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9 opiniões ↓
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Concordo, mas pergunto: não devia ser alguém umbilicalmente ligado à rádio?
Indo contra todas as loas apriorísiticas eu interrogo-me se um óptimo jornalista terá de ser, necessariamente, um bom Provedor. Prefiro esperar para ver. Até porque, convém não esquecer, Adelino Gomes já foi director de informação da RDP, a partir de 1995. Quem se lembra de especiais razões para ouvir a RDP nessa época?
Muito bem escolhido: sério , competente, sensível, conhecedor, experiente e depois de fino trato exactamente o contrário do truculento, arrogante e malcriado do José Nuno Martins, que não servia para ser o comentador do Benfica no programa das segundas-feiras -só faltou andar à porrada com o João Braga- ,mas serviu para provedor do ouvinte, vá saber-se porquê.
Lembro-me de uma especial razão: deixei de ouvir a TSF para ouvir a Antena 1, sobretudo no período da manhã.
Viriato,houve sim,senhor,especiais razões para ouvir a RDP naquela época. A direcçao de Adelino,Sena e David Borges operou uma autentica revolução na Antena1,que se traduziu numa radio esteticamente mais agradável,e operacionalmente,mais audaz.Basta relembrar-lhe o que foi a cobertura de importantes acontecimentos como a crise em Timor,no Medio Oriente,na Guiné-Bissau( temas onde a Antena 1 obteve cachas mundiais até nalguns casos,com citações nos media internacionais),para ja nao falar de espaços de debate,de entrevista,de conversa,como os interessantes “Pequeno-almoço”,do proprio Adelino,ou “O Mundo de…”,com Adelino e depois com Sena Santos,em que eram entrevistas ao sabado personalidades tão diversas como Freitas do Amaral,Jose Saramago,Mario Soares,Eduardo Lourenço,convidados-residentes. Só por falta de memória ou preconceito em relação á rádio publica,se pode fazer determinado tipo de afirmações. Acima de tudo,ouve um estilo,ainda que com muitas flutuações.
Nem mais, Luis Nascimento, houve (e não “ouve”) um estilo com muitas flutuações, com coisas melhores e outras nem tanto. Como tem havido em muitos outros períodos da rádio pública em relação à qual, devo dizer, não me move qualquer tipo de preconceito. Quanto à falta de memória conviria não esquecer que, por alguma razão, Adelino Gomes acabou por deixar a direcção de informação da RDP e voltar ao Público.
Obrigado pelo reparo,realmente o “houve” de “haver” foi bem escrito da primeira vez e depois mal,porque se estava a falar de “ouvir”. Se calhar estava a antecipar-me á aplicaçao do acordo ortografico…
Sobre as razoes que levaram Adelino Gomes a sair da radio,penso que essa discussão não é para aqui chamada. O mais importante foi ele ter deixado uma semente que teve a sua evolução posterior,assim como a consolidaçao do projecto com novos produtos,outra estética nas direcçoes iniciadas por Luis Marinho/Joao Barreiros/Ricardo Alexandre,com os óptimos resultados que se conhecem. Você questiona se um óptimo jornalista terá que ser necessariamente um bom provedor. Esperemos para ver,mas no caso em concreto,julgo que foi uma escolha acertada:é alguem que ha muitos anos reflecte sobre a Radio no seu conjunto,com a veriticalidade e rigor que se lhe conhece.Porque quando se fala das radios,das tvs e jornais,infelizmente,há falta de coragem para pôr o dedo na ferida.Mas isso é uma discussao que nos leva muito,muito longe.
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