Manuela Ferreira Leite, a RTP e Eduardo Cintra Torres
Sei que Eduardo Cintra Torres (ECT) desperta muita antipatia - e eu próprio já o critiquei algumas vezes.
Mas é forçoso reconhecer que aborda no Público temas que, de outra forma, não estariam na agenda mediática. O trabalho que fez no último sábado, comparando o número de grandes planos na entrevista de Manuela Ferreira Leite à RTP com as duas últimas entrevistas de outros candidatos ou dirigentes do PSD é muito interessante. E único.
Pacheco Pereira - no sábado anterior - já tinha falado disso («Face»), mas - eu que não vi a entrevista - levei o texto à conta de, como o próprio Pacheco diz, «propaganda eleitoral». Depois de ler, em ECT, que a entrevista a Ferreira Leite teve 16 grandes planos/rosto (zero em Rui Rio e zero em Santana Lopes) e 29 primeiros planos/cabeça (zero em Santana e dois em Rio) fiquei inquieto. ECT fala numa ‘devassa da distância social dos entrevistados’ e parafraseia Pacheco Pereira: o programa terá outros planos sem ser jornalísticos?
O provedor do telespectador não deveria perder esta oportunidade de mostrar se Pacheco e ECT estão a ver fantasmas onde eles não existem, como disse Judite de Sousa ao DN, no dia seguinte ao texto de Pacheco.