publicado em
13 de Março de 2008


por João Paulo Meneses


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Quando os jornalistas aceitam que o rigor não importa

Hoje, ao ler esta notícia, lembrei-me de algo que ouvi varias vezes na terça (de manhã e de tarde), em diversos jornais desportivos radiofónicos: O Inter recebe o Liverpool, Figo vai ser titular, (os outros dois portugueses) Pelé e Maniche ficam no banco.

Este exemplo remete-nos para um tema que já aqui tratei mais do que uma vez: a displicência com que a generalidade dos jornalistas antecipa a constituição das equipas de futebol, num exercício de zandinguismo jornalístico (raras são as vezes em que as previsões coincidem, até porque  - é sabido - no mesmo dia coexistem várias vezes diversas previsões/equipas).

Voltando ao caso em concreto. Das duas uma - ou há alguma fonte credível que garante que Figo vai jogar (com tanta antecedência?) e deve ser citada, ou então é a brincar.

Os jornalistas gostam de se afirmar como rigorosos. Regra geral, é verdade. Excepto quando se fala de futebol e se fazem previsões quanto ao onze que vai alinhar. Aí é a brincar…

3 opiniões ↓

#1 rms em 03.14.08 às

Há casos e casos… À partida, quando um jornalista diz que este ou aquele vai ser titular deverá fazê-lo com base daquilo que vê nos treinos.

Quanto às equipas prováveis, são isso mesmo, prováveis. Qual seria a solução? Deixar de apresentar equipas prováveis?

#2 BlogCentral em 03.14.08 às

Bem, quando não são treinadores medrosos, até anunciam a equipa titular na véspera do jogo. Mas lá que há muitos adivinhos, lá isso há.

#3 fs em 03.14.08 às

Um bom exemplo é “A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPAS” da TSF. Para além de ter um cariz quase divinatório é também possível patrocinar.
Acontece sempre antes do início das transmissões dos jogos.
Também aqui me parece existir diferença. Uma coisa é o trabalho jornalístico e outra são os interesses comerciais associados. Pesa embora, perceba as necessidades de as empresas de C. S. terem que rentabilizar os espaços.
Contudo, na minha modesta opinião, são assuntos diferentes e que não devem ser misturados.
Mas o João poderá ajudar-nos a perceber melhor, ou até, se este ponto de vista é ou não correcto.
Se estiver ao seu alcance e se puder explicar a este vosso simples ouvinte…

Obrigado

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