Textos do mês Maio 2008 ↓

publicado em
12 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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7 opiniões

A rádio não pode desistir! (mas às vezes parece que…)

O assunto do dia de sexta foi a decisão da justiça desportiva quanto ao ‘apito dourado’. O FC Porto marcou uma declaração para as 20 horas, com grande antecedência. 20 horas, de sexta, significa que ainda há milhares (centenas de?) carros nas estradas. Ora a rádio não pode desligar quando começam os ‘telejornais’. A TSF, principalmente, e a Antena 1 (um pouco menos) acompanharam - como seria normal - essa declaração de Pinto da Costa. A RR passou completamente ao lado. O Rádio Clube demorou, depois, ainda durante o noticiário das 20h, ‘picou’ uma das televisões, e rapidamente desligou.

Estou certo que os ouvintes da RR e do Rádio Clube não ficaram informados. Felizmente existe alternativa, mas há muito que me preocupa o facto de, por vezes, a rádio parecer que funciona com serviços mínimos. O caso do Rádio Clube é problemático, já quanto à Renascença, é impressionante o divórcio entre redacção e sector desportivo. 

publicado em
10 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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10 opiniões

Antigamente ainda se falava em estagiários; perdeu-se a vergonha…

«Revista regional online, precisa de colaboradores jornalistas.
 
Local: Minho e Grande Porto.
 
Condições: Não remunerado
 
Exige-se: Conhecimento em jornalismo regional
»

publicado em
9 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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5 opiniões

José Manuel Fernandes. Sempre?

A propósito da notícia da Lusa «Público procede a mudanças na direcção», devo dizer que me surpreende a continuidade de José Manuel Fernandes (JMF).

Nunca trabalhei com JMF e esta apreciação não tem nada de pessoal (COMO É ÓBVIO) nem sequer é jornalística.

Baseia-se antes na necessidade - imagino eu - de encontrar ânimo novo no Público e JMF, podendo ser o mais motivado da equipa, já não inspirará o mesmo sentimento na redacção. É sobretudo uma questão de excesso de tempo no lugar, associada - admito - à quebra que parece estrutural nas vendas.

Há dois anos previ a saída de JMF. Enganei-me. Dois anos depois, e sem que as alterações tenham resultados (o que não significa que ele seja directamente responsável por isso), faço o meu mea culpa mas suscito de novo a questão.

O Público anda triste e deprimido. Espero que a nova direcção seja uma direcção nova!  

publicado em
9 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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abra o debate

«A vida de assessor de imprensa é mesmo amargurante»

«(…) Ricardo Maia, que cuida das relações com a imprensa do Benfica, escreveu de manhã um comunicado a garantir que Rui Costa, neste momento, só joga futebol e não trata de negócios do clube, mas, à noite, passou pela vergonha de ser desmentido na TV com as imagens da operação Eriksson. Pobres diabos» (Pedro Tadeu, «Pobres diabos», 8/05/08; 24 Horas)

publicado em
7 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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abra o debate

«A política não é o meu forte tal como jornalismo não é o vosso»

assim inaugurou José Alberto Carvalho, director de informação da RTP, a sua intervenção no âmbito da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, que decorreu na Assembleia da República. O responsável afirmou ontem concordar com a monitorização da informação da RTP, mas não com “os sistemas de quotas que estipulam tempos de antena para cada um dos partidos” nos espaços noticiosos da estação. “Equilibrar os tempos não é e não pode ser um critério jornalístico”, asseverou

PS - Ao contrário, José Alberto Carvalho não tem razão quando explica os dois espaços de comentário, de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Vitorino, com este argumento: «a RTP é mais livre tendo estes programas do que não tendo nenhum». Por essa ordem de ideias, era mais livre tendo só Marcelo ou só Vitorino do que não tendo nenhum. A questão não deve, penso, ser posta assim, mas numa outra solução.

publicado em
6 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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3 opiniões

Duas ou três coisas sobre a Antena 3

José Nuno Martins, no relatório relativo a 2007, deixou ficar algumas considerações interessantes (por exemplo sobre a autonomia e identidade da rádio pública face à meia-irmã televisão) mas é sobre a Antena 3 que gostaria de partilhar duas ou três linhas.

Diz José Nuno Martins que «Tendo a média etária dos ouvintes da Antena 3 envelhecido praticamente na mesma medida em que cresceu a idade da estação, aqueles ouvintes que tinham 17/25 anos por altura da criação da 3 têm hoje 30/38 anos” (…).  ”A questão é se - quando foi criada e quando se contratualizou a sua formulação - o Estado entendeu que desenvolvia o projecto da Antena 3 para a propor a ouvintes de 38, 30 ou mesmo 25 anos, ou se o implantava para atingir gente muito mais nova”. (…) ”A rádio ‘jovem’ envelheceu, tornando-se afinal numa proposta alternativa à Antena 1″.

E tem razão na análise.

De acordo com o último Anuário de Media e Publicidade, da Marktest,  quase 50% dos ouvintes da A3 têm entre 25 e 34 anos e 10,5% têm entre 35 e 54 anos. Curioso, não? Ou seja, 60% têm entre 25 e 44 anos. Inquietante, não? A mesma percentagem, mas na Cidade FM, tem entre 15 e 24 anos. Elucidativo, não?

A Antena 3 não tem de ser a Cidade FM (que eu não ouço, mas ouço a Antena 3). Mas não faz sentido continuar a enterrar a cabeça na areia como se nada se passasse face aos desígnios fundamentais da Antena 3.

publicado em
2 de Maio de 2008

por João Paulo Meneses


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4 opiniões

Ir um pouco mais longe

A Lusa, com base numa informação do gabinete que coordena o Plano Tecnológico, anuncia que «Portugal tem a 7ª internet mais rápida e a 9ª mais barata numa lista de 30 países incluídos no relatório”Explaining International Broadband Leadership”».

Confirma-se através do relatório e sim, é verdade.

Mas são três os critérios e o terceiro, a penetração doméstica da banda larga, não aparece referenciado no texto da Lusa (Portugal está em 20º lugar).

Da mesma forma, não se diz que Portugal está, globalmente, em 18º lugar. Antes, no texto da Lusa, fala-se em «posição cimeira de Portugal no relatório da ITIF».

A Lusa limita-se a citar «o comunicado enviado à imprensa», mas podia - e devia - ter ido mais longe. Isso é jornalismo.