ACT Desacreditar o YouTube?
Há dois anos a RTP exibiu uma «reportagem sobre violência escolar, da autoria de Mafalda Gameiro, [que] mostrava agressões entre alunos e aos professores nas salas de aula». Lembram-se? Há dois o que fez o Ministério da Educação? Fez o que pôde para desacreditar (intimidar) o mensageiro, em vez de atacar, enfrentar e intervir no problema.
Dois anos depois nada se fez e o problema está outra vez na agenda; desta vez, apesar das tentativas, é mais dificil desacreditar o mensageiro - o TouTube é de todos e de ninguém…
O problema, esse, continua.
A RTP poderia/deveria repetir a reportagem! Ontem, como ainda mais hoje, o interesse é óbvio.
PS - «O Ministério da Educação (ME) pediu pareceres à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), ao Conselho Deontológico e às comissões nacionais de protecção de dados e de protecção de crianças e jovens por suspeita de irregularidades na realização da reportagem que a RTP emitiu no passado dia 30. (…) A ERC vai analisar a questão ho-je, na reunião semanal do conselho regulador. Já o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas agendou para amanhã uma reunião sobre o caso.»; desculpem a ignorância, mas isto deu alguma coisa? ACT a 28/03: da recomendação da ERC: «Considera que o recurso a câmara oculta na reportagem “Quando a violência vai à Escola” se mostrou desadequado e abusivo, violando direitos fundamentais dos alunos captados por essas câmaras e induzindo, além disso, a comportamentos discriminatórios;«3. Recomenda à RTP o cumprimento dos deveres que lhe incumbem em matéria de rigor informativo, gravemente postos em causa na reportagem “Quando a violência vai à Escola”, pela apresentação de uma “verdade” sobre a violência nas escolas, sem contextualização nem direito a contraditório;»

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1 opinião ↓
(este comentáario, enviado pelo Carlos Barbosa de Oliveira, foi parar ao texto errado, pelo que tratei de o encaminhar para o sítio certo)
João Paulo:
Reproduzo aqui um excerto do que escrevi há dias no post Carolina Michelis - o lado B ( sem link)
“A imprensa, a rádio e a televisão sabem, tão bem como eu, que esta cena não é pioneira, mas nunca tinham tido a possibilidade de fazer imagens reais que testemunhassem a violência que grassa nas escolas. ( O caso do video feito há tempos pela RTP foi desvalorizado por se tratar de uma escola problemática-eufemismo para escola frequentada por crianças pretas de bairros da periferia- como se as escolas não fossem quase todas problemáticas!)”.
Ainda não tinha lido nada sobre isto na blogosfera, por isso te felicito pela abordagem que fazes ao problema
Abraço
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