ACT Jornalistas divididos. [Estarão também] Partidos? (do verbo partir, quebrar, fracturar…)
Não tenho uma noção precisa do que é que significa na verdade existirem duas listas de jornalistas para a Comissão da Carteira Profissional, uma apoiada pelo Sindicato dos Jornalistas e outra não.
Não sei se é apenas um acto de solidariedade para com Daniel Ricardo, afastado da lista do Sindicato depois de muitos anos de contributos nessa área, ou se há mais para além disso, se se podem fazer outras leituras. Espero para ver.
(soube através do Clube de Jornalistas, o Sindicato limitou-se a apresentar a sua lista, sem mais explicações públicas para o afastamento de Daniel Ricardo)
ACT a 1/6/08: O Sindicato entendeu na sexta-feira explicar alguma coisa. Lá está, mais vale tarde do que nunca. Renovação é o que explica a saída de Daniel Ricardo. É, à partida, um argumento válido. Actualizei também o título do texto, porque houve mais quem entendesse que eu podia estar a insinuar alguma coisa relacionada com partidos. A hipótese parece-me absurda, por despropositada, mas nada como esclarecer sem margem para dúvidas. Partidos? Francamente… Mas se há mais gente a pensar a mesma coisa, a culpa será certamente minha. Está corrigido, como já explicara nos comentários.

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13 opiniões ↓
Camarada,
Já que gostas tanto de fazer segundas leituras, por que não olhas atentamente para alguns dos apoios à lista alternativa à do Sindicato de Jornalistas?
Um abraço.
O que é que tu dizes?
Digo que dês uma vista de olhos na lista de apoios! Serão inocentes?
Já dei, mas não me atrevo a fazer juizos de valor sobre motivações e eventuais segundas intenções.
Com um título desses quem diria!
Já te passou pela cabeça que, com esse tipo de insinuações és bem capaz de te tornar ofensivo para as pessoas cuja única e exclusiva motivação é trabalhar em prol da classe?
É que atirar a pedra, mas depois esconder a mão é fazer juízos de valor ou, pelo menos, deixar no ar a insinuação.
Vamos lá por partes:
- o meu título diz «Jornalistas divididos. Partidos?». Ou seja, que estão divididos no caso concreto não há duvidas. Estarão partidos? (no sentido de existir uma fractura) Pergunto apenas.
«Com um titulo desses…»? Qual título?
Quais insinuações?
Qual esconder a mão?
És parvo, ou quê?!
Não consegues escrever sem teres duas pedras na mão?
Achas que teria algum problema em criticar directa e violentamente o Sindicato?
Se lês este blogue sabes que digo o que penso e não insinuo. No caso em concreto, porque não tenho informação, registo. Nada mais.
Camarada,
Não vejo por que tenha de haver uma fractura só porque há duas listas para a CCPJ. Faz parte do jogo democrático.
Obviamente o título não foi inocente e tinha a intenção de ter uma dupla leitura, senão bastava a primeira parte. Jornalistas divididos. Porque é óbvio que havendo duas listas, há um divisão. Será a tua pergunta realmente inocente? Ou será que estarias antes a pensar em conotações político-partidária? Será que foste momentaneamente assaltado por fantasmas?
Tu que tanto tens apregoado a renovação e a mudança no sindicato e órgãos, agora que ela, novamente (tal como aconteceu nas eleições para a direcção do Sindicato), sucede vens falar em divisões e fracturas e actos de solidariedade? Olha bem para a lista actual (concorrente) e para as anteriores do SJ.
E não, não tenho dúvidas que és capaz de “criticar directa e violentamente o Sindicato”. Já participar activamente nas discussões promovidas pelo Sindicato é que é raro.
De resto, ignoro simplesmente o insulto barato. Ainda sei aceitar críticas de outras pessoas que não concordam comigo.
Ok, desisto! Tu venceste…
Sim, o que queria dizer - e não tinha coragem - é que a culpa é toda do Alfredo Maia…
Para não variar. Com ou sem ironia!
Caro João Paulo
Estava longe de te imaginar um defensor de listas únicas. É assim tão estranho que os jornalistas exerçam os seus direitos democráticos?
Ter opiniões diferentes é sinal de divisionismo?
Já reparaste que entre os candidatos, proponentes e apoiantes da segunda lista estão activistas sindicais, que defendem a unidade do Sindicato dos Jornalistas?
Acontece, apenas, que há duas propostas diversas, que a classe vai votar. É tão simples como a democracia.
Terias evitado juizos precipitados com uma informação prévia adequada.
JAG
Há uma coisa que, definitivamente, concluí, a partir deste caso: há gente que fica transtornada, diria mesmo transfigurada, quando se escreve (quando escrevo) sobre o Sindicato. Queres ver um homem mau? Dá-lhe um pau! Quero ver os maus feitios do povo jornalístico? Escrevo sobre o Sindicato. Terei mais cuidado, daqui para a frente, evitando as palavras-chave que podem lançar a fúria.
Mas há uma coisa que gostaria de deixar claro: em mais de 80 por cento dos textos deste blogue, tomo posição, opino, muitas vezes julgo (por vezes bem, por vezes mal). Neste caso em concreto não o fiz. Poderia tê-lo feito, mas NÃO O FIZ. Limitei-me a registar a existência de duas listas, a dizer que «Não tenho uma noção precisa do que é que significa», que «Não sei se é apenas…» e que «Espero para ver». Quais juizos precipitados?
A minha única explicação é esta: o FC Porto perde, a mulher é que paga as favas…
A minha única explicação é esta: o FC Porto perde, a mulher é que paga as favas…
Não temos sorte nenhuma, dassse.
O JPM tá mesmo transtornado.
Com todo o respeito, por ti e pelo Sindicato, estou-me bem nas tintas para o que tu possas pensar ou escrever (bem ou mal) sobre o Sindicato. É uma questão de opinião e cada um é responsável pelas suas opiniões. Aliás, não só os sindicatos não são vacas sagradas, como o exercício da crítica é um direito e um dever dos sindicalistas.
O meu comentário anterior, como parece óbvio, não é uma defesa do Sindicato. Nem teria que ser. Limitei-me a chamar a atenção para o facto de o juizo precipitado (ou pré-juizo, se se quiser) de que a apresentação de uma segunda lista às eleições da CCPJ é divisionista (o título é afirmativo; só a sugestão dos «partidos» é que está interrogada) não tem qualquer fundamento. De igual modo, os factos que são conhecidos não permitem induzir «eventuais segundas intenções».
Como o diagnóstico de distúrbio mental não me exclui e surge em resposta ao meu comentário, aproveito para te esclarecer que ainda não entrei nas benzodiazepinas e que também esse teu juizo é precipitado. Continuo é a beber chá com regularidade. De resto, os leitores são capazes de concluir por si próprios quem é que fica ou não transtornado, sem necessidade de pastoreio.
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