Textos do mês Novembro 2007 ↓

publicado em
30 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

Jornalismo! Jornalismo! Jornalismo!

Eu não gostei de ver os 40 anos de Clara de Sousa no jornal das 20horas da SIC.

publicado em
29 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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54 opiniões

Um pequeno contributo para uma melhor ética no jornalismo

Esta mensagem é dirigida a todas as empresas e instituições que aproveitam o Natal para presentear jornalistas - e este é, tenho a certeza, um daqueles assuntos que, por regra, levam a corporação a assobiar para o ar (sobretudo nos jornais e secções de economia?).

«Presentes solidários», eis uma excelente ideia para acabar de vez com a ideia de «compra» de jornalistas, que está indiscutivelmente associada a coisas de valor que são oferecidas, sobretudo nesta altura.

publicado em
28 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Corrigir é bom, mas chega? (Expresso)

O Expresso on line teve esta tarde duas notícias aparentemente iguais mas com títulos diferentes e à mesma hora: 16h50.
Na primeira, das 16h50, escreve-se que «O ministro da Defesa recusou hoje a transformação da base aérea do Montijo numa base ‘low cost’, como sugere um estudo hoje divulgado sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa. Severiano Teixeira recordou as afirmações que tinha feito há 15 dias em entrevista ao Expresso. “A base aérea é dispositivo de forças e é fundamental para a Força Aérea e para o país e manter-se-á”, disse então.
Severiano Teixeira é o primeiro membro do Governo a assumir posição sobre o estudo realizado pela Universidade Católica, a pedido da Associação Comercial do Porto
»
Na segunda, das 16h50, e que está on line, lê-se que «O ministro da Defesa recusou-se hoje a fazer comentários sobre a transformação da base aérea do Montijo numa base ‘low cost’, como sugere um estudo hoje divulgado sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa.
O ministro recordou, todavia, as afirmações que tinha feito há 15 dias numa entrevista ao Expresso, quando perguntado sobre a possibilidade de transferência das infra-estruturas situadas em Alcochete. “A base aérea do Montijo é dispositivo de forças e é fundamental para a Força Aérea e para o país e manter-se-á”, disse então
».

O que se passou foi que o Expresso corrigiu a sua própria notícia, retirando a informação de que falou com o ministro e obteve dele alguma informação. E fez bem. Já tenho dúvidas - neste e noutros casos parecidos - se não deve ser dada alguma informação extra aos leitores, do género «O Público errou»; é que por muito que se corrija, há quem tenha lido a primeira informação e, no mínimo, fique confuso. Além disso as coisas têm consequências: a Sic Notícias abriu o seu jornal das seis a citar a primeira do Expresso, a das 16h50, portanto.

publicado em
27 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Uma boa ideia (os relatos da Antena 1 na internet)

«A Antena 1 emitiu ontem pela primeira vez um relato de futebol apenas através da internet. A estreia coube ao jogo Boavista - V. Guimarães, numa iniciativa que pretende dar resposta a ouvintes que procuram jogos muito específicos.”Este serviço já existe há vários anos em rádios públicas da Europa Central e do Norte”, começa por explicar Paulo Sérgio, responsável pela informação desportiva da RDP, em comunicado. “Entendemos que assim serão servidos alguns nichos de mercado que não justificam um relato no canal convencional”, conclui

publicado em
26 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Os 10 anos do Jornal de Negócios

Quando o Jornal de Negócios surgiu ouviram-se muitas vozes fazer previsões negativas, não só sobre a sua viabilidade mas sobretudo porque isso - e é o que me importa - significaria uma diminuição de qualidade na informação económica (a concorrência, cada vez mais apertada, a isso obrigaria).
Dez anos depois isso não só não aconteceu como o próprio Diário Económico é, hoje, um jornal melhor do que antes.
Nos 10 anos do Jornal de Negócios - de quem sou leitor regular - parece-me correcto dizer que valeu bem a pena.

publicado em
23 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Scolari e os jornalistas que perguntam

Para quem, como eu, tantas vezes criticou o jornalismo patriótico, por exemplo relativamente à selecção de futebol, não posso deixar de elogiar os jornalistas que, quarta à noite, se limitaram a fazer o seu trabalho - perguntar (elogiar por se limitarem a fazer o seu trabalho?! Infelizmente sim…)

publicado em
21 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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… e foi muito bem escolhido (JVieira, provedor do Público)

