Textos do mês Junho 2007 ↓

publicado em
28 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

E quem define o que é o «interesse nacional»?

«Sem abdicar do “interesse jornalístico”, os seus profissionais [jornalistas] também deveriam cuidar do interesse nacional. Esta ideia merece – da parte da grande maioria da classe – rápida reprovação, apenas porque partem do pressuposto errado que isso os obriga a mentir ou omitir. Nada disso, obrigá-los-ia, apenas, a ser mais rigorosos, não confundindo intriga com notícia, nem promovendo a factos, fait divers de relevância duvidosa e muitas vezes “soprados” pelas piores razões. Curiosamente, alguns dos que mais vivamente contestam esta necessidade de incorporar algum “sentido de Estado” à prática jornalística, são os mesmos que, durante anos, ignoraram – e eu não os critico, porque também o fiz – algumas das regras mais básicas da profissão. Lembram-se de Timor? Foram anos em que se praticou um “jornalismo de causa”, informando sem confirmar, noticiando de forma parcial. Quantos se questionaram então sobre a forma e o modo como noticiaram determinadas factos? Demasiado poucos. Agora não se pede tanto, apenas algum bom senso. Não entendo, por isso tantas reservas.» (Gabriel, João, Confidencial, PrimeBooks, 2007)

publicado em
27 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

Denunciar ou não a fonte, quando ela é maldosa

Perante um caso como este («Já “a fonte” não goza de qualquer desculpa. Ao revelar o pedido de demissão do piloto-chefe da Air Macau (que em Macau é uma figura com mais notoriedade pública, do que acontece aos pilotos-chefes de empresas aéreas de grandes países) revelou estar dentro “do meio”. (…) Sabendo tudo isto, o levantar destas questões sem fundamento teve intenção obviamente desonesta, visando denegrir o prestígio pessoal e profissional: em primeiro lugar de Rodrigo Passos, principal visado; também da Air Macau, de que o comandante é piloto-chefe e finalmente do Jornal Tribuna de Macau e do jornalista que contactou»), o que fazer?
- identificar a fonte?
- assumir o erro, explicar o que se passou, mas não a identificar?

Há prós e contras para cada uma das opções, mas eu teria ido pela primeira. Porque se a fonte é assim desonesta, como foi dito, é um favor extingui-la.

PS - mais sobre o caso em causa: aqui e aqui

publicado em
25 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

ACT A Ordem vai ter de esperar…

Não é a primeira vez, e hoje voltei a receber outro e-mail, que me falam na questão da Ordem dos Jornalistas, desafiando-me, até, a dar alguns passos nesse sentido.

Tenho respondido, e voltei a dizê-lo à Sónia, que não há - ainda - condições para se pensar na criação de uma Ordem dos Jornalistas em Portugal (com este ou com outro nome), que, no entanto, considero irreversível. E não há condições porque há pelo menos uma geração de jornalistas portugueses - alguns deles grandes referências para todos nós - que se opõe visceralmente (ideologicamente?) à Ordem. Qualquer discussão, a lançar agora, será suicida e fratricida. Sem necessidade.

Mas, ao mesmo tempo, acredito que a Ordem será uma realidade: porque é preciso um instituto que faça a auto-regulação de todos os jornalistas e não apenas dos que, voluntariamente, se inscrevem no Sindicato (ou seja, não é uma crítica directa ao Sindicato, mas de funcionamento legal e institucional). Sindicato e Ordem são compatíveis.

ACT a 30/06/07: «Nós não defendemos a impunidade dos jornalistas perante violações deontológicas, mas entendemos que devem ser sancionados num quadro de auto-regulação e estamos dispostos a dar os primeiros passos nesse sentido”. Também no documento os subscritores afirmam que “deverão ser os jornalistas a auto-regular-se em matérias de ética e deontologia e no controlo do acesso e do exercício da profissão (competência que passa agora para a Comissão Profissional da Carteira de Jornalistas).Questionado sobre se esta auto- regulação pressupõe a criação de uma Ordem, Mário Bettencourt Resendes não quis comentar, mas um dos jornalistas fundadores do grupo admitiu ao DN que essa pode vir a ser uma das medidas propostas. Este movimento poderá mesmo significar o embrião de uma eventual futura Ordem dos Jornalistas (ideia que foi no passado rejeitada pela classe)»

publicado em
22 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

[É um assunto que, por princípio, se enquadra no âmbito de preocupações deste blogue; além disso, mesmo que me tivesse passado despercebido, alguns leitores já mo lembraram, sugerindo-o em comentários que foram entretanto «moderados». Por razões muito pessoais não me sinto à vontade para o comentar e esta nota serve para lhes dar conta disso mesmo; os leitores poderão fazê-lo]

publicado em
21 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

São coisas que se dizem…

«No panorama nacional das rádios, os Radialistas e os Técnicos Multimédia desempenham um papel tão ou mais importante do que os jornalistas e, no entanto, não existe para eles um Estatuto Profissional nem um Código Deontológico

