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13 de Maio de 2008


por João Paulo Meneses


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ACT O silêncio sobre sexta-feira no Dragão interessa a quem?

Sexta-feira os jornalistas destacados para acompanharem a declaração do presidente do FC Porto depois de conhecidos os castigos da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes viveram mais uma situação impensável, indigna e humilhante.

Esperei alguns dias porque pensei que o Sindicato dos Jornalistas iria tomar posição. Infelizmente, o Sindicato continua a dar razão a todos aqueles que dizem que as direcções de Alfredo Maia acentuaram o divórcio entre Sindicato e jornalistas. Jornais como o Record, A Bola e O Jogo, pelo menos, denunciaram o caso publicamente (não podem dizer que não ouviram falar).

Tanto quanto sei, os jornalistas que se deslocaram ao Dragão foram deixados à porta, na rua, misturados com os super-dragões, até alguns minutos antes do início. Ouviram-se insultos e, segundo li, jornalistas da Antena 1 e de O Jogo foram agredidos (a jornalista da Antena 1 terá mesmo ido ao hospital). Houve empurrões, ameaças, correrias. Sexta-feira ao fim da tarde no Dragão. Polícia não havia, o FC Porto nada fez (criando condições para que as coisas acontecessem), o Sindicato nada diz.

O FC Porto é o melhor dentro das quatro linhas, mas fora continua, a este nível, a comportar-se como uma instituição pouco recomendável. Por estar solidário com os meus camaradas, escrevo este texto. E não deixo de censurar a direcção do Sindicato dos Jornalistas pelo silêncio e pela omissão na solidariedade aos seus representados.

ACT  a 14/05: «A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) exigiu hoje, 14 de Maio, a garantia da segurança dos jornalistas em serviço em recintos desportivos e considerou que o Boavista Futebol Clube e o Futebol Clube do Porto, bem como a Entidade Reguladora para a Comunicação Social devem averiguar as agressões a jornalistas verificadas no dia 9 nos estádios do Bessa e do Dragão, no Porto.» (um comentário meu: o Sindicato reage e mais vale cinco dias depois do que nunca; quanto à substância: são os chamados ’serviços mínimos’ - apela, considera, expressa, devem apurar; não seria possível uma reacção mais enérgica? Por exemplo, em vez de esperar que a ERC ou os clubes façam alguma coisa, não poderia o Sindicato tomar a(s) iniciativa(s)?)

16 opiniões ↓

#1 RC em 05.14.08 às

Se assim foi - e acredito que sim, porque bate certo com acontecimentos passados - é lamentável. Pior ainda é o medo de denunciar.

#2 rms em 05.14.08 às

http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=6588&idselect=3&idCanal=3&p=0

Calma. O SJ pode não funcionar a 100 por cento - e por isso cada um daqueles que possui uma Carteira Profissional deve pôr a mão na consciência - mas funciona!

#3 Helder Robalo em 05.14.08 às

Realmente não te percebo camarada. Se o Sindicato não reage é porque não reage, se reage é porque devia ter reagido de outra forma. Que querias tu que o Sindicato fizesse? Que reacção mais enérgica querias tu que o Sindicato tomasse? É que, efectivamente, criticar é facil. Mas quando chega a hora de fazer alguma coisa aí, infelizmente, parece que toca sempre aos mesmos.

Estou como diz o rms, “O SJ pode não funcionar a 100 por cento - e por isso cada um daqueles que possui uma Carteira Profissional deve pôr a mão na consciência - mas funciona!”. Gostem ou não. E tem feito mais pela classe do que a classe tem feito pelo Sindicato!!!

#4 GP em 05.14.08 às

Funciona com os “serviços mínimos”… Sejamos claros! Este é um sindicato fraco, sem espinha! Não me revejo nele.

Como jornalista, eu ponho a mão na consciência! E se o faço, é porque ainda a tenho - coisa que este sindicato parece ter perdido há já muito tempo…

Só assim se pode explicar - perdoem-me a expressão - a “pobreza franciscana” contida no texto da Direcção do Sindicato dos Jornalistas. É revoltante!

Além de vir com cinco dias de atraso, o sindicato “brinda-nos” com este mísero texto?
Mas que andam lá todos a fazer??

Não será altura de pôr “Ordem” nisto?
Se o Dragão faz uso do Bastão (este representa até o elemento Fogo), que nos resta a nós, jornalistas?Bastonadas! Perdão… bastonário.

#5 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

Só porque reage (por acaso, tarde e a más horas) devemos aplaudir, independentemente do conteúdo? Parece-me uma posição muito pobre, Hélder.

