publicado em
15 de Abril de 2008


por João Paulo Meneses


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Se eu fosse Fernanda Câncio!

Sobre o que tem afirmado o PSD relativamente ao programa que Fernanda Câncio poderá apresentar na RTP digo e repito: são argumentos disparatados, precipitados e exagerados: basicamente porque estamos mal quando um partido político, com as responsabilidades do PSD, entra por estes domínios, da insinuação e dos casos privados)

Outra coisa diferente - e, admito, polémica - é se a Fernanda Câncio deverá ou não fazer este programa na RTP, tomando como válidas as informações sobre o relacionamento com o primeiro-ministro - porque se não forem válidas então não há nada a dizer.

Um caso como este não se resolve pela lei ou mesmo através do código deontológico. Não há nada, aqui, que impeça esta jornalista de fazer o referido programa (os seus direitos, neste caso, profissionais não podem ser diminuidos). Um caso como este remete-nos, antes, para a consciência individual, para a percepção das hipotéticas incompatibilidades que a jornalista eventualmente descubra/sinta.

Por isso não há nem pode haver uma resposta clara (objectiva) ou colectiva para este problema.

Só respostas individuais.

A minha, no papel de Fernanda Câncio [!!] era de recusa, enquanto houvesse um relacionamento com aquele que, no limite, tutela o órgão de comunicação social em que vou trabalhar…

12 opiniões ↓

#1 a.pereira em 04.15.08 às

Caro JPM,
Porque é que um suposto relacionamento afectivo, da esfera da vida privada e intíma das pessoas em causa(não me parece que nenhum dos dois venha ou tenha que abordar este assunto privado em público) há-de limitar o direito ao trabalho de alguém?
Sabendo, desde já, que o programa não está tutelado, debaixo do chapéu da direcção de informação da RTP ?
A jornalista Fernanda Câncio não está a procura de emprego. (não é uma situação de “job for the girl”). Foi convidada. Tem curriculum e experiência profissional mais do que suficiente para assumir o desafio.
A.Pereira

#2 Bradpito em 04.15.08 às

Meu caro;

Com todo o apreço que tenho por si…devo dizer que esta sua posição…é no minimo…dificil de digerir.
Acrescento ainda que este é o menor dos problemas..ou pelo menos o que menos me preocupa por ter a visibilidade que lhe conhecemos e que o psd lhe deu.
Haja quem se preocupe com situações de favor..e cunhas pessoais ou politicas que acontecem na rtp ou noutra empresa qualquer..essas sim preocupantes..por serem invisiveis para o grande público.

Sem mais de momento…..

#3 João Paulo Meneses em 04.16.08 às

Essas situações serão muito mais importantes, sem dúvida, mas, como diz, são… invisíveis.

#4 Helder Robalo em 04.16.08 às

E, portanto, “proíbe-se” um jornalista de exercer a sua actividade profissional por causa de um aspecto da sua vida privada que, até prova em contrário, em momento algum interferiu na esfera profissional! Eu que, tenho ideia, até já li algumas coisas bastante críticas para o PS assinadas pela Fernanda Câncio.
Não estaremos perante um perfeito disparate a todos os níveis?

#5 João Paulo Meneses em 04.17.08 às

Do meu ponto de vista estamos ao nível da consciência individual; eu manifestei a minha.

#6 António em 04.18.08 às

Defende, portanto, que Judite de Sousa deveria demitir-se da RTP…

#7 João Paulo Meneses em 04.19.08 às

exacto, na medida em que a RTP é aquela televisão propriedade da Câmara de Sintra. Sem dúvida!

#8 António em 04.19.08 às

O marido já não é vice-presidente do PSD???

#9 António em 04.19.08 às

Por via das dúvidas… http://www.psd.pt/

#10 João Paulo Meneses em 04.19.08 às

e manda alguma coisa, directa ou até indirectamente, na RTP?

#11 António em 04.19.08 às

Portanto, fazer parte da oposição liberta qualquer um da “consciência individual”. Estamos entendidos!

#12 João Paulo Meneses em 04.19.08 às

Porque já estamos a derivar, lembro aquilo que escrevi. «A minha [decisão], no papel de Fernanda Câncio [!!] era de recusa, enquanto houvesse um relacionamento com aquele que, no limite, tutela o órgão de comunicação social em que vou trabalhar…».

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