publicado em
10 de Março de 2008


por João Paulo Meneses


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Especial…mente duvidoso

As páginas centrais (duas, portanto) são dedicadas à nova sociedade de advogados que resulta de uma dissenção de uma outra sociedade, a PLMJ («Ex-EX-PLMJ já têm novo escritório», num ângulo de abordagem no mínimo curioso).

Não é, penso, publicidade nem publireportagem, é jornalismo, portanto (apesar de no cabeçalho se escrever ‘Especial’). Mas com que critérios? Com que interesse? Duas páginas? As centrais? Com que equilíbrio para futuras situações?

Se alguém puder responder agradeço.

9 opiniões ↓

#1 JPM em 03.10.08 às

Pois… Só há problema quando é a União Europeia a pagar para que haja programas que elucidem os europeus sobre assuntos que lhes dizem respeito. Já isto, não é publicidade. É jornalismo. Estamos bem, sim senhor.

#2 João Paulo Meneses em 03.10.08 às

Percebu tudo ao contrário; leia outra vez por favor. Quando digo que é jornalismo, não é como ‘adjectivo’, é como o jornal o apresenta. Eu tenho muitas dúvidas que seja. E foi isso que escrevi. Estamos mal, sim senhor.

#3 fs em 03.10.08 às

Mas isto nem é publicidade nem é jornalismo…
Seria injusto para os profissionais de ambas as actividades se as classificassemos desta maneira.
E, como não são nem “peixe nem carne” eu arriscaria uma explicação mais caseira, mais “cozinhada” ao bom estilo do amiguismo, do favorzinho…

O problema é saber porque se abriu este precedente?!?!

Desculpem-me, se fui demasiado claro!

Cumprimentos

p.s. - Bem observado, sim senhor!

#4 Miguel em 03.10.08 às

Eu também reparei e nem queria acreditar no que estava a ler. É tão descarado que nem sei o que diga.

#5 António Larguesa em 03.10.08 às

Reparei no mesmo quando lia o jornal esta manhã.. reparei também no cabeçalho (”Especial”) e não fiquei elucidado… A única explicação, ainda que muito rebuscada, que consegui encontrar foi a de tratar-se de uma divisão no seio de uma grande sociedade de advogados (sem precedentes? análise a casos semelhantes ainda que no estrangeiro? questões éticas? Evolução no sector?) Mas nem esse ângulo foi aproveitado pelo jornalista para poder justificar o valor da notícia.

Ainda sou do tempo´, no meu tempo de estágio curricular no DN, em que para ter um material publicado tinha que vender bem o peixe (lá dizia e bem o editor)…

#6 João Paulo Meneses em 03.11.08 às

seria interessante se o provedor dos leitores nos esclarecesse

#7 Manchete com origem em blog (e com atribuição!) « Jornalismo e Comunicação em 03.11.08 às

[…] Ficam os leitores mais bem informados. Ganha o DN (que, diga-se já agora, tinha, ontem mesmo, mostrado uma faceta muito menos […]

#8 PedroF em 03.12.08 às

Sinceramente, caro João Paulo e comentadores, não percebo a admiração pela página dupla desta notícia. Por várias razões:

1) quem leu no papel (não no online), percebe que o trabalho (de uma jornalista que não conheço) tem uma pequena nota sobre a carteira de clientes e quatro peças: a AAA já está a trabalhar num novo escritório, a imagem da nova sociedade, o perfil de cinco ex-sócios da PLMJ e actuais AAA e ainda um pequeno texto sobre “as mexidas do último ano no mercado” dos gabinetes de advogados em Portugal;

2) bastava uma pequena pesquisa no Google para descobrir que o Diário Económico fez uma peça semelhante em Fevereiro, sem as críticas actuais (os textos não estão disponíveis na íntegra mas os títulos dão para perceber os conteúdos):
- Ex-PLMJ já trabalham no novo escritório (http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/advogados/pt/desarrollo/1089080.html)
- “Crescimento da PLMJ foi anárquico” (http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/advogados/pt/desarrollo/1089077.html);

3) da importância sobre a separação deste gabinete de advocacia, uma revista ibérica sobre esta temática - que obviamente está atenta a estas coisas e que eu não acompanho em detalhe - escrevia há meses “PLMJ suffers five-partner exit” (http://www.iberianlawyer.com/content/view/861/43/). E tanto quanto me lembro mas não descobri textos, houve um semanário nacional que também abordou esta separação;

4) sobre a admiração do cabeçalho “Especial”, que não é tão novo como isso, um exemplo recente: no DN da sexta-feira passada, as centrais com o tal cabeçalho “Especial” referem-se ao “Top ten dos modernos divos e divas da arte lírica - O mundo da ópera e os seus fenómenos mediáticos globais” (10 perfis, uma entrada e um texto). Também acham que não é jornalismo só por ser “especial”? Por favor…

#9 João Paulo Meneses em 03.12.08 às

Pedro, quanto ao ‘Especial’, o que quis/quero dizer é que diz ‘Especial’ e nada mais (não diz Reportagem, por exemplo); é só uma nota.
Quanto à substância: uma coisa é uma pequena notícia (porventura num jornal especializado, como DE, um pouco maior), outra coisa são as duas páginas no DN. O trabalho da jornalista (que não conheço) está muito completo, há diversas abordagens, mas o que eu questiono claramente é:
- o interesse para os leitores do DN deste destaque… especial;
- os critérios que estão subjacentes a este destaque; como compatibilizar este destaque com outros escritórios de advogados, bem mais relevantes, por exemplo?
(Ou seja, não questiono que o trabalho seja jornalístico)

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