Quanto ao ‘peditório’ do ‘criticar é fácil, toca a todos, etc., acho que a mim não se aplica. Este texto em particular penso que o prova. Que reacção mais enérgica? Eu sugiro que o Sindicato vá à ERC, vá ao FC Porto, em vez de ficar à espera que…

#6 rms em 05.15.08 às

Ainda bem que não se aplica ao jpm. Mas certamente que se aplica a muitos outros. E, não sei porquê, mas tinha a sensação de que os comentários iam, realmente, descambar para a criação de uma Ordem dos Jornalistas.

Não sendo jornalista, passei por um jornal, um defunto centenário, e, nessa altura, fiquei com a sensação que o complexo de classe entre a classe é enorme; muitos cabisbaixos, demasiado ocupados a olhar para o seu umbigo enquanto o título se afundava com a conivência de alguns, que vieram, mais tarde, a selar o caixão que ajudaram a construir para um símbolo da cidade do Porto.

Não creio que o problema seja o Sindicato dos Jornalistas, o problema parece-me tão-só, em alguns casos, chamar-se sindicato. É o facto de ser um sindicato que, para alguns, lhe tira credibilidade e que faz com que tudo o que faça, faça mal.

É este complexo de superioridade intelectual que grassa entre a classe, particularmente entre os mais antigos, que procuram, depois, transmitir esse sentimentos aos mais novos. Uns aceitam, outros não. Eu, pessoalmente, considero que se o SJ está mal, então, reúna-se uma AG, elaborem-se listas e destronem o Alfredo Maia.

Longe vão os tempos em que as Ordens conferiam credibilidade. E temos um agora um bom exemplo, que é a Ordem dos Advogados mais o seu inenarrável bastonário.

Não me levem a mal, não é uma crítica destrutiva, é só e apenas a minha visão do actual sentimento que, infelizmente, não está só no seio dos jornalistas e do jornalismo…

#7 Helder Robalo em 05.15.08 às

Quantos dos jornalistas agredidos apresentaram queixa na polícia João Paulo?

#8 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

espero que todos; alguns terão sido, certamente.

#9 Helder Robalo em 05.15.08 às

Terão? Não estarás a atirar para o ar sem saber do que falas em concreto?

Já agora, que disse o CNID, essa instituição que os jornalistas dos desportivos também gostam, aplaudem e defendem?

Lá está, isto bater todos batem, agora defender são poucos e ainda são criticados!

#10 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

Do comunicado do Sindicato: «Congratula-se com o facto de jornalistas agredidos terem apresentado queixa»

#11 Helder Robalo em 05.15.08 às

“DE” jornalistas agredidos. O que implica que não sejam todos. Mas não respondeste ao resto das questões!!!

#12 GP em 05.15.08 às

E parece que há mais desenvolvimentos:

«A subcomissão de trabalhadores da RTP/Porto pediu hoje à administração da empresa que garanta, junto das instâncias competentes, a segurança dos jornalistas no desempenho das suas funções no exterior.

Na carta que enviou à administração da RTP, a que a Lusa teve acesso, a subcomissão de trabalhadores “repudia veementemente” o que aconteceu sexta-feira, junto ao Estádio do Dragão, quando se verificou “o uso da violência sobre jornalistas da RDP e de intimidação sobre a equipa de reportagem da RTP”.

A subcomissão de trabalhadores solicitou ao Conselho de Administração que tome “uma posição enérgica que salvaguarde, junto das instâncias competentes, a segurança dos trabalhadores da RTP quando em desempenho de funções no exterior”.» (…)

O texto transcrito é da Agência Lusa.

#13 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

Não respondi, Hélder, porque a conversa está a tornar-se chata; eu escrevi ‘alguns terão sido, certamente’; tu, de imediato ‘Não estarás a atirar para o ar sem saber do que falas em concreto?’; eu: cito do comunicado ‘com o facto de jornalistas agredidos’; tu vens falar de todos?! Quem é que falou em todos???
CNID? não sou sócio, não conheço.

#14 Helder Robalo em 05.15.08 às

Camarada, não te zangues. A sério. É que ainda estou ali a pensar no “Quanto ao ‘peditório’ do ‘criticar é fácil, toca a todos, etc., acho que a mim não se aplica. Este texto em particular penso que o prova”.
Um abraço

#15 Once em 05.16.08 às

E da recepção dos deputados na Assembleia da República a um arguido no processo Apito Dourado ninguém fala?

#16 João Paulo Meneses em 05.16.08 às

aqui, pelo menos, não. escapa ao âmbito

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