«Joaquim Vieira foi o nome escolhido para ocupar o lugar de provedor do leitor do Público»

publicado em
19 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Direito de resposta - um elogio ao SOL

Há duas semanas o Sol publicou na primeira página um relatório do Tribunal de Contas que arrasava a empresa Estradas de Portugal;
Na semana seguinte o ministro Mário Lino desmentiu os números, publicando um direito de resposta a contestar a notícia;
Esta semana o Tribunal de Contas publicou o mesmo relatório que o Sol já divulgara e o ministro sai mal da história.
O Sol merece um elogio (não apenas porque continua a dar em primeira-mão mas) porque publicou o direito de resposta - quando, de acordo com algumas opiniões, não o deveria fazer - e esta semana «desfaz» o ministro, através de uma nota editorial na primeira página («Porquê, Mário Lino?»).
É também este o meu entendimento sobre os direitos de resposta: para evitar leituras qualitativas, que podem ser perigosas, devem por regra ser publicados; mas o órgão de comunicação social não deve, na primeira oportunidade, deixar de mostrar aos leitores que está certo (ou então assumir o eventual erro).

PS - O Tribunal de Contas também não parece sair muito bem deste caso…

publicado em
16 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Muito mais do que corporativismo (Goucha no jornalismo)

De uma forma muito básica e corporativista, os não jornalistas não deviam fazer jornalismo (como os não médicos ou não advogados não deviam fazer medicina ou advocacia); para alguma coisa serve a luxuosa carteira profissional.
Vendo as coisas para além da questão legal, e não pondo em causa a competência técnica de Manuel Luís Goucha para fazer reportagens (tentando, aliás, ver para além do caso em concreto), incomoda-me que o jornalismo seja confundido com espectáculo, que os direitos dos entrevistados não estejam protegidos (aplica-se-lhes o direito de resposta, por exemplo?) ou que não haja ’submissão’ a uma deontologia profissional (como acontece com a protecção das fontes).

[A ERC diz qualquer coisa?]

publicado em
15 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Alô ERC?

Não tenho a certeza se este blogue apresenta «conteúdos sujeitos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente», mas suspeito que talvez sim, que se calhar passo a estar sujeito à atenção da ERC (aqui, já se sabe, o direito de resposta é uma religião…).
A decisão da ERC é inédita e, obviamente, polémica - pela ambição que demonstra. As minhas dúvidas, à primeira vista, são estas duas:
- o que são conteúdos sujeitos a tratamento editorial?
- E quando a página/blogue é anónimo?

PS - relativamente à questão da CMPorto sempre me pareceu - e continua a parecer - que uma coisa é a informação institucional do municipio, outra, as opiniões do presidente, que deviam estar alojadas em espaço próprio e «independente» da página institucional. A mistura é desprestigiante e perigosa; tanto quanto me apercebi, o parecer da ERC não considera a questão relevante;

publicado em
14 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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A liberdade de expressão e o despedimento de José Rodrigues dos Santos

Acredito que (o Conselho de Administração d)a RTP tenha aberto um processo disciplinar a José Rodrigues dos Santos com o objectivo de o despedir - a alternativa, que passaria por ‘assustar’, não interessa a nenhuma das partes: deixar fragilizada uma das figuras principais do canal*.

A confirmar-se o despedimento, como várias notícias dão hoje conta, estamos perante um atentado à liberdade de expressão - e isso é obviamente grave. Claro que a administração da RTP vai argumentar com a hipotética falta de lealdade, mas o jornalista repetiu, no Público, aquilo que disse na extinta AACS e que é público. E que foi público - obrigado Hélder. A partir desse momento nem faria sentido não responder à pergunta do Público. Fora isso, JRS foi muito contido, parece-me. Sobre horários nada sei, mas também é óbvio que, sendo hipoteticamente verdade, há muito que é assim e nada, antes, foi feito.

