Essas difíceis incompatibilidades
De acordo com vários relatos, Rui Rio contestou fortemente a escolha de um dos dois comentadores que a SIC Notícias convidou para comentar o debate de ontem à noite.
De acordo com o despacho da Lusa, “Rui Rio contestava nomeadamente o facto de um dos jornalistas [subdirector do Jornal de Notícias] ser marido de uma candidata que integra as listas de Francisco Assis (…).”
O assunto é polémico mas não evito pronunciar-me:
A questão das incompatibilidades é dos mais difíceis de sistematizar no universo jornalístico. Porque remete, em primeiro lugar, para o domínio das opções pessoais, como tento demonstrar no texto do livro.
Objectivamente: porque alguém é casado com um candidato numa lista, não pode comentar um debate com imparcialidade? Claro que pode. O próprio é que deve avaliar se se sente em condições para o fazer.
Uma ligação conjugal não tolhe, entre pessoas suficientemente maduras, a capacidade de cada um julgar por si (no sítio onde vivo, o maior crítico público do actual presidente da Câmara é casado com a nº três da lista desse candidato; nem ele deixou de criticar nem ela deixou de integrar a lista).
PS - é quase impossível resumir uma questão tão complexa a 10 linhas. O lugar que a mulher do jornalista tem na lista é relevante? Ser elegível ou ser suplente importa? E até que ponto é importante a questão, já não do ser, do parecer?

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Apesar de interessante o tema é completamente redundante. Ao espectador/ouvinte tanto faz que o jornalista seja ou não ligado por laços familiares a qualquer candidato, seja nº 1 ou nº 20 na lista. Acho, ou melhor dizendo, tenho a certeza que o Dr. Rui Rio não se preocupou minimamente com isso. O que ele quis fazer, de certezinha, foi “empurrar” o ou os jornalistas para uma posição menos “liberta”. Uma jogadinha tipo ponta esquerda a correr sem bola. Serve para distrair do essencial. E, às vezes, até funciona… Ainda!
Apesar de interessante o tema é completamente redundante. Ao espectador/ouvinte tanto faz que o jornalista seja ou não ligado por laços familiares a qualquer candidato, seja nº 1 ou nº 20 na lista. Acho, ou melhor dizendo, tenho a certeza que o Dr. Rui Rio não se preocupou minimamente com isso. O que ele quis fazer, de certezinha, foi “empurrar” o ou os jornalistas para uma posição menos “liberta”. Uma jogadinha tipo ponta esquerda a correr sem bola. Serve para distrair do essencial. E, às vezes, até funciona… Ainda!
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Tambem ouvi.
Foi um grande sofrimento.
Aparentemente há um erro da jornalista: ter continuado a chamar o som, que estaria a entrar de outro estúdio, depois dos dois primeiros falhanços. Mas imagine que pelo computador lhe iam dizendo que já estava pronto para chamar?
A regra é não chamar mais de duas vezes. Mas as regras…
Tambem ouvi.
Foi um grande sofrimento.
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