publicado em
24 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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Textos


uma opinião

Sobre o (velho e o ‘novo’) provedor dos ouvintes da RDP

José Nuno Martins despede-se este sábado da função de provedor dos ouvintes da RDP.

Não faço um balanço positivo do desempenho - e escrevi-o algumas vezes - embora admita as dificuldades de iniciar uma função a partir do zero. A sua saída ao fim de um ano é normal (e natural, porque ele próprio se tinha indisponibilizado), portanto.

Talvez o problema maior de José Nuno Martins tenha sido de perspectiva - de perceber quem representava (mais de como representava). Não basta dizer que é ‘dos ouvintes’. Por um lado é importante perceber que os ouvintes não têm sempre razão; por outro, é preciso ter em conta o seu interesse colectivo. Na imprensa temos tido quem consiga uma boa fusão destes pressupostos (e na RTP Paquete de Oliveira também terá desempenhado a função satisfatoriamente, por isso, também, continua).

Francisco José Oliveira poderia ter sido o seu substituto. Não foi. Apenas um comentário: Não vejo como é que «um nome “com uma ligação recente e duradoura” a uma agência de comunicação» não pode desempenhar a função de uma forma positiva (a menos que fosse conciliar as duas coisas). (nota: trabalhei com Francisco José Oliveira na Rádio Nova, entre Março de 1989 e Junho de 2001).

publicado em
24 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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abra o debate

Expresso e Pinto da Costa (conclusão)

de um leitor deste blogue:

«Caso da ‘notícia’ do Expresso sobre Pinto da Costa acabou em admoestação verbal aos jornalistas. Aqui.

Para que fique claro, nada tenho contra os jornalistas em causa. Interessa-me o generalizar do caso: como/a quem respondem os jornalistas pelos - naturais, mas não desejáveis, é certo - erros ? (sim, para além da resposta esbatida … “perante o público”)»

Uma nota minha: as três informações (a primeira e a segunda notícia e o comunicado da direcção do Expresso) não estão online. Desapareceram? Estou a ver mal? Eu não acho bem.

publicado em
23 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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4 opiniões

TVI e RTP combatem gato fedorento e põem Alberto…

… João Jardim na luta pela liderança do PSD.

A SIC já se queixou a Manuel Ferreira Leite e fala em concorrência desleal…

publicado em
23 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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uma opinião

Destak gratuíto; só admira ser tão tarde

«O jornal gratuito Destak lança hoje pela primeira vez uma edição vespertina, que vai ser distribuída nas cidades de Lisboa e Porto entre as 16h e as 19h30. O título tem tiragem de 90 mil exemplares e será distribuído em semáforos e redes de transportes públicos. Com um total de 16 páginas, o Destak versão vespertina vai apresentar conteúdos diferentes da edição matinal»

Sobretudo para as empresas que têm diários pagos, parece-me que fazer um gratuíto vespertino teria tido mais lógica.

publicado em
21 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

«Crianças que ninguém quer adoptar»

«Crianças que ninguém quer adoptar» é um dos títulos de primeira página do último Expresso. A ilustrar a chamada está a foto de uma criança, um bebé.

Se quisermos ver numa perspectiva legalista, como essa criança não está identificada, poder-se-á pensar que não há problema, nomeadamente ao nível de consequências futuras dessa criança.

Mas, como em muitas outras questões, a perspectiva deve ser sobretudo ética, mais até do que deontológica. É anti-ético usar a imagem de uma criança, de um bebé, para ilustrar um texto com esta conotação. Algum jornalista do Expresso aceitaria ceder a foto de um seu filho para isto?

Curiosamente, ou talvez não, no interior, em duas páginas, o Expresso não mostra a cara de nenhuma criança. A preocupação não chegou à primeira página, pelos vistos.

PS - tenho uma especial sensibilidade para estas questões da adopção; espero que isso seja sobretudo uma forma de me ajudar a ver melhor o problema.

publicado em
21 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

Dar mais importância aos ouvintes (respeitá-los)

A TSF passou hoje uma peça que divulga os próximos concertos de Nick Cave em Portugal e em que aparecem declarações do cantor, músico e compositor. Mas em que nada é dito sobre a origem dessas declarações.

Estou convencido que uma das coisas que os jornalistas terão mudar rapidamente é percepção da importância que devem dar aos seus ‘utilizadores’ (outra, por exemplo, é a banalização desta palavra, em detrimento do simples ouvinte, leitor ou telespectador…).

Actualmente, e ao longo de décadas foi assim, vigora a máxima: ‘eles comem o que lhes dermos’ (e nesse sentido o destinatário é subalternizado, desconsiderado, remetido a um papel absolutamente passivo). Com a net, nada ficará como dantes. Os consumidores percebem que têm mais direitos do que apenas ligar ou desligar, a interactividade será cada vez mais uma realidade, os jornalistas sentir-se-ão ‘obrigados’ a prestar contas - até ao limite dos próprios critérios.

