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27 de Março de 2006


por João Paulo Meneses


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(ACT) A melhor a reagir

O aparecimento, primeiro, dos canais de televisão em contínuo noticioso e, depois, das páginas de internet dos jornais provocou uma alteração no paradigma noticioso em Portugal: a rádio deixou de ser o veículo preferencial para noticiar em primeira-mão, como foi entre 1985-1995 (e isso devia-se basicamente ao facto de estar sempre em directo).
Os protagonistas passaram a escolher a SIC Notícias para noticiar na hora e os jornalistas do Público ou do Jornal de Negócios (este é o melhor exemplo) deixaram de ter de esperar pelo dia seguinte para dar a notícia em primeira-mão (correndo riscos de a perder para os diários televisivos das oito, também «atraentes»).
A rádio deixou de poder lutar de igual para igual no campeonato das «cachas» (uma redacção de 100 jornalistas envolvidos na edição do dia seguinte terá sempre vantagem sobre uma redacção inferior que tem de fazer, pelo menos, 24 edições).
Esta notícia só o confirma (embora episodicamente a rádio possa, também, ter as suas cachas).
O que resta a rádio? Se já não tem condições para ser a melhor a agir, poderá/deverá ser a melhor a reagir - avançando na hora, procurando reacções e os vários ângulos implicados, promovendo o contraponto, encontrando visões alternativas.
Isso garante o seu futuro.

ACT a 29/3/06: O caminho passa, por cá, cada vez mais por aqui.

31 opiniões ↓

#1 Mais Notas Soltas em 03.27.06 às

O que resta à Rádio, tirando o passar música, é um papel de muleta dos OCS’s quando furacões como o Katrina impedem que os telemóveis e a Internet funcionem.

#2 Mais Notas Soltas em 03.27.06 às

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