada como direito de resposta: «O Expresso, apesar de conhecer todos os documentos relativos a esta questão, omitiu uma cópia de um correio electrónico…», «O Expresso volta a omitir, apesar de lhes ter mostrado outros documentos com datas anteriores…», «O Expresso afirma que os serviços da Coudelaria de Alter estão encerrados aos feriados e segundas-feiras, mas deliberadamente omite a informação…» ou «Deliberadamente o Expresso omite a informação…»?

A carta do ministro ataca a credibilidade da jornalista do Expresso, mas o jornal não se defende. Publica-a e nada mais (com chamada à primeira página). Das duas uma: ou, como quem cala consente, o Expresso aceita o erro ou está apenas a interpretar o que diz a lei de imprensa («No mesmo número em que for publicada a resposta ou a rectificação só é permitido à direcção do periódico fazer inserir uma breve anotação à mesma, da sua autoria, com o estrito fim de apontar qualquer inexactidão ou erro de facto contidos na resposta ou na rectificação», artº 26, ponto 6)? Em qualquer dos casos, o respeito pelos seus leitores exigia mais: se o Expresso errou, deveria assumi-lo; se é o ministro que não está a ser verdadeiro, os leitores deveriam sabê-lo. Na mesma semana e edição.

publicado em
13 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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Felicia Cabrita

O caso não se passou comigo, mas contaram-me que a declaração de Felícia Cabrita sobre a alegada tramóia que Pinto da Costa estaria a preparar, e que resultaria numa bomba, não passou na TSF porque o jornalista que a recebeu para editar não deu (reconheceu?) credibilidade à jornalista.

Ao contar o caso pretendo deixar algumas notas sobre a imagem pública de uma das mais talentosas jornalistas contemporâneas. Mas também de uma das mais desgastadas. Por inveja? Talvez. Mas também por culpa própria, estou convencido.

Esta colagem recente a Pinto da Costa é desde logo, parece-me, anti-jornalística, porque pressupõe adesão à versão oficial; a publicação do livro confirma-o. A declaração de quinta-feira será mais um exemplo: não sei se Pinto da Costa ligou ou não para a editora (porque não para a autora?) e se disse o que foi transmitido, mas Felícia Cabrita devia ter-se protegido. Assim ficou a ideia de que apenas tentou justificar a ausência do protagonista principal da apresentação…

PS - e cada dia que passa é mais um dia a descredibilizar («Ainda está para ser revelada a tramóia que, segundo Felícia Cabrita, ocupou Pinto da Costa na passada quinta-feira. A bronca ainda não estalou e ontem o presidente esteve no Olival…»)

publicado em
10 de Maio de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

Por causas (e caminhos ínvios…)

Agora que o Rádio Clube se anuncia como uma rádio de causas aproveito para dizer duas coisas sobre o assunto:
- ao assumirem determinadas causas os meios de comunicação social podem perder a independência (a isenção) e o sentido crítico relativamente ao que os rodeia (aderir é uma palavra anti-jornalística);
- os cidadãos, que são jornalistas, podem ter causas; os jornalistas - desculpem-me a aparente demagogia - só a causa do jornalismo (e, se levada a sério, já não é pouco…);

PS - Timor foi uma causa da comunicação social portuguesa, a começar pela rádio onde trabalho; mas está hoje provado que essa causa não nos deixou ver Timor em toda a sua dimensão…