publicado em
26 de Fevereiro de 2007


por João Paulo Meneses


etiquetas
Textos

 

Partilhar
envie por mail envie por mail
delicious del.icio.us
domelhor DoMelhor
eucurti EuCurti

 

Assinar publicação
delicious feed RSS

 

ACTx2 Direito de resposta: a coisa não fica assim?

Fernanda Câncio escreveu (em Janeiro) que «O tom jocoso da afirmação indicia que o juiz Santos Bernardino nunca conheceu encostos libidinosos nem apalpões à má fila do ponto de vista de quem os sofre»; vai daí o vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura enviou para o DN um direito de resposta, dizendo nomeadamente que «fácil é demonstrar o desconchavo e a falta de seriedade intelectual do arrazoado da jornalista». Mas António José Teixeira recusou a publicação. Não só pelo tamanho mas porque o texto de Santos Bernardino «contém expressões que são objectivamente desproporcionadamente desprimorosas para a jornalista, sendo que a peça jornalística em causa, muito embora escrita em tom irónico, vivo e incisivo, não visa V . Exa. (mas a posição defendida a propósito da questão de política criminal em causa), e não justifica a adjectivação feita, sendo que em lado algum a jornalista caracteriza as tomadas de posição públicas de V . Exa como desonestas, desconchavadas, com falta de seriedade intelectual, venenosas e insidiosas, ou de má fé».

Gostaria de deixar uma nota pessoal: a decisão de não publicar um direito de resposta, por si própria, abre precedentes graves; acentua o corporativismo e radicaliza posições. Fernanda Câncio escreveu o que entendeu, Santos Bernardino também; Câncio publicou, Santos Bernardino teria o mesmo direito. As acusações mútuas situam-se no plano intelectual e a jornalista teria sempre a hipótese de rebater (além dos tribunais). Só acusações contra a honra deveriam ser limite para a não publicação - acho.

(obrigado P.)

PS - os textos estão na íntegra na página do CSM

ACT a 27/02/07: acrescento duas coisas 1) a recusa de publicação do texto do juiz levou à sua publicação na página do CSM, mas também noutras páginas da internet (como a Verbo Jurídico, via Contrafactos); o seu impacto não pode ser ignorado; 2) basta ler a esmagadora maioria dos comentários para perceber que o jornal e o jornalismo saem mal vistos do caso; um exemplo: «Antigamente, quando os jornais tinham o exclusivo da publicitação de textos, os jornalistas podiam “driblar” os cidadãos com papas e bolos, pondo ponto final a quaisquer situações a seu bel-prazer ou remetendo para as calendas qualquer resposta, inviabilizando na prática o exercício desse direito. Actualmente, tal já não é possível: se o jornal omitir o direito de resposta, este pode ser exercido noutras sedes, designadamente em publicação na Internet, acessível universalmente. Foi o que aconteceu neste caso; é o que irá acontecer cada vez mais no futuro»

ACT a 28/02/07: Neste contexto parece ser importante esta iniciativa da ERC - «A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou ontem ter dado início a “um conjunto de reuniões com responsáveis editoriais da imprensa de circulação nacional sobre Direito de Resposta”.» (Meios e Publicidade; registo)

27 opiniões ↓

#1 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#2 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#3 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#4 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#5 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#6 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#7 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#8 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#9 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#10 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#11 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#12 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#13 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#14 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#15 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#16 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#17 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#18 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#19 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#20 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#21 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#22 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#23 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#24 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#25 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#26 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

#27 Anonymous em 02.26.07 às

Agora é que são elas. Este Santinho bernardino não é aquele do caso multibanco?

Comente

Veja os últimos textos publicados