Apenas um, entre muitos outros comentários possíveis: o que é um radialista?

publicado em
20 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

O P1 e o P2 e a informação cultural

Da recente revitalização do Público aquilo que me parece menos conseguido é a arrumação de alguns temas pelos dois cadernos e a completa menorização da informação cultural.
O P2, é hoje claro, é um produto à parte, feito com opinião, três ou quatro faitdivers (quase sempre bastante interessantes), cultura e cartaz/televisão. Não tem notícias - excepto a questão da cultura, agora claramente menorizada (quase ao nível do Correio da Manhã, por exemplo).
O P1 tem opinião e todas as notícias. Excepto as da cultura.

Pode ser que o leitor comum não valorize as coisas desta forma. E pode ser que eu seja um leitor muito analógico, mas custa-me fazer a habituação. Ao nível da arrumação das secções, por exemplo, gostava mais da maneira clássica. Naquele «Portugal» cabe tudo ou quase. É demasiado.

publicado em
19 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

O Google é inimigo do jornalismo?

«(…) Não consigo deixar de imaginar um futuro desprovido de jornalistas competentes, no qual o motor de busca Google Actualidades não fornecerá informações, mas sim os últimos delírios de bloguistas isolados e informações manipuladas pelo governo e dos serviços de comunicação, habilmente disfarçados de jornalismo por publicitários que só querem vender, vender, vender». Neil Henry, no San Francisco Chronicle (Courrier Internacional, 15/06/07)

publicado em
18 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

ACT Os jornalistas e os blogues (e não só…)

Não há muitos casos de directores de jornais portugueses com ligação regular à blogosfera - e de alguma forma a presença de directores na blogosfera pode «legitimar» a presença de outros jornalistas, com menos responsabilidades.
Foi por isso com agrado que descobri o blogue onde David Pontes escreve. O director-adjunto do JN fala do Porto em Portoponto.

PS - curiosamente, cheguei lá por via de um texto, cáustico, na página (no blogue do presidente?) da Câmara Municipal do Porto. Já que faço a ligação, não quero fugir à questão da eventual incompatibilidade, mesmo sabendo que o assunto é polémico: os direitos de cidadania não podem ser diminuídos pelas exigências do exercício jornalístico (excepto no determinado legal), mas eu, no lugar do David Pontes, não teria ido à manifestação (mesmo tratando-se de uma convicção forte da sua parte). Sobretudo no contexto actual de relacionamento com o poder autárquico portuense, o que parece também é. E, daqui para a frente, as posições de DP no jornal serão sempre associadas à sua presença na manifestação. Justa ou injustamente. Dir-se-á que a presença do director adjunto do JN foi um exemplo de honestidade e transparência. Mas foi também uma forma de arrastar o jornal.

ACT a 20/06/07: do editorial de Manuel Carvalho no Publico de hoje: «É deplorável encontrar na página oficial de uma autarquia a tentativa de assassinato de carácter de um cidadão pelo recurso a uma prosa duvidosa (até as ligações familiares são objecto de associação) e a exibição de imagens obtida de forma ilegítima como testemunho»

publicado em
15 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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O novo provedor do DN

José Carlos Abrantes despediu-se esta semana da função de provedor dos leitores do DN e João Marcelino não perdeu tempo: anuncia hoje Mário Bettencourt Resendes como novo provedor. O DN, em fase de transição, não podia ficar sem provedor e Marcelino percebeu que era importante afirmar a questão. Bettencourt, como lembra o DN de hoje, tem uma dupla responsabilidade: foi ele, enquanto director do DN, que convidou Mário Mesquita para primeiro provedor dos leitores do DN.

