Debater o debate…
Acabo de moderar um debate, em directo na TSF, com os principais candidatos à Câmara Municipal do Porto. Não é o primeiro nem o último, mas a angústia é sempre a mesma: um debate muito animado significa que os intervenientes se pegaram, falaram uns por cima dos outros. Terá sido divertido, mas perdeu-se uma parte significativa do que disseram, sendo que os ouvintes foram penalizados.
A outra opção - que nem depende tanto do moderador, mas sim dos próprios intervenientes - é cada um falar no seu tempo, (quase) sem interrupções. Um debate bem comportado, portanto, em que se percebe tudo e sem agressões aos ouvintes. Mas facilmente descrito como “uma seca”.
Eu prefiro a segunda versão, contrariando o paradigma em vigor que privilegia a frase-choque, o espectáculo, a animação. Mas reconheço que a fronteira não é estável: quanto tempo deve um interveniente poder falar sem que se torne maçador? Mas as sucessivas interrupções do moderador, tipo sinaleiro, não são perniciosas?
A instável arte do jornalismo…

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32 opiniões ↓
Caro JPM,
tive oportunidade de ouvir uma parte do debate que moderou. Queria dizer-lhe que em relação às suas dúvidas sobre a melhor solução para esse tipo de programa acho preferível deixar rolar os participantes. Vc fez isso bem. O problema acontece quando, como foi o caso, um participante (Rui Rio) era questionado por todos os outros e depois ficava sem tempo para responder. O formato dos tempos iguais para todos não é funcional num debate a quatro ou mais, em que um deles tem que prestar contas sobre o que fez e tentar falar do que pretende fazer no futuro. Talvez aí esteja o busílis da questão. Já agora, para mim, o debate foi esclarecedor do que penso venha a acontecer no Porto. Conclusão: bom trabalho.
Caro JPM,
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