publicado em
19 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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Textos


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Manuela Ferreira Leite, a RTP e Eduardo Cintra Torres

Sei que Eduardo Cintra Torres (ECT) desperta muita antipatia - e eu próprio já o critiquei algumas vezes.

Mas é forçoso reconhecer que aborda no Público temas que, de outra forma, não estariam na agenda mediática. O trabalho que fez no último sábado, comparando o número de grandes planos na entrevista de Manuela Ferreira Leite à RTP com as duas últimas entrevistas de outros candidatos ou dirigentes do PSD é muito interessante. E único.

Pacheco Pereira - no sábado anterior - já tinha falado disso («Face»), mas - eu que não vi a entrevista - levei o texto à conta de, como o próprio Pacheco diz, «propaganda eleitoral». Depois de ler, em ECT, que a entrevista a Ferreira Leite teve 16 grandes planos/rosto (zero em Rui Rio e zero em Santana Lopes) e 29 primeiros planos/cabeça (zero em Santana e dois em Rio) fiquei inquieto. ECT fala numa ‘devassa da distância social dos entrevistados’ e parafraseia Pacheco Pereira: o programa terá outros planos sem ser jornalísticos?

O provedor do telespectador não deveria perder esta oportunidade de mostrar se Pacheco e ECT estão a ver fantasmas onde eles não existem, como disse Judite de Sousa ao DN, no dia seguinte ao texto de Pacheco.

publicado em
19 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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Um dos principais problemas do DN actual…

… é a ligeireza (a falta de qualidade!) de alguns dos textos publicados na secção «Portugal». Não é a primeira vez que aqui falo nisso, mas também, admito, não será a última.

No sábado, na página 37, lia-se na notícia «Mulher despeitada sequestra e agride amigo» (repare-se como já está feita a investigação do alegado crime!, só falta a sentença) o seguinte excerto: «Em Nelas, onde reside a vítima, a versão é outra. ‘O individuo é divorciado e arranjou uma namorada. Como o mundo é pequeno, a namorada é ex-mulher de um engenheiro que está a viver com Rita, a mulher que o terá agredido e que também é cá da terra’, afirma Pedro Pereira, taxista. ‘Um dia disse à namorada que essa Rita, que se juntou com o ex-marido, era muito dada. A Rita quis vingar-se e estava a à espera dele quando saiu da fábrica (…)’». Ou seja o título é construído com base no depoimento do taxista.

Jornalismo?