As coisas que eu sei
… eu e qulquer outro jornalista, e que não posso transmitir!
Daqui a não muito tempo saber-se-á, provavelmente, que era verdade que Cavaco Silva apostava numa maioria absoluta do PS. E que Miguel Cadilhe não aceitaria ir para um governo com Santana, Paulo Portas (e José Luís Arnaut?). Mas daí até se poder fazer uma notícia com essas informações vai a distância entre a responsabilidade jornalística e uma “boca”, entre o rigor dos factos e a liberdade dos comentários.
Numa altura em que se percebe que uma das principais lacunas do nosso jornalismo contemporâneo é uma atitude (pós-moderna?) de fundir estilos e eliminar fronteiras, estabelecidas num tempo, talvez, clássico, e em que se percebe também uma vontade cada vez maior de tabloidizar o jornalismo (aligeirar, contornar), o caso do Público com Cavaco e as duas notícias do Expresso são exemplos pessimamente eloquentes!

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