PS - José Carlos Abrantes acentuou nestes três anos um estilo diferente como provedor, menos (comb)ativo e mais reflexivo. Basta comparar com Rui Araújo, o outro provedor em funções. Eu gosto mais do estilo de Rui Araújo (ou de Joaquim Furtado, ou de Manuel Pinto, ou de Estrela Serrano). Mas são gostos…

publicado em
13 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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Jornais diários que fecham antes das 8 da noite?

A notícia da acusãção a Pinto da Costa está hoje na prmeira página de todos os jornais diários, generalistas ou desportivos. As excepções: o 24Horas e os gratuitos. No Destak e no Diário Desportivo, as primeiras páginas nada dizem. Na edição impressa do Destak nem a notícia, enquanto no DDesportivo a notícia aparece na página dois.

A explicação será a hora de fecho destes jornais? Antes das oito da noite (uma vez que a TVI deu a notícia no seu Jornal Nacional)?

PS - Se em jornais como o Record ou o Correio da Manhã, a notícia ocupa toda a primeira página, noutros jornais como o DN, Público, 24H, JN, A Bola ou O Jogo há uma chamada na capa(em A Bola a chamada tem destaque). No 24 Horas, talvez porque a capa é muito temática (só com dois temas), a notícia aparece no interior.

publicado em
12 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

ACT Porque não apoio a lista candidata ao Sindicato

De amanhã a oito dias há eleições no Sindicato dos Jornalistas.
Para surpresa minha, Alfredo Maia recandidata-se e com ele a globalidade da equipa anterior. Por aquilo que se lê no sítio do Sindicato, é lista única.
E digo que é com surpresa, porque penso que fazia sentido alguma renovação*.
Nestes mandatos de Alfredo Maia acentuou-se o divórcio entre sindicato e novos jornalistas (empiricamente, parece-me que há cada vez menos sindicalizados), fragilizou-se a imagem de independência do Sindicato (de que a «adesão» a esta última greve foi um sinal) e parece-me que temos um Sindicato menos preparado para as novas realidades do jornalismo (provocadas genericamente pela digitalização).

Não há, como penso que ele sabe, qualquer apreciação pessoal, nas minhas palavras, ao presidente da Direcção do Sindicato, mas penso que, também aqui, a limitação do número de mandatos, a dois, seria desejável.

* dos 31 nomes propostos para Assembleia Geral e Direcção (efectivos e suplentes), jornalistas abaixo do nº 1000: 9; jornalistas acima do nº 5000: 1 (não é acima do nº 9000)

PS - Com Maia recandidata-se a um dos lugares de Direcção uma jornalista do Avante. Imagino que não haja muito mais pessoas preocupadas com isto, mas volto ao assunto, tal como nas últimas eleições. Quem trabalha no Avante (ou no Povo Livre ou no Acção Socialista) não pode ser jornalista.

ACT a 13/06/07: Alfredo Maia corrige, contesta e comenta… nos comentários. E, sim, votarei, como sempre.

publicado em
10 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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Escrutinar, sem dúvida

Entendo que uma das funções mais importantes do jornalismo é o escrutínio dos poderes - de todos, sobretudos dos mais poderosos. Também entendo que esse escrutínio deve seguir regras leais e dentro da lei, só muito excepcionalmente com recurso a disfarces.

Vem isto a propósito de um dos mais inesperados textos que li em Ferreira Fernandes. Chama-se «O mistério de tanto escrutinar» e basicamente resume-se a isto: «Alguns jornalistas armaram-se tanto em polícias que as palavras comuns para designar a acção destes - vigiar, fiscalizar - não chegavam. Criou-se outra: escrutinar».
Diz este veterano jornalista que «Para mim escrutinar era só contar votos»; pois para mim, que sou um pouquinho mais novo, escrutinar os poderes sempre foi um objectivo nobre do jornalismo.

