Não acreditar em tudo o que nos dizem
Certamente, neste momento, em várias redacções há gente a tentar saber mais sobre «a empresa Castle Shore [que] investirá um total de 38 milhões de euros no Boavista, 14,5 dos quais a serem injectados no cofres «axadrezados» no imediato».
Que empresa é esta? O que faz? Em que áreas se movimenta? Em que negócios está envolvida?
É que 38 milhões é muito dinheiro, até no Barcelona…
E além desta empresa não ser a tal Castle Shore, o empresário não passa no teste do Google…
Ou seja, num primeiro instante parece-me que faz sentido dar voz/reproduzir o que nos dizem; mas não escrutinar é não cumprir o compromisso com os nossos consumidores.
(Não estou a insinuar nada sobre a empresa ou sobre o investimento em concreto; estou a dizer que - provavelmente no interesse de todos, mas dos consumidores de certeza - as primeiras informações deixam mais dúvidas do que certezas e que é necessário responder a essas dúvidas)

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8 opiniões ↓
Eu fiz o mesmo teste e estranhei… vamos esperar.
Acho que toda a gente fez esse teste. E toda a gente acha estranho, mas à falta de dados concretos o tempo irá encarregar-se de dar alguma luz a este processo.
O tempo não é ‘jornalístico’…
O tempo é “jornalístico”, sim. Desde que se aproveite esse tempo para uma investigação criteriosa e aturada sobre determinados temas que nos inspiram algumas dúvidas, como é o caso deste. Tempo, amigo Meneses, que normalmente não há nas redacções dos jornais, rádios e televisões para apurar determinadas notícias, com as consequências que se conhecem. Até prova em contrário, o tal investidor luso-americano que se propõe colocar mais de 38 milhões nos cofres merece o benefício da dúvida. De qualquer modo, e de acordo com o presidente do Boavista, parte do dinheiro entrará hoje nos cofres e a ser assim amanhã o clube liquida os ordenados em atraso. É só esperar 24 horas. Por vezes, e à falta de matéria de facto, tempo é (quase) tudo o que nos resta.
Publicado hoje no “bem informado” blogdabola…
Vamos aguardar desenvolvimentos…
“Joaquim Teixeira vai bater com a porta
Depois de “armadilhado” pelo investidor
Joaquim Teixeira, presidente do Boavista chegou enfim à conclusão de que a sua candidatura, assim como o apoio da família Loureiro foi um estratagema devidamente “armadilhado” e muito bem pensado. Finalmente acordou e vai demitir-se hoje podendo começar aqui a “salgeirização” do Boavista.
Foi tarde, mas finalmente, Joaquim Teixeira chegou à conclusão de que esteve sempre muito mal rodeado desde que aceitou a presidência do Boavista e que o investidor foi um fantasma criado ardilosamente para completar a farsa e ajudar à queda de um clube centenário.
Hoje, em conferência de imprensa, que se vai realizar ao meio dia no Bessa, Joaquim Teixeira, em princípio, vai apresentar a sua demissão porque apesar de avisado confiou em demasia nos parceiros que lhe foram imposto e com grandes ligações à família Loureiro e que no seio da sua direcção ajudaram a “armadilhar” o caminho, fazendo-lhe crer que havia um investidor que não passou de um fantasma e que colaborou em toda esta farsa, com um único objectivo: acabar com o Boavista.
No meio de todo este novelo de intriga e traição, há ainda uma situação que pode salvar a face de Joaquim Teixeira: O resultado da auditoria e alguns documentos que podem entalar quem se governou à custa do clube.
Para já, Joaquim Teixeira vai deixar alguns milhares de euros no Boavista e uma experiência para esquecer, isto para além de poder entregar o resultado da auditoria ao Ministério Público.”
É mau ter razão antes do tempo…o JN dá a resposta.
Sérgio Silva, o misterioso milionário que promete resolver a crise financeira do Boavista, com a injecção de 38,4 milhões de euros, através da desconhecida empresa Castle Shore, é o mesmo homem que faltou a uma audiência no 2.º Juízo Criminal do Tribunal Judicial de Viana do Castelo, a 4 de Maio de 2005, na qual deveria sentar-se na condição de arguido, por ter passado vários cheques sem cobertura. “Ficou a dever-me 14 mil euros”, garante José Manuel Pereira da Silva, empresário de Viana do Castelo, em declarações ao JN. O passado do parceiro da SAD axadrezada é marcado por episódios pouco claros, sempre com dívidas difíceis de cobrar como pano de fundo. O dinheiro parece, de facto, ser um problema para Sérgio Silva. E para os jogadores da pantera, que continuam sem receber.
Sérgio de Jesus Gonçalves da Silva nasceu em Samonde, Viana do Castelo, a 20 de Abril de 1978 - faz 30 anos domingo. Empreendedor, simpático, humilde são adjectivos usados por quem o conhece e abriu a boca de espanto, quando viu o seu nome e rosto associados ao Boavista. Como a ex-mulher de Sérgio Silva, Adalgisa Maria Pereira, quase 20 anos mais velha do que ele “Fiquei muito surpreendida pelo que vi, através dos jornais. Mas só quero que seja feliz”, disse, em conversa com o JN.
Quem não tem razões para estar surpreendido é o presidente do Boavista, Joaquim Teixeira. Afinal, Sérgio Silva foi-lhe apresentado por duas pessoas insuspeitas António Seabra e Filipe Areosa, administrador judicial e revisor oficial de contas da SAD do Bessa, respectivamente. Este último, curiosamente, também natural de Viana do Castelo. “Não tenho motivos para duvidar”, esclarece Joaquim Teixeira, acrescentando que “a salvação do Boavista” reside na entrada desse dinheiro. Ainda segundo o líder axadrezado, a transferência da primeira tranche - 14,8 milhões de euros - terá sido efectuada na passada sexta-feira e o processo poderá necessitar de cinco dias para estar concluído.
Proclamando-se proprietário de uma empresa sediada em Londres, a Castle Shore, Sérgio Silva é conhecido em Viana do Castelo por ter trabalhado no ramo da pintura de edifícios. E não foi em Viana do Castelo que construiu a fortuna que lhe permite injectar tantos milhões nos cofres do Bessa, isto porque, nas últimas declarações de IRS entregues ao Estado, referentes a 2003 e 2004, Sérgio Silva apresentou rendimentos inferiores a cinco mil euros anuais e sempre no ramo de actividade pintura de construções e colocação de vidros.
Após o divórcio, Sérgio Silva residiu em Moreira da Maia. Também por estas paragens há quem se queixe de dívidas, mas prefira não dar a cara. Mesmo assim, o JN teve acesso a um documento de Janeiro do ano passado, assinado por Sérgio Silva, no qual confessa uma dívida superior a 30 mil euros.
Ao que foi possível apurar, o investidor da SAD axadrezada está, muito a custo, a proceder ao pagamento faseado desta verba. Em sentido oposto, apresenta-se como salvador da pantera, pronto para investir muitos milhões. No entanto, no Bessa, os jogadores do Boavista continuam a viver dias de ansiedade. Com mais de dois meses de salários em atraso, os problemas agudizam-se. E o dinheiro, esse, ainda ninguém o viu…
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Uma boa peça jornalística, onde se expõem casos que denunciam, no mínimo, o carácter do dito investidor e colocam a nu o desespero dos dirigentes do Boavista, nomeadamente do seu presidente. Não se compreende como se monta um semelhante folclore, anunciando à pressa um salvador, sem verificar coisas tão elementares como garantias bancárias, passado financeiro ou verticalidade do investidor.
O JPM é a partir de hoje o meu Zandiga pessoal.
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