* A nota de culpa enviada a JRS diz certamente qualquer coisa como «com vista ao seu despedimento, apresentamos-lhe a seguinte nota de culpa», uma expressão que é “chapa cinco” em todo e qualquer processo disciplinar. “Artigo 411º do Código do Trabalho: ‘Nota de culpa - 1 — Nos casos em que se verifique algum comportamento susceptível de integrar o conceito de justa causa enunciado no nº 1 do artigo 396º, o empregador comunica, por escrito, ao trabalhador que tenha incorrido nas respectivas infracções a sua intenção de proceder ao despedimento, juntando nota de culpa com a descrição circunstanciada dos factos que lhe são imputados“. Ainda assim, repito, não quero acreditar que o Conselho de Administração da RTP tenha avançado com o processo apenas para ‘assustar’…

publicado em
12 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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ACT Quem manipula quem (JMF explica)

As informações privadas que o presidente da CIP diz ter e a «publicação programada» para três dias seguidos e em três jornais diferentes de notícias «dando conta de alegados erros» no capítulo das acessibilidades do estudo da CIP são, sem tirar nem pôr, o editorial de José Manuel Fernandes no Público de hoje.
Aliás, JMF diz muito mais do que Vanzeller (basta ouvir os sons do presidente da CIP). Mas o editorial passou despercebido e foi preciso a dramatização feita por Vanzeller - que é uma forma de manipulação - para que o assunto não caísse no esquecimento.
JMF conta, com detalhe (e coragem), que A RAVE , que reporta a Mário Lino, decidira divulgar a avaliação ao estudo da CIP em três fases: a primeira notícia, no Expresso, e duas no domingo, no próprio Público e no Correio da Manhã. «Tratou sim [a Rave] de gerar uma sucessão de notícias, difíceis de escrutinar, cirurgicamente dirigidas, numa acção que os políticos costumam definir por spin, eufemismo de manipulação», diz JMF.

Se a substância é a mesma (ou mesmo menor), apenas muda o protagonista que a enuncia; será uma questão de credibilidade (institucional) do protagonista ou de distracção das redacções?

ACT a 13/11: Um comentário a este texto, independentemente do tom usado a que o anonimato não será alheio, suscita uma questão que merecia ser desenvolvida. Diz o leitor que «O que JMF faz é uma canalhice, uma falha deontológica grave. Eu, por exemplo, que sou fonte, ao Público é que nunca dou nem mais uma. A denúncia das fontes ou a revelação do mecanismo da notícia devem ser guardadas para casos-limite».
JMF já respondeu: «Um esclarecimento não anónimo: não há nenhuma fonte denunciada, pois todas as fontes dos vários artigos (Público, Expresso e Correio da Manhã) estão bem identificadas. E os macanismos do embargo são, por regra, transparentes. Pelo menos deviam ser.O que seria uma falha grave, apesar de corrente, seria combinar com a fonte o destaque a dar a uma notícia (…) Já perdemos muitas por não aceitarmos “negócios” desse tipo»

publicado em
9 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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JN sem provedor; o fim

O JN está há quase dois anos sem provedor.
Foi a 29 de Janeiro de 2006 que Manuel Pinto se despediu da função, depois de dois anos de acompanhamento.
O JN não o substituiu.
E se não o fez em dois anos é porque já não o fará (o estatuto pode ler-se aqui)- deduzo.

Não surpreende que lamente, aqui, esse facto. O JN teve dois excelentes provedores, Fernando Martins e Manuel Pinto (não por coincidência, ambos antigos jornalistas do jornal), herança que fica deserta.

publicado em
8 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Quando credibilidade era sinónimo de jornalismo

Antigamente dizia-se que a credibilidade era o maior património que um jornalista podia ter.

Talvez já não seja assim, tal a facilidade com que alguns jornalistas insistem em transmitir informações falsas, sem que isso tenha qualquer consequência.

Hoje no Record pode ler-se que «Pepe e Makukula ficam de fora»; como se sabe os dois jogadores foram convocados por Scolari.

PS - Estou zangado com o Record há mais de um ano; porquê?

publicado em
7 de Novembro de 2007

por João Paulo Meneses


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Hoje era dia de crónica de Joaquim Fidalgo no Público

Ao pegar no Público de hoje fui procurar a crónica de Joaquim Fidalgo; não estava lá. Fiquei surpreendido mas lembrei-me que na semana passada também não o tinha lido, por dificuldades pessoais. Fui ao jornal e encontrei aquela que é anunciada como a sua última crónica.

A direcção de um órgão de comunicação social tem todo o direito de escolher os cronistas que entender, contratando ou dispensando-os.

Os leitores têm o direito de manifestar-se, concordando ou discordando - e se forem muitos a discordar o jornal não deixará de ter isso em atenção.

Joaquim Fidalgo é um dos mais estimulantes cronistas da imprensa portuguesa.

E se pego hoje num assunto que, afinal, já tem uma semana é também porque me quero associar aos muitos que já lamentaram a saída.

PS - Porque não escrever apenas na internet, Joaquim?