publicado em
14 de Maio de 2008


por João Paulo Meneses


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Uma lição em dois minutos sobre o que não é jornalismo!

Por vezes queixamo-nos de «jornalismo» feito por quem não é jornalista. E quando jornalistas fazem coisas como esta (ACT: procurem por favor a peça de Mário Crespo «Sócrates fumou dentro do avião», peça transmitida ontem à noite na Sic Notícias), que não são manifestamente jornalismo, mas intoxicação (por causa do fumo, claro)?

PS - para não ficarem dúvidas sobre outras motivações: censuro claramente o comportamento do primeiro ministro. ACT: E acho que é notícia.

12 opiniões ↓

#1 Helder Robalo em 05.14.08 às

Camarada, explica-te lá melhor a ver se eu entendo.
Os jornalistas não deviam ter narrado isto era?

Abraços

#2 viriato em 05.14.08 às

Se se trata da peça do Mário Crespo, porque não é para isso que remete o link, ela não é certamente uma notícia. Mas o jornalismo (e o televisivo também) tem outros géneros. Já deve ter ouvido falar da crónica ou do comentário!

#3 pal em 05.15.08 às

bem, eu discordo. acho que isto é mais notícia do que o mês e tal de peças/reportagens sobre pessoas a fumarem à porta dos centros comerciais, no início do ano.

#4 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

Não me expliquei bem, está visto. O assunto é notícia, claro. A peça em causa - não consegui fazer a ligação correcta, peço desculpa - não é jornalismo. Crónica? Defendo uma separação clara entre factos e opinião. Aquele texto é um «editorial». Foram os telespectadores avisados disso?

#5 pal em 05.15.08 às

ah bom… vou ver se encontro.

#6 Anónimo em 05.15.08 às

Não vi a peça na SIC Noticias, mas no Jornal da Noite de ontem a peça foi apresentada como “a crónica de Mário Crespo”.

#7 Nelson Marques em 05.15.08 às

Caro JPM

Por acaso, vi a crónica do Mário Crespo quando foi transmitida pela primeira vez no “jornal da Meia Noite” na SIC Notícias. E, pelo menos nessa ocasião, que foi a primeira, o “pivot” sublinhou - e bem - no final das imagens “a crónica do Mário Crespo”. Como a crónica é um género jornalístico, não vi motivo nenhum. Seria grave se isso não tivesse ficado claro, mas para mim ficou, até porque o “pivot” o deixou bem claro. E, como jornalistas, sabemos que não podemos tirar as coisas do contexto. Não basta olhar para a peça em si. Ela é lançada e rematada por um “pivot” e também isso tem que ser tomado em consideração.

Um abraço,

#8 João Paulo Meneses em 05.15.08 às

Quem vê na net não tem esse enquadramento. De qualquer forma, e não sendo mais do que a minha opinião, aquela peça, mesmo coberta pela manta da crónica, choca-me. Pelo exagero/sensacionalismo e pelo mau gosto. Se algum dia eu fizer uma peça do género, espero que tenham o bom senso de ma vetar!

#9 Once em 05.15.08 às

Vergonhoso tanto o comportamento de Sócrates como do Mário Crespo.
Realmente há quem pense que depois de anos na profissão já tudo vale..
Enfim..

#10 Nelson Marques em 05.15.08 às

Eu, confesso, que, antes de ouvir o “pivot”, também fiquei algo melindrado. Sendo uma crónica, o que se pode julgar é se é uma boa ou uma má crónica. Aí concordo contigo. Há espaços em que é ultrapassada a fromteira do bom gosto.

#11 Duarte Dias em 05.16.08 às

O vídeo que acabei de ver, em que é o próprio pivô que apresenta a sua crónica, não afirmando que se trata disso mesmo nem imediatamente antes nem ameditamente depois da exibição do mesmo, é de facto de muito mau gosto. Não sei em que é que o senhor Mário Crespo, que, apesar de ser um veterano da comunicação, de vez em quando disse dar este tipo de espectáculo lamentável, tinha a cabeça. De facto João Paulo Meneses concordo consigo, isto é reprovável.

#12 LC em 05.16.08 às

MMG MC.
Muda o género, pouco mais.

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