Textos do mês Agosto 2007 ↓

publicado em
29 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

Um ano depois; do SOL, a sombra?

Algumas notícias e informações mais ou menos pessoais dizem que o SOL está a viver a sua primeira crise, desde o nascimento. Não sei sobre a publicidade, mas as vendas em banca não estarão a ser o esperado.
A poucos dias de assinalar um ano, as contas não são o previsto por José António Saraiva (e não vale a pena falar sobre essas previsões ao fim de um ano).
Nas últimas semanas deixei de ler o jornal regularmente, mas penso ter informação suficiente para uma espécie de diagnóstico:
- o SOL marcou a agenda, como jornal de notícias, mas nem sempre as vende bem (lembro-me de, nos primeiros números, ter o mapa do encerramento das urgências e centros de saíde, que tanta polémica haveria de provocar, e não aparecer na primeira página); a última página também serve para isso e é muitas vezes desaproveitada;
- a mistura de notícias com outro tipo de informação (mais tabloide) não me agrada; basicamente, o interesse pelo jornal acaba até às centrais (sendo que a economia, com poucos meios, também tem nota positiva e os desenhos de Cid são inevitáveis); o desporto, o internacional ou a cultura, por regra, não valem nada (e que me desculpem os que lá trabalham);
- a opinião do SOL não marca e tem de mais;
- a Tabú é muito irregular;

O SOL tem futuro? Penso que sim, se se afirmar como um jornal de notícias, de investigação e de exclusivos; é pouco? É muito!
ALém disso, pode poupar na opinião, que não marca, e está só a consumir recursos (a começar pela opinião do próprio director na Tabu) e se transferir para a revista alguns dos temas que são tratados na segunda parte do jornal (o caderninho de fim de semana é útil e tem boa informação, embora pudesse estar dentro da revista).

PS - certamente é impressão minha, mas aquilo dos livros de história que pareciam brindes não correu muito bem, pois não?

publicado em
28 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

Ainda o jornal das nove na SIC Notícias

Por diversas razões não pude ver os jornais das oito da noite de ontem, mas tinha vontade - penso não ser o único - de ver as imagens de Nelson Évora no Mundial de Atletismo: seja do salto que lhe deu a vitória, seja do pódio e da bandeira. Às nove liguei para a Sic-Notícias e vi uma peça sobre a hipotética ligação da ETA a Portugal, às nove e três já estava no ar uma entrevista com Gualter Baptista, mais de uma semana depois do ataque ao milho transgénico (e depois de todos terem falado dele e com ele). Liguei a seguir para a RTPN. Vi algumas imagens e ouvi a promessa de, mais tarde, ver as restantes. AInda voltei à Sic-Notícias às nove e 27. Falava Gualter Baptista. Desisti. Tão cedo não volto a ver o das nove naquele canal.

publicado em
23 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

Plágio e o devido crédito (Público)…

«Na mesma edição em que revela ao mundo o escândalo de que o blogue de Luís Filipe Menezes é o paraíso do plágio, o Público dá à estampa um artigo sobre a vida sexual dos americanos, ilustrado por uma fotografia do filme Alguém Tem Que Ceder. Esquecendo-se, porém, de dizer isso mesmo (que aquela foto é daquele filme) e colocando-lhe por baixo a informativa legenda: A reacção química continua a dar-se, independentemente da idade. Hilariante. E deontológico
(Pequena Loja, 22/08/07)

publicado em
22 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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Isto é o pior do Correio da Manhã

é isto:
«Maddie gritou pelo pai» (manchete) e «Fenn ouviu os gritos de Maddie» (título da página 6); ou seja, em lado nenhum destes dois títulos se diz que a vizinha dos McCann ouviu os gritos na noite anterior! Parece-me que faria toda a diferença…

PS - A referência ao «detalhe» aparece pela primeira vez no lead: «A vizinha do McCann no apartamento do Ocean Club foi ouvida segunda-feira e confirmou ter ouvido Maddie a gritar pelo pai na véspera do seu desaparecimento». Já agora não esquecer o que escreveu Felícia Cabrita no sábado passado: «Fenn afirmou ao Sol que, na noite anterior ao desaparecimento de Maddie, esta chorou bastante tempo, chamando ‘daddy, daddy! (papá, papá!)»

publicado em
20 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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O segundo ano do Porto Canal

O Porto Canal está quase a completar um ano - o primeiro canal de televisão verdadeiramente local (regional?) distribuído pelo cabo, depois dos fracassos da NTV ou do CNL.
O mais curioso neste canal é que muito embora se apresente dirigido a um determinado público (e não a todo o que o pode sintonizar através do cabo) tem uma grelha de programação com princípios generalistas: construída por faixas horárias em função das previsões de disponibilidade e com programas para quase todos os públicos, seja na avaliação etária seja por classes sociais (programas sobre os bairros mais populares do Porto aparecerem antes ou depois de programas sobre a “socialite” local).
O único denominador comum à programação é o Porto (cidade, área metropolitana ou distrito), de resto parece-me uma manta de retalhos sem a necessária coerência (eu preferia um “produto” com uma coerência visível e destinado a um determinado segmento). A qualidade dos programas também é variável: há bons debates mas maus noticiários; há gente com jeito mas também gente que não devia pegar num microfone; há boas entrevistas mas ideias tristes…;

