Influência ou cunha(s Vaz)?
1)
«Vou explicar-lhe uma coisa: eu chego ao pé da direcção do Correio da Manhã, ou do Diário Económico, e peço: “Importas-te de pôr aí o Patinha Antão a escrever uma peça, ou o Ângelo Correia?” A seguir, quem trabalha com o PS faz o mesmo: “Põe o Jorge Coelho, o António Vitorino a escrever um artigo.” O que é que estes colunistas fazem? A partir do momento em que têm o seu palco, começam a andar à volta, a andar à volta, e esquecem-se de defender a estratégia do dr. Menezes, ou seja de quem for. Quando se apanham com aquele glamour… Ficam em roda-livre.»
2)
«Por exemplo, um cliente meu diz: “Ah, gostava tanto de conhecer o presidente do Benfica!” Eu telefono: “Ó Filipe, podes marcar um almoço comigo para a semana?” Ele diz: “Sim. Dia 14.” E eu: “Posso levar um amigo meu?” Ele: “Podes.” E pronto. O tipo pode querer fazer um negócio qualquer, patrocinar uma modalidade, ou coisa do género. E faz. Há tanto conflito de interesses numa agência de comunicação como numa firma de advogados ou numa consultora. É uma questão de seriedade»
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4 opiniões ↓
JPM, destaco outro ponto de todo o conjunto de pérolas dessa entrevista que mereceu a manchete do “P”.
“Vamos pôr as coisas claras. A Cunha Vaz e Associados [CVA] trabalhou com o dr. Menezes desde 28 de Setembro, o dia da eleição, até ao congresso. Depois, até a 15 de Fevereiro, porque faltavam contratos com outras entidades, de sondagens, estudos socio-económicos, etc., não trabalhou.
Mas o próprio Menezes disse que sim.
A certa altura [22 de Dezembro], numa entrevista ao Expresso, o dr. Menezes deixou cair que tinha um contrato comigo. E até disse que esse contrato tinha um determinado valor [30 mil euros por mês]. Eu próprio ouvi comentários do género: “Eh pá, a gente como deputado ganha um décimo do que ganha essa gente.”
Menezes não disse a verdade?
NÃO. COLOCARAM-LHE A PERGUNTA-LHE E ELE QUIS SER SIMPÁTICO.”
Esta entrevista ao Público tem autênticas pérolas!
E termina com um soundbyte maravilhoso, previamente preparado por aliciante «tenho um plano».
Um professor meu costumava dizer, a propósito de um colega de curso que era baixinho: «homem pequenino ou é velhaco ou bom dançarino».
Por esta entrevista, eu quase podia jurar que Cunha Vaz não sabe dançar.
Caro RC.
Aprovei o seu comentário, mas hesitei bastante. Não sei se foi ou não a sua intenção, mas parece-me que ele está numa zona cinzenta entre as considerações pessoais e uma avaliação da matéria. Já agora: esse seu professor podia saber muito das matérias que ensinava, mas fazia generalizações muito perigosas (muito mais vindas de um professor).
Caro JPM, estava no direito a que se reserva.
Como é evidente, não tenho considerações insultuosas a tecer - acho que se percebeu a intenção da utilização do provérbio - a Cunha Vaz, mas considero o estilo traiçoeiro.
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