Voltando à peça que suscitou este postal: se Cave tivesse falado à TSF seria natural que o trabalho o referisse; se fosse a outro órgão de comunicação social, ainda mais; mas aqueles sons em concreto apareceram de onde? 

Os ouvintes (os utilizadores, os consumidores) não são estúpidos. E se nós só existimos por causa deles, respeitá-los é dar-lhes (o máximo d) a informação que lhes pode ser útil para a compreensão total do nosso trabalho.

publicado em
18 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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abra o debate

A mim pareceu-me óbvio…

«Investidor do Boavista detido»

PS - Investidor? Não seria melhor pseudo-investidor? anunciado investidor? prometido investidor? Investidor é aquele que investe… Ou seja, é preciso «não acreditar em tudo o que nos dizem»

publicado em
18 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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2 opiniões

Menezes, Aguiar Branco, a Visão e o ex-embargo

A entrevista de Aguiar Branco à Visão levou à demissão de Luis Filipe Menezes (foi mais a gota de água, mas não se lhe pode nem deve retirar o mérito).

O original neste caso é que a entrevista, publicada ontem, foi conhecida um dia antes, às seis da tarde na Antena 1.

E original porque estas entrevistas, quando são antecipadas, têm embargo, por exemplo até à meia noite. Ou há um novo paradigma (por força da net, embora tanto quanto me apercebi ela não estivesse nessa altura online?) ou alguma coisa correu mal.

Uma coisa parece-me certa: a antecipação deu mais protagonismo à entrevista. E forçou o desfecho?

PS - é um pormenor, mas esta peça do DN poderia fazer uma referência, nem que fosse na última linha, à entrevista à Visão

publicado em
16 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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Mistérios sobre o boato (manifestamente exagerado…)

Este texto do Correio da Manhã é no mínimo curioso:

- o jornalista explica, entre outras coisas, o que se passou ontem com a informação falsa transmitida pelo Expresso (e revela por exemplo que o boato chegou a várias redacções mas que só o Expresso o ‘agarrou’);

- o jornalista descreve a informação como um boato mas garante/afirma que o Benfica nada teve a ver com a sua difusão. Ora um boato/rumor, por definição, não tem origem definida, por isso é que é um boato; além do mais - não duvidando que seja verdade - como é que se pode garantir uma coisa destas: «apesar de o Benfica nada ter tido a ver com a difusão do boato nem com a falsa informação que fizeram chegar ao CM»? 

publicado em
15 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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11 opiniões

ACTx2 Pinto da Costa n(o Hospital d)a Luz; a acompanhar

O Expresso online apresenta «em exclusivo» a seguinte notícia: «Pinto da Costa deu entrada hoje, cerca das 13 horas, no serviço de urgências do Hospital da Luz. Segundo apurou o Expresso, o presidente do FC Porto ter-se-à sentido mal e foi levado àquela unidade hospitalar, com suspeita de estar a sofrer um ataque cardíaco, tendo posteriormente saído do hospital. Contactada pelo Expresso, a administração do hospital não confirma a notícia.»

O FC Porto já desmentiu a notícia (mas nada diz na sua página, até este momento) e há pouco, depois das 16h, chegou às redacções um comunicado assinado pelo relações públicas Rui Terra dizendo o seguinte: «Informam-se todos os órgãos de comunicação que a noticia que dá conta de um principio de enfarte ao Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, é falsa e absolutamente infundada, o Sr. Pinto da Costa está bem, o casal dirige-se para Setúbal para o jogo de hoje á noite. Partiram do Porto por volta das 12H20 e acabaram de chegar a Setúbal eram 16H10, uma vez mais agradecemos a Vossa atenção e colaboração no que respeita a desmentir tão disparatada noticia. (sublinhados meus)».

Agora - uma hora depois - é o Expresso que parece que desmente: «Crente nas suas duas fontes o Expresso optou, então, por avançar com a notícia, embora ressalvando que a administração daquela unidade hospitalar não confirmava oficialmente o teor da mesma.». Sei que esta posição é recusada por muitos, mas das duas uma: ou as fontes não disseram exactamente assim, e o jornal ‘abusou’, ou disseram e enganaram o(s leitores do) Expresso. Não deveriam ser identificadas?

ACTualizo a 16/04: está visto que o Expresso foi enganado e meteu água. A questão, se me permitem, é esta: as coisas ficam assim? os leitores são estúpidos? Passaram 24 horas sobre a primeira notícia e não há uma explicação ou um pedido de desculpas.

Volto a actualizar com o comunicado da Direcção do Expresso: «(…) temos hoje de reconhecer que a informação da entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa no Hospital da Luz não tem qualquer sustentação, pelo que jamais devia ter sido publicada. (… tanto quanto é possível saber, no processo de confirmação da notícia não foram cumpridas normas exigíveis pelo Código Deontológico dos Jornalistas e pelo Código de Conduta dos Jornalistas do Expresso. (…) Deliberou ainda, ouvido e com a plena concordância do Conselho de Redacção, eleito pelos jornalistas, publicar este comunicado no seu site e na edição semanal e dele dar conhecimento directo aos envolvidos.»

publicado em
15 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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12 opiniões

Se eu fosse Fernanda Câncio!

Sobre o que tem afirmado o PSD relativamente ao programa que Fernanda Câncio poderá apresentar na RTP digo e repito: são argumentos disparatados, precipitados e exagerados: basicamente porque estamos mal quando um partido político, com as responsabilidades do PSD, entra por estes domínios, da insinuação e dos casos privados)

Outra coisa diferente - e, admito, polémica - é se a Fernanda Câncio deverá ou não fazer este programa na RTP, tomando como válidas as informações sobre o relacionamento com o primeiro-ministro - porque se não forem válidas então não há nada a dizer.

Um caso como este não se resolve pela lei ou mesmo através do código deontológico. Não há nada, aqui, que impeça esta jornalista de fazer o referido programa (os seus direitos, neste caso, profissionais não podem ser diminuidos). Um caso como este remete-nos, antes, para a consciência individual, para a percepção das hipotéticas incompatibilidades que a jornalista eventualmente descubra/sinta.

Por isso não há nem pode haver uma resposta clara (objectiva) ou colectiva para este problema.

Só respostas individuais.

A minha, no papel de Fernanda Câncio [!!] era de recusa, enquanto houvesse um relacionamento com aquele que, no limite, tutela o órgão de comunicação social em que vou trabalhar…

publicado em
15 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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abra o debate

(Problemas informáticos - no servidor? - que aloja este e outros blogues da rede TubarãoEsquilo têm dificultado nos últimos dias quer o acesso à página quer ao espaço de edição - o que significa que tem sido difícil inserir textos; daí, também, menos produção e actualizações; o meu pedido de desculpas)

publicado em
11 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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8 opiniões

Não acreditar em tudo o que nos dizem

Certamente, neste momento, em várias redacções há gente a tentar saber mais sobre «a empresa Castle Shore [que] investirá um total de 38 milhões de euros no Boavista, 14,5 dos quais a serem injectados no cofres «axadrezados» no imediato».

Que empresa é esta? O que faz? Em que áreas se movimenta? Em que negócios está envolvida?

É que 38 milhões é muito dinheiro, até no Barcelona…

E além desta empresa não ser a tal Castle Shore, o empresário não passa no teste do Google…

Ou seja, num primeiro instante parece-me que faz sentido dar voz/reproduzir o que nos dizem; mas não escrutinar é não cumprir o compromisso com os nossos consumidores.

(Não estou a insinuar nada sobre a empresa ou sobre o investimento em concreto; estou a dizer que - provavelmente no interesse de todos, mas dos consumidores de certeza - as primeiras informações deixam mais dúvidas do que certezas e que é necessário responder a essas dúvidas)

publicado em
11 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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Os ouvintes não são estúpidos

Caro José Nunes

Se me permites a sugestão, quando fizeres - como ontem à tarde aconteceu - uma crónica gravada não tenhas problema em o assumir - ou seja, em o dizer (uma crónica gravada não é o mesmo que uma crónica repetida).

Como isso não ficou claro (e o Ricardo Sérgio até pontuava por cima, como habitualmente faz…), uns aperceberam-se, outros desconfiaram, outros nem por isso.

Eu sigo um lema há muito anos na rádio: se penso que os ouvintes são estúpidos, mais estúpido sou eu que trabalho para estúpidos.

Um abraço do teu ouvinte (fã…) de (quase) todos os dias.

publicado em
9 de Abril de 2008

por João Paulo Meneses


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Pedro (Branquinho) e o lobo

(com dois dias de atraso…)

Também eu acho que o PSD meteu água na forma como tratou a notícia da colaboração de Fernanda Câncio com a RTP - os argumentos de Agostinho Branquinho são disparatados (nomeadamente o da ««contratatualização externa»), precipitados (não seria de esperar para ver o que é o programa?) e exagerados (a Assembleia da República??).

Mas gostava de enfatizar outro ângulo: não é por muito falar que o PSD e Agostinho Branquinho terão mais razão; não é estarem continuamente a aparecer que o PSD e Agostinho Branquinho conseguirão prestar um melhor serviço ao País. Pelo contrário, misturarem episódios como este com coisas verdadeiramente relevantes como o relatório da ERC só esvazia e anula o que é importante em detrimento do que é acidental - ainda por cima sem razão.