Adepto da regionalização, só posso aplaudir a existência do Porto Canal. E fazer votos para que, corrigidos os erros do primeiro ano, o canal possa melhorar. Ao nível das reportagens que apresenta nos blocos informativos, eliminando programas que não resultaram e sendo mais criterioso nas escolhas de quem lá trabalha (sobretudo dos que aparecem através de produtoras externas). E já agora uma página na internet, pelo menos com a grelha

publicado em
17 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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No Brasil, em Portugal ou em qualquer outro local

… este é, efectivamente, um vídeo soberbo (via Clube de Jornalistas).

publicado em
16 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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Quando a rádio desiste

Acredito que milhares de pessoas terão ficado em casa, ontem, de propósito para acompanhar a etapa decisiva da Volta a Portugal. As audiências mostrarão uma boa audiência na RTP, certamente.
Mas outros milhares não estavam em casa, seja por causa das férias seja por qualquer outra razão. Desses, muitos gostariam de acompanhar os desenvolvimentos de uma etapa sempre emocionante (um contra-relógio) e ainda por cima decisiva. Eu, que não estava em casa, teria gostado.
Mas a rádio não esteve verdadeiramente à altura. Do serviço muito mínimo da Renascença ao pequeno especial da ANtena 1, passando pelas chamadas ao repórter da TSF (dentro e fora dos noticiários), o que ouvi foi muita música (em quantidades variáveis).
Evidentemente que, sobretudo através da Antena 1, pude acompanhar os minutos decisivos (a TSF também lá estava), mas faltou uma (verdadeira) emissão especial para acompanhar aquele momento, que não se resumisse a pequenas intervenções ou aos tais minutos decisivos. A TSF e a Renascença, com apenas um repórter, claramente desaproveitaram a oportunidade noticiosa. Já a Antena 1 - embora muito limitada pela falta de reportagem, apesar dos dois repórteres! - mostrou por que é que é a única rádio com uma subida consolidada de audiências em Portugal.

PS - Dir-se-á que os ouvintes disponíveis para ouvir a emissão na rádio, face aos da televisão, não justificariam o investimento. Mas e os jogos de futebol às nove da noite, transmitidos pela televisão, ou as noites eleitorais, em que - aí sim - as audiências das rádios são marginais, comparadas com os investimentos realizados?

publicado em
14 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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Elitismos (ou preconceitos)

O noticiário da RTP2 às 22 horas e o da SIC Notícias às 21 são os mais elitistas da televisão portuguesa. No primeiro, uma notícia de futebol só quando o rei faz anos; o segundo não é muito diferente. Não será apenas um preconceito?

PS - o das 22 na RTP2 passou a ter 40 minutos (e, às vezes, mais uns pózinhos); é a compensação pela redução às 20h??

publicado em
9 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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E depois não digam que não são precisas sanções deontológicas…

É o Carlos Castro e depois? É jornalista e escreve todos os dias no 24 Horas. No dia 27/7/07 escreveu isto: «(…) Contaram-me que morreu o Rui Vasco Neto, verdade ou mentira?». E lá está a foto do antigo jornalista Rui Vasco Neto (RTP e TVI, nomeadamente).

Na edição de hoje Rui Vasco Neto escreve um direito de resposta dirigido a Carlos Castro: «Li a sua notícia da minha morte. Morri no ALgarve. Confesso que não me surpreendeu. Qualquer um via que a coisa estava para acontecer, mais dia menos dia. (…) Foi um choque é certo; pior era viver já morto e não dar por isso. (…) Daqui para a frente, se lhe for possível, escolha outro e permita-me o eterno descanso naquela paz de si que não consegui ter em vida. Em resumo: não me chateie mais, porra. Pode ser?».

Já Carlos Castro nada diz sobre o caso, na sua habitual coluna.

publicado em
8 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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27 opiniões

«Vampiros», entre o bom senso e a opinião

O jornalismo também é um exercício de bom senso, mas o argumento pode ser puramente jornalístico: ao dizeremos/escrevermos que os vampiros apareceram na volta a Portugal em bicicleta, como hoje aconteceu, não podemos ignorar que estamos a editorializar a palavra e a mensagem com uma carga muito negativa (quando, na verdade, se trata de técnicos que fazem recolha de sangue para combater o doping no ciclismo, o que só pode merecer aplauso).
No caso da rádio (ou da televisão) a situação é ainda mais grave, porque não há as aspas que os jornais usam e a palavra ganha uma força estranha (a Bola Branca de hoje, às 9h30); claro que vampiros é uma imagem, mas - permitam-me - uma imagem de muito mau gosto. Infelizmente disseminada pelas redacções (e com raras excepções).

publicado em
6 de Agosto de 2007

por João Paulo Meneses


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70 opiniões

Uma pergunta

A entrevista ao presidente da Unicer na abertura da transmissão de ontem da Carlsberg Cup (em Portimão) foi uma decisão puramente editorial?