PS - da mesma forma, também acho que o jornalismo deve ser escrutinado. Se a profissão não se auto-regula, encontrando formas de o fazer, resta quem o faça por nós (ainda que provavelmente menos bem…).

publicado em
6 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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"Kuwait" - Portugal ontem na rádio

O jogo da selecção ontem no Kuwait foi acompanhado de diferentes maneiras nas quatro rádios que fazem relatos:

- A Antena fez o relato com um relatador no local (Fernando Eurico), ainda que com linha telefónica, a fazer recordar outros tempos (felizmente distantes);
- A TSF e o RCP fizeram no estúdio, sendo que o RCP replicou o modelo dos seus relatos: relatador (Fernando Correia e Artur Teixeira na «reportagem»; mas neste caso a reportagem era pela televisão!!!);
- A RR, que é a rádio com mais tradição na informação desportiva, não fez o relato e acompanhou o jogo nos noticiários;

Três opções diferentes, portanto. E cada uma delas justificavel com argumentos: a Antena 1 foi ao Kuwait e fez bem; RR, RCP e TSF não foram por razões financeiras e percebe-se que o impactos/interesse do jogo não justificariam o custo (já é mais dificil perceber a opção da RR);

O que é insólito - e mesmo injusto - é que os relatos da TSF e do RCP, feitos em estúdio, foram -parece-me - mais agradáveis de ouvir do que o da Antena 1, por razões de qualidade de som (já não estava habituado…); A propósito (e não é a primeira vez que o digo): TSF e RCP usam uma gravação de som ambiente para simular o som de estádio; devia ficar claro junto do ouvinte de que aquele som é outra coisa…

publicado em
5 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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«os jornalistas são maus juízes de si próprios»

«(…) julgo que os jornais e os órgãos de comunicação social teriam mais vantagem em recorrer a figuras externas, prestigiadas, para contratar os seus colaboradores regulares, pelos menos, nas crónicas. Primeiro, os jornalistas são especialistas da escrita de notícias. Segundo, os jornalistas são maus juízes de si próprios. Terceiro, os jornalistas, em Portugal, não são, em geral, especialistas dos assuntos. Em suma: considero mais saudável para um jornal de prestígio a contratação de especialistas externos em vez da solução mais barata de colocar a prata da casa como fazedora de opinião. A diversidade das opiniões aconselha a leques alargados de colaboradores e não ao recurso exaustivo a um colaborador ou a um jornalista com vocação mais versátil. Um jornal é um espelho de uma nação, das forças que a pensam e que a fazem agir», diz José Carlos Abrantes, no seu texto de hoje no DN.

publicado em
2 de Junho de 2007

por João Paulo Meneses


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ACT Quando o Expresso está contra… o Expresso!

Joaquim Fidalgo volta a um tema recorrente e volta bem: «Será aceitável que um jornalista se ‘transforme’ em accionista de um banco para, nessa qualidade (e já não na de jornalista) ter acesso a uma assembleia fechada à comunicação social e, depois de estar lá dentro, fazer trabalho jornalístico?… Por um lado, fica em causa o princípio de igualdade no acesso à informação: só quem queira, ou possa, comprar acções do banco é que consegue entrar na sala, ficando todos os outros jornalistas cá fora. Por outro lado, parece eticamente reprovável que um jornalista assuma uma outra identidade (sem que motivos graves de interesse público o justifiquem) e, a coberto dela, faça o que, enquanto jornalista, lhe seria negado».

O que Joaquim Fidalgo talvez desconheça ou não tenha presente é que existe um Código de Conduta do Expresso, publicado em 2003, em que esta situação está prevista… e condenada: «2) Os jornalistas não devem usar de artifícios ou subterfúgios para obter informações ou imagens».

Penso que faz sentido perguntar: exactamente quatro anos depois, esse Código de Conduta ainda está em vigor?

PS - sim, seria um caso para um parecer do Conselho Deontológico.

ACT a 04/07/07: Henrique Monteiro, director do Expresso, enviou estas duas «rectificações»:
«1) O Código de Conduta está em vigor
2) Não houve deslealdade. Se ler o artigo de Pedro Lima e o comentário de Nicolau Santos, saberá que informámos o bcp previamente. Defendemos que as AG devem ser abertas»

(o meu comentário: informar o bcp é correcto, mas não resolve - genericamente - a questão: o Expresso, para conseguir determinadas informações, colocou um jornalista num determinado local, que estava vedado aos jornalistas, desempenhando outra função, que não a de jornalista; uma coisa é o Expresso defender que as AG devem ser abertas, outra partir para a acção - fará o mesmo em todos os casos que possam ser semelhantes? Do meu ponto de vista continua a ser um caso de informação desleal, só justificável em casos de manifesto interesse público); Joaquim Fidalgo também volta ao assunto: «continuo a ter muitas dúvidas sobre o procedimento do Expresso (não em termos legais ou formais, mas em termos deontológicos) nesta matéria. São cinco, parece-me, os